quinta-feira, 6 de julho de 2017

ESCRITA - Lição 2, O Único DEUS Verdadeiro e a Criação, 3Tr17, Pr. Henrique, EBD NA TV

Lição 2 - O Único DEUS Verdadeiro e a Criação
3º Trimestre de 2017 - Título: A Razão da Nossa Fé: Assim Cremos, assim Vivemos
Comentarista: Pr. Pres. Esequias Soares, Assembleia de DEUS, Jundiai, SP
Complementos, ilustrações e vídeos: Pr. Luiz Henrique de Almeida Silva - 99-99152-0454
 
 
TEXTO ÁUREO"E JESUS respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor, nosso DEUS, é o único Senhor." (Mc 12.29)
 

VERDADE PRÁTICACremos em um só DEUS, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas, visíveis e invisíveis.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1 Co 8.6 O monoteísmo judaico é ratificado na fé cristã
Terça - Ne 9.6 DEUS é o Supremo Criador e Provedor de todas as coisas
Quarta - Sl 33.9 DEUS criou o universo pelo poder da sua Palavra
Quinta - Gn 2.7 A origem do ser humano é DEUS
Sexta - Ap 4.11 DEUS criou todas as coisas segundo a sua soberana vontade
Sábado - Rm 1.20 A existência de DEUS é um fato
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Deuteronômio 6.4; Gênesis 1.1
Dt 6.4 - Ouve, Israel, o SENHOR, nosso DEUS, é o único SENHOR.
Gn 1.1 - No princípio, criou DEUS os céus e a terra.
 
OBJETIVO GERALMostrar que cremos em um só DEUS, o Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Reconhecer que há somente um único DEUS verdadeiro;
Explicar porque o criacionismo e evolucionismo são antagônicos;
Compreender a narrativa da criação.
INTERAGINDO COM O PROFESSORPrezado professor, você crê que há somente um DEUS verdadeiro e que Ele criou os céus e a Terra? Então não terá dificuldade no ensino desta lição. DEUS é real e Ele se revela ao homem de diferentes maneiras, porém uma das formas que Ele se revela a nós é mediante a sua criação. O relato da criação da terra, do céu e do homem, não é uma alegoria. A narrativa da criação é um fato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de DEUS afirma. Quando o assunto é a criação do universo e da vida, sabemos que existem várias teorias que tentam explicar a origem de tudo, como por exemplo, a teoria do Big Bang e da Evolução. Mas, cremos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula. Cremos que o DEUS é o grande Criador.

PONTO CENTRALCremos que um só DEUS, o Pai Todo-Poderoso é o criador do céu e da terra.
 
Resumo da Lição 2 - O Único DEUS Verdadeiro e a Criação
I - O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
1. O Shemá.
2. O monoteísmo.
3. O monoteísmo judaico-cristão.
II - CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
1. O modelo criacionista.
2. O modelo evolucionista.
III - A CRIAÇÃO
1. A criação do Universo.
2. A narrativa da criação em Gênesis 1.
3. A criação do ser humano.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - DEUS é único e verdadeiro.
SÍNTESE DO TÓPICO II - O criacionismo e o evolucionismo são antagônicos.
SÍNTESE DO TÓPICO III - A narrativa bíblica a respeito da criação é verdadeira.
 
PARA REFLETIR - A respeito do único DEUS verdadeiro e a criação, responda:
Qual o significado teológico da expressão "é o único SENHOR" ou "o SENHOR é um"?
O significado está no fato de existir um só DEUS, e de DEUS ser um só. Tal expressão diz respeito tanto a "singularidade" quanto à "unidade" de DEUS.
Quem disse que o DEUS de Israel é também o nosso DEUS? Cite a referência.O Senhor JESUS CRISTO (Jo 1.18). Paulo também pregava isso (At 22.14).
Qual foi o ponto de partida da criação?"No princípio criou DEUS os céus e a terra" (Gn 1.1).
Como DEUS trouxe o universo à existência?Ele trouxe o universo à existência do nada.(Hebreus 11.3 diz que os mundos pela Palavra de DEUS foram criados.)
Qual o significado de adam,"homem", no relato da criação (Gn 1.26,27)?O significado do termo hebraico usado para "homem" é adam, que significa "gênero humano".

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 71, p. 37.
SUGESTÃO DE LEITURA
Criacionismo: Verdade ou Mito?, Respostas aos Céticos e O Começo de Todas as Coisas
 
 
 
 
Resumo Rápido do Pr. Henrique - Lição 2 - O Único DEUS Verdadeiro e a Criação
INTRODUÇÃO
Hoje estudaremos sobre a Doutrina de DEUS - Basicamente sobre a unidade de DEUS, o monoteísmo judaico-cristão e a obra da criação (criacionismo x evolucionismo).
Na Confissão de fé ou no Cremos é o segundo ponto ou doutrina a estudarmos neste trimestre.
Criação não é “produção do nada”, como se o “nada” fosse uma substância da qual se pudesse formar “algo”.
Não consideramos a doutrina da Criação ligada à expressão “criação a partir do nada” surgindo e caindo com ela. A expressão é filosófica e para ela não temos garantia bíblica; é passível de objeção por indicar que o “nada”pode ser objeto de pensamento e fonte do ser. O germe da verdade que pretende levar em si pode ser melhor compreendido na expressão “sem o emprego de matéria preexistente”. Teologia Sistemática - Strong.
 
Disponibilizamos novamente o cremos para que seja lido nas Escolas Bíblicas Dominicais.
 
Cremos (Confissão de Fé)
1. Na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17);
2. Em um só DEUS, eternamente subsistente em três pessoas distintas que, embora distintas, são iguais em poder, glória e majestade: o Pai, o Filho e o ESPÍRITO SANTO; Criador do Universo, de todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e, de maneira especial, os seres humanos, por um ato sobrenatural e imediato, e não por um processo evolutivo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29; Gn 1.1; 2.7; Hb 11.3 e Ap 4.11);
3. No Senhor JESUS CRISTO, o Filho Unigênito de DEUS, plenamente DEUS, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9);
4. No ESPÍRITO SANTO, a terceira pessoa da Santíssima Trindade, consubstancial com o Pai e o Filho, Senhor e Vivificador; que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; que regenera o pecador; que falou por meio dos profetas e continua guiando o seu povo (2 Co 13.13; 2 Co 3.6,17; Rm 8.2; Jo 16.11; Tt 3.5; 2 Pe 1.21 e Jo 16.13);
5. Na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de DEUS e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de JESUS CRISTO podem restaurá-lo a DEUS (Rm 3.23; At 3.19);
6. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela graça de DEUS mediante a fé em JESUS CRISTO e pelo poder atuante do ESPÍRITO SANTO e da Palavra de DEUS para tornar o homem aceito no Reino dos Céus (Jo 3.3-8, Ef 2.8,9);
7. No perdão dos pecados, na salvação plena e na justificação pela fé no sacrifício efetuado por JESUS CRISTO em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26; Hb 7.25; 5.9);
8. Na Igreja, que é o corpo de CRISTO, coluna e firmeza da verdade, una, santa e universal assembleia dos fiéis remidos de todas as eras e todos os lugares, chamados do mundo pelo ESPÍRITO SANTO para seguir a CRISTO e adorar a DEUS (1 Co 12.27; Jo 4.23; 1 Tm 3.15; Hb 12.23; Ap 22.17);
9. No batismo bíblico efetuado por imersão em águas, uma só vez, em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO, conforme determinou o Senhor JESUS CRISTO (Mt 28.19; Rm 6.1-6; Cl 2.12);
10. Na necessidade e na possibilidade de termos vida santa e irrepreensível por obra do ESPÍRITO SANTO, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas de JESUS CRISTO (Hb 9.14; 1 Pe 1.15);
11. No batismo no ESPÍRITO SANTO, conforme as Escrituras, que nos é dado por JESUS CRISTO, demonstrado pela evidência física do falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);
12. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo ESPÍRITO SANTO à Igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade para o que for útil (1 Co 12.1-12);
13. Na segunda vinda de CRISTO, em duas fases distintas: a primeira — invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja antes da Grande Tribulação; a segunda — visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1 Ts 4.16, 17; 1 Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 1.14);
14. No comparecimento ante o Tribunal de CRISTO de todos os cristãos arrebatados, para receberem a recompensa pelos seus feitos em favor da causa de CRISTO na Terra (2 Co 5.10);
15. No Juízo Final, onde comparecerão todos os ímpios: desde a Criação até o fim do Milênio; os que morrerem durante o período milenial e os que, ao final desta época, estiverem vivos. E na eternidade de tristeza e tormento para os infiéis e vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis de todos os tempos (Mt 25.46; Is 65.20; Ap 20.11-15; 21.1-4).
16. Cremos, também, que o casamento foi instituído por DEUS e ratificado por nosso Senhor JESUS CRISTO como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, respectivamente, em conformidade com o definido pelo sexo de criação geneticamente determinado (Gn 2.18; Jo 2.1,2; Gn 2.24; 1.27).
 
CAPÍTULO II. SOBRE DEUS - Pequeno resumo - Livro Declaração de Fé - CPAD
CREMOS, professamos e ensinamos que DEUS é o Supremo Ser, Criador do céu e da terra: “Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o DEUS que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu” (Is 45.18); que Ele é o DEUS Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO: “[...] para que creiais que JESUS é o CRISTO, o Filho de DEUS, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31); que Ele é ESPÍRITO doador e mantenedor de toda a vida: “O ESPÍRITO de DEUS me fez; e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida” (Jó 33.4); que Ele é o único DEUS verdadeiro:1 “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO, a quem enviaste” (Jo 17.3) e não há outro além dEle: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim, não há deus [...] que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro” (Is 45.5,6). Ele é identificado na Bíblia como DEUS: “Eu sou DEUS, o DEUS de teu pai” (Gn 46.3), DEUS Altíssimo e DEUS Todo-poderoso, Jeová e Senhor, além de outros nomes.
DEUS é um ser pessoal, que possui atributos naturais, morais e de poder, qualidades e virtudes que lhe são próprias.
1. Sobre os atributos naturais. DEUS é ESPÍRITO: “DEUS é ESPÍRITO, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Ele é eterno, nunca teve começo, princípio e nunca terá fim: (Dt 33.27), pois Ele existe por si mesmo: “como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). DEUS mesmo disse: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14).
2. Sobre os atributos morais. DEUS é amor: “Aquele que não ama não conhece a DEUS, porque DEUS é amor” (1 Jo 4.8). Ele é incomparável em santidade; nenhum outro atributo divino é tão solenizado nas Escrituras como esse: “Não há santo como é o SENHOR; porque não há outro fora de ti” (1 Sm 2.2). Incomparável é, ainda, em verdade e fidelidade, em justiça e amor, em bondade, benignidade, misericórdia e graça.
3. Sobre os atributos de poder. As perfeições exclusivas de DEUS, como a onipotência, a onisciência e a onipresença, são elementos que comprovam a sua grandeza e infinitude. DEUS é onipotente; Ele é o DEUS Todo-poderoso: “Porque para DEUS nada é impossível” (Lc 1.37). O poder de DEUS é ilimitado, não há coisa alguma impossível para Ele.
4. Sobre o nome “DEUS”. O DEUS verdadeiro revelado nas Escrituras apresenta-se a si mesmo com diversos nomes e títulos que são inerentes à sua natureza e que revelam suas obras e seus atributos. Há três termos no Antigo Testamento hebraico para “DEUS”. São eles: El, Eloah e Elohim. O Novo Testamento grego usa o substantivo theós para “DEUS”. O nome El significa “ser forte, proeminente”, sendo um termo semítico muito antigo para a divindade, usado para identificar o DEUS de Israel: “E levantou ali um altar e chamou-lhe DEUS, o DEUS de Israel” (Gn 33.20).
5. Sobre outros nomes  de DEUS. Outros nomes são mencionados nas Escrituras, os quais também revelam a natureza e os atributos do DEUS de Israel, como Elyon, Shadday, Adonay e Yaweh. O nome Elyon significa “Altíssimo”: “Bendito seja Abrão do DEUS Altíssimo” (Gn 14.19); Shadday quer dizer “Todo-poderoso”: “apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o DEUS Todo-poderoso” (Gn 17.1); e Adonay indica “Senhor”: “eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono” (Is 6.1).
O nome Yaweh é conhecido por meio do Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), Iavé ou Javé, que é a pronúncia mais próxima do original.
6. Sobre as obras de DEUS. A Bíblia ensina que o universo foi planejado por DEUS antes de ser criado. Planejamento, origem e manutenção de todas as coisas no céu e na terra envolvem governo e preservação de toda a criação. Tudo foi criado com propósito: “Segundo o eterno propósito que fez em CRISTO JESUS, nosso Senhor” (Ef 3.11).
 
I - O ÚNICO DEUS VERDADEIRO
1. O Shemá.
Esse é o Shamá - "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso DEUS, é o único SENHOR" (Dt 6.4).
A cláusula final "é o único SENHOR" "o Senhor é um só!" (Mc 12.29, Tradução Brasileira). AQUI É IMPORTANTYE RESSALTAR QUE SÓ EXISTE UM DEUS - NÃO EXISTE OUTRO DEUS ALÉM DELE. (Zc 14.9; Sl 86.10).
Quando as pessoas dizem haver outros deuses, isso é contrário à bíblia.
Quando JESUS se referiu ao príncipe deste século estava exatamente dizendo que as pessoas fizeram de Satanás um outro deus o que é inadmissível, mesmo com letra minúscula.  NÃO HÁ OUTRO DEUS.
Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. João 12:31
E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. João 16:11
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim; João 14:30
Quando Paulo se referiu ao deus deste século estava exatamente dizendo que as pessoas fizeram de Satanás um outro deus o que é andimissível, mesmo com letra minúscula. NÃO HÁ OUTRO DEUS.
Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de CRISTO, que é a imagem de DEUS. 2 Coríntios 4:4
 
Esse é o Shamá no original - שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד Shema Yisrael, Yehovah Eloheinu, Yehovah Achad. Estas palavras podem ser variadamente traduzido para Inglês, mas quase todas as variedades possíveis verbais na tradução (e não pode haver nenhum outro) quantidade para o mesmo sentido: "Israel, ouvi o Senhor, nosso DEUS, é um só Jeová", ou, " O Senhor é nosso DEUS, o Senhor é um", ou," O Senhor é nosso DEUS, o Senhor sozinho", ou,"o Senhor é nosso DEUS, o Senhor, que é um", ou: "Senhor, que é o nosso DEUS, é o que está sendo". Neste versículo os judeus insistem muito, é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios, e escrever a última carta nas primeiras e as últimas palavras muito grandes, com a finalidade de atenção emocionante para a verdade de peso contém. É talvez em referência a este costume dos judeus que nosso bendito Senhor alude, Mateus 22:38; Marcos 12:29,30 , onde ele diz: Este é o primeiro e grande mandamento, e isso é quase o comentário de que Maimônides dá a este lugar: "Ouve, ó Israel, porque nestas palavras a propriedade, o amor, e a doutrina de DEUS estão contidos."
Muitos acham que Moisés ensina com estas palavras a doutrina da Trindade na Unidade. Pode ser assim, mas se assim for, ele não é feito de forma mais clara do que no primeiro versículo do Gênesis, em que o leitor é remetido. Quando esta passagem ocorre nas leituras de sábado na sinagoga, toda a congregação repetir a última palavra אחד achad por vários minutos, juntamente com as mais altas vociferações: isso eu suponho que eles fazem para desabafar um pouco do seu baço contra os cristãos, pois suponho que o último realizar três Deuses, devido à sua doutrina da Trindade, mas toda a sua habilidade e astúcia nunca poderá provar que não há uma pluralidade expressa na palavra אלהינו Eloheinu, que se traduz o nosso DEUS, e foram os cristãos, ao ler este versículo, a vociferam Eloheinu por vários minutos enquanto os judeus não Achad, seria aplicar mais força no caminho da convicção de que os judeus da pluralidade de pessoas na Divindade, que a palavra achad, de um lado, contra qualquer pretensa falsa doutrina do cristianismo, como cada cristão recebe a doutrina da unidade de DEUS, da maneira mais consciente. É por causa de sua rejeição da doutrina de que a ira de DEUS continua a descansar sobre eles, pois a doutrina da expiação não pode ser recebida, a menos que a doutrina da divindade de CRISTO seja recebida também. Alguns cristãos juntaram-se os judeus contra esta doutrina, e alguns até mesmo os superaram, e puseram-se a dores extraordinárias para provar que אלהים Elohim é um substantivo do número singular! Isso ainda não foi provado.
 
ELOHIM É PLURAL MESMO. ’elohiym Deuteronômio 6.4 . Ouve, ó Israel - Comentários Adam Clarke.
 
ELOHIM - DEUS (PAI, FILHO, ESPÍRITO SANTO - UM SÓ DEUS).
plural (dicionário strong)
1) (plural)
1a) governantes, juízes
1b) seres divinos
1c) anjos
1d) deuses
2) (plural intensivo - sentido singular)
 
2. O monoteísmo.
Monoteísmo - Um só DEUS - Politeísmo, a crença em vários deuses.
As principais religiões monoteístas do planeta são o judaísmo (Dt 6.4; 2 Rs 19.15; Ne 9.6), o cristianismo (Mc 12.29; 1 Co 8.6) e o islamismo? (Alá não é o mesmo DEUS que conhecemos). O monoteísmo islâmico não é bíblico. O deus Alá dos muçulmanos é outro deus, e não o mesmo DEUS Javé da Bíblia.
 
Trás grande preocupação com  crescente e subtil tendência que se nota em muitos ditos “cristãos” para acreditarem e defenderem que o DEUS de Israel revelado nas páginas da Bíblia é o mesmo “deus” do Islã…
 Isso não é mais do que o fruto da ignorância, só que é bem pior do que isso: é uma autêntica heresia. Maomé decidiu rejeitar o DEUS dos judeus e dos cristãos, e substitui-LO pela maior de todas as divindades pagãs dos árabes, Alá, o deus-luadeus da guerra e deus da espadaO segundo dos 10 Mandamentos diz: “Não terás outros deuses diante de Mim.” O Alá do Islã é um outro deus, um deus que eles alegam ser maior que o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó. http://www.cacp.org.br/ala-um-deu-pagao/
“Os muçulmanos têm um grande zelo por seu deus. Eles pensam que têm o DEUS Todo Poderoso. Eles acreditam que, se eles explodirem e matarem milhares de judeus — ou qualquer infiel, que é qualquer pessoa fora do corpo do Islã — eles irão para céu e terão as 72 virgens, para desfrutarem de todo o tipo de diversão e fantasias loucas” “O deus do islã é mentiroso" - O deus do Islã, representa o ódio e a vingança. https://www.paginagospel.com.br/noticias/2016/7/31/ex-terrorista-convertido-diz-que-o-islamismo-e-falso-o-deus-deles-e-mentiroso
Quando o Islã adora a Maomé, seu profeta, se torna ou não politeísta? Quando precisam fazer viagens a Meca e oram voltados para Meca (Pedra Caaba - pedra negra) estão ou não na idolatria?
 
Deuteronômio 6.4 - O monoteísmo, ou seja a crença em um só DEUS, era uma característica distintiva da religião hebreia. Muitas religiões antigas acreditavam em muitos deuses. Mas o DEUS do Abraão, Isaque e Jacó é o DEUS de toda a terra, o único verdadeiro DEUS. Isto era importante para o Israel, porque estavam a ponto de entrar em uma terra cheia de gente que acreditava em muitos deuses. Mas tanto nesse então como agora, existe gente que prefere depositar sua confiança em muitos "deuses" diferentes. Mas o dia vem quando DEUS será reconhecido como o único. Será rei sobre toda a terra (Zec 14:9).

Lembrando que o judaísmo não é o cristianismo e não há salvação no Judaísmo. Não basta acreditar que só existe um DEUS, é preciso acreditar no único que pode nos levara a DEUS - JESUS - para ser salvo.
3. O monoteísmo judaico-cristão.
JESUS confirmou o monoteísmo judaico do Antigo Testamento, claro, nos que não se tornaram idólatras.
JESUS confirmou que Javé de Israel, mencionado em Deuteronômio 6.4-6, é o mesmo DEUS que Ele revelou à humanidade (Jo 1.18)
O DEUS do Israel fiel é o mesmo DEUS do cristianismo. O apóstolo Paulo pregava aos judeus e gentios o mesmo DEUS revelado por JESUS: "O DEUS de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da sua boca" (At 22.14).
Lembrando que o judaísmo não é o cristianismo e não há salvação no Judaísmo. Eles não aceitam o único que pode levá-los a DEUS - JESUS. O remanescente é que será salvo - no final da grande tribulação. Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Romanos 9:27 - Não basta acreditar que só existe um DEUS, é preciso acreditar no único que pode nos levar a DEUS para sermos salvos - JESUS.
 
Dt 6.4-9 O Senhor nosso DEUS é o único Senhor - Esta passagem proporciona o tema central do Deuteronômio. Estabelece um patrão que nos ajuda a relacionar a Palavra de DEUS com nossa vida diária. Temos que amar a DEUS, pensar constantemente em seus mandamentos, ensinar seus mandamentos a nossos filhos e viver cada dia segundo os princípios de sua Palavra. DEUS enfatiza a importância de que os pais ensinem a Bíblia a seus filhos. Não se pode delegar esta responsabilidade à igreja e as escolas cristãs. A Bíblia oferece tantas oportunidades para obter lições objetivas e práticas que seria uma pena as estudar só um dia à semana. As verdades eternas se aprendem de uma forma mais efetiva no ambiente amoroso de um lar onde se teme a DEUS.
 
Dt 6.4. O Senhor nosso DEUS é o único Senhor. Esta confissão (da qual diversas traduções são gramaticalmente possíveis) parece ficar mais compreensível quando equivalente às declarações de monoteísmo de 4:35 e 32: 39 (cons. I Cr. 29:1). "Porque, ainda que haja também alguns que se chamam deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só DEUS, o Pai . . . e um só Senhor, JESUS CRISTO" (I Co. 8:5,6). DEUS é único; a divindade confina-se a Ele exclusivamente. Só a Ele o povo de Israel devia se submeter em aliança religiosa, e a Ele deviam servir na totalidade do seu ser, com a intensidade do amor (Dt. 6:5). A exigência divina desta devoção exclusiva e intensa, JESUS chamou de "o primeiro e grande mandamento" (Mt. 22:37, 38; Mc. 12:29, 30; cons. Lc. 10:25-28). É o princípio central de todas as estipulações da aliança. Deuteronômio 6.4 - Comentário Bíblico Moody
 
 
II - CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO
O criacionismo é a crença religiosa de que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural (DEUS - para nós evangélicos). No entanto, o termo é mais comumente usado para se referir à rejeição, por motivação religiosa, de certos processos biológicos, particularmente a evolução (cientistas ateus ou não). 
Evolucionismo é uma teoria que defende o processo de evolução das espécies de seres vivos, através de modificações lentas e progressivas consoantes ao ambiente em que habitam.
Um dos maiores nomes do Evolucionismo foi o naturalista britânico Charles Darwin (1809 - 1882), que desenvolveu no século XIX um conjunto de estudos que deram origem ao Darwinismo, teoria tida como sinônimo do Evolucionismo, consagrando-se como o "pai da Teoria da Evolução".
 
1. O modelo criacionista.
Na cosmovisão (visão das pessoas sobre o mundo e sua criação), eles chamam de criacionistas todos os que não concordam com eles em sua cega visão de que tudo foi criado do acaso e adotam, a posição de um ser criador de todas as coisas.
Na visão criacionista, que é a nossa, existem duas vertentes:
1- Existem os que reconhecem uma mente brilhante por detrás da criação, mas não o conhecem e dão vários nomes a esse criador. (não são crentes salvos - apenas reconhecem um ser por detrás da criação).
Esta visão científica se fundamenta na evidência empírica, ou seja, tem que haver comprovação experimental clara, real e visível comprovando a existência desse ser por detrás da criação.
Dentro desta vertente existem os adeptos do Design Inteligente que são piores do que os evolucionistas, pois reconhecem o agente criador, mas a ELE não se entregam devido a não poderem colocar esse agente criador dentro de seus laboratórios.      
2- Existem os que têm certeza absoluta de que DEUS criou o céu e a Terra e tudo o que existe. Somos nós que reconhecemos somente DEUS criando todas as coisas visíveis e invisíveis.
Nós não necessitamos de provas científicas ou de quaisquer provas de que DEUS criou tudo o que existe, pois nossa fé nos dá certeza disso.  
Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
 
Três verdades importantes são destacadas por Paulo.
a.     JESUS CRISTO é a fonte da criação. Paulo diz: “Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades...” (1.16a). A criação é um fato histórico, pois aconteceu num tempo definido, que a Bíblia chama de “o princípio”. Diz a Escritura: “No princípio criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). CRISTO, o verbo dinâmico da criação, trouxe à existência o que não existia (Pela Palavra de DEUS - Hb 11.3). Tudo foi feito por Ele, e nada do que foi feito sem Ele se fez (Jo 1.3). O coração de CRISTO desejou o mundo; a mente de CRISTO planejou o mundo; a vontade de CRISTO concebeu o mundo e a palavra de CRISTO trouxe o mundo à existência.
A expressão “nele”, en autou, denota CRISTO como a esfera dentro da qual a obra da criação ocorreu. Todas as leis e propósitos que guiam a criação, bem como o governo do universo, residem Nele. JESUS é a fonte originária de tudo o que existe no céu e na terra. As galáxias do vasto universo foram obras das Suas mãos. O mundo visível e o invisível são obras de CRISTO. Tudo o que o olho humano é capaz de perceber, assim como o invisível ou que está fora do alcance dos sentidos humanos, tudo se originou no plano e no poder do Senhor.
O mundo físico foi criado por Ele e também o mundo espiritual, os anjos.  Eles também foram criados por CRISTO.
b.     JESUS CRISTO é o agente da criação. Paulo prossegue: “Tudo foi criado por meio dele” (1.16b). A expressão “por meio dele”, di autou, descreve CRISTO como o instrumento imediato da criação. CRISTO é o agente do poder criador de DEUS. Ele é o verbo criador (Gn 1.3; Jo 1.3). As galáxias, os mundos estelares, os anjos, os homens e todo o universo foram criados por meio Dele. Ele trouxe tudo à existência.
c.     JESUS CRISTO é o alvo da criação. Paulo conclui: “... tudo foi criado [...] para ele” (1.16c). A expressão “para ele”, eis auton, indica que CRISTO é o alvo da criação. O mundo foi criado para o Messias. O universo tem uma grande finalidade: render a JESUS todo o louvor e glória. Desde os bilhões de sóis que compõem as galáxias espalhadas pelo firmamento, até os microorganismos que não podem ser vistos a olho nu, tudo rende glória ao criador. Diante Dele todo o joelho deve prostrar-se no céu, na terra e debaixo da terra e confessar que JESUS CRISTO é o Senhor para a glória de DEUS Pai. O universo inteiro deve celebrar a glória de JESUS (SI 19.1-6; Ap 5.13). Quando contemplamos o universo à noite e vemos oceanos de estrelas acima de nós - é por meio de JESUS e para JESUS que essas imensas esferas ardentes seguem sua trajetória. Mas também a pequena flor silvestre que ninguém vê e considera - é por meio de JESUS e para JESUS que ela floresce!
Paulo usa três preposições para descrever a preeminência de CRISTO na criação: Nele, por meio Dele e para Ele (1.16). Os filósofos gregos ensinavam que todas as coisas precisavam de uma causa primária, de uma causa instrumental e de uma causa final. A causa primária é o plano; a causa instrumental é o poder; e a causa final é o propósito. Quando olhamos para a criação, podemos ver que JESUS é a causa primária (foi Ele quem a planejou). Ele é também a causa instrumental (foi Ele quem a realizou). Ele é ainda a causa final (foi Ele quem a fez para o Seu próprio prazer e glória). A criação existe, portanto, para dar glória a CRISTO.
JESUS CRISTO preexiste à criação, é independente da criação e maior do que toda a criação (1.17a). Paulo diz: “Ele é antes de todas as coisas”. JESUS é antes de todas as coisas tanto em tempo como em importância. JESUS não foi criado, é o criador. Ele não teve origem, é a origem de todas as coisas. Foi Ele quem lançou os fundamentos da terra. Foi Ele quem espalhou as estrelas no firmamento. Ele preexiste a todas as coisas. Antes de tudo começar, Ele existia eternamente em sintonia perfeita e feliz com o Pai e o ESPÍRITO SANTO. JESUS é eterno, é o Pai da Eternidade. Ele habita a eternidade e de eternidade a eternidade Ele é DEUS. Ele é auto-existente e auto-suficiente. Ele não depende da criação; não deriva Sua glória da criação, nem dela depende. Ele é eternamente o mesmo. Ele é imutável (Hb 13.8). Ele é o Alfa e Omega, Aquele que está antes, acima e além da criação!
JESUS CRISTO é o sustentador da criação (1.17b). Paulo conclui: “Nele, tudo subsiste”. A palavra grega sunesteken, “sustentar, manter”, revela o princípio de coesão do universo. DEUS mesmo é a fonte unificadora que mantém todo o universo em funcionamento harmônico. Isto se aplica às grandes coisas no universo e também às menores. JESUS é o centro de coerência e coesão do universo. E JESUS quem interliga e dá simetria a todas as leis da física, da química, da biologia e da astronomia. As assim chamadas “leis da natureza” não têm uma existência independente. Elas são a expressão da vontade de DEUS. E só é possível falar de leis porque DEUS se deleita na ordem e não na confusão. Nele vivemos, nos movemos e existimos (At 17.28). Pois Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais (At 17.25).
Todas as leis pelas quais o universo é uma ordem, e não um caos, refletem a mente de CRISTO. A lei da gravidade e as assim chamadas leis científicas não são apenas leis científicas, mas também e sobretudo leis divinas. São as leis que dão sentido ao universo. Essas leis fazem que esse mundo seja digno de confiança e seja seguro. Toda lei da ciência é de fato uma expressão do pensamento divino. E por essas leis e, portanto, pela mente de DEUS, que o universo tem consistência e não se desintegra em um caos. O mundo tem leis, e essas leis científicas são estabelecidas por CRISTO e são leis divinas. CRISTO é o centro de coesão de todo o universo físico e espiritual (Ef 1.10).. (Coleção Comentários Expositivos Hagnos - Hernandes Dias Lopes com algumas correções do Pr. Henrique).
 
2. O modelo evolucionista.
É uma teoria cientificamente inventada e é naturalista.  A proposta darwinista sugere uma seleção natural pelo mecanismo evolutivo.
O evolucionismo é ateu e tenta excluir DEUS da criação.
 
EVOLUÇÃO (Dicionário Teológico)
- [Do lat. evolutionem, desenvolvimento gradativo] Doutrina formulada pelo inglês Charles Darwin que, em 1859, lançou um livro no qual sugere que as atuais espécies de vida são o resultado de uma lenta e gradativa evolução. Ou seja: um desenvolvimento meramente biológico que foi das formas mais simples às mais elaboradas e complexas.
Rigorosamente considerado, o evolucionismo não é ciência nem doutrina; é uma mitologia academicamente travestida. È uma falácia cujo objetivo único é desacreditar a DEUS como o Criador imediato de tudo quanto existe no Universo. O evolucionismo é nocivo à piedade bíblica, é antibíblico e é satânico.
 
O evolucionismo é Contrário ao ensino inequívoco da Escritura e contrário às suas consequências claramente destrutivos, a heresia de amor-próprio continua a encontrar aceitação entre aqueles que afirmam CRISTO.
As raízes da paixão moderna, com o amor-próprio pode ser rastreada até o humanismo do século XIX, especialmente no desenvolvimento do evolucionismo. Se o homem é visto como o produto do acaso impessoal, DEUS está descartado, fazendo a elevação da auto perfeitamente aceitável. Porque não há nenhuma base para o certo e o errado, a inclinação natural do indivíduo para o egocentrismo é reforçada, e ele encontra justificação consumada por ser seu próprio deus que faz sua própria vontade. Cada homem é o capitão do seu próprio navio e mestre de seu próprio destino e não pode permitir que sua própria vontade seja impedida ou ele faz mal ao seu bem-estar.
A filosofia e a teologia do existencialismo também contribuíram para seu fim. Embora alguns existencialistas acreditam genuinamente que existe um DEUS e até mesmo que JESUS CRISTO é Seu Filho e Salvador do mundo, eles rejeitam a autoridade das Escrituras, exceto de forma mística e afirmam que DEUS está muito distante do homem para ser claramente entendido, muito menos ser conhecido pessoalmente. O Homem é empurrado de volta sobre si mesmo para fazer de DEUS e da vida o que ele pode e quer. 
Nenhum texto da Bíblia incomoda mais os teólogos liberais e os arautos do evolucionismo que Gênesis 1—3. O relato da criação e a criação do homem à imagem e semelhança de DEUS entra em desacordo com as pretensões do evolucionismo. Com o propósito de fazer uma aliança entre o cristianismo e o evolucionismo darwiniano, alguns estudiosos contemporâneos abraçaram o evolucionismo teísta, alegando que DEUS é o autor da criação, mas o processo adotado para essa criação é a evolução. Assim, o relato de Gênesis 1 —3 é mitológico, e não histórico. Consequentemente, Adão não foi uma personagem real, mas apenas um emblema.
Precisamos deixar claro que essa posição avilta não apenas a doutrina da criação, mas também nega a doutrina do pecado original, a queda dos nossos primeiros pais e a autoridade das Escrituras. Francis Schaeffer tem razão ao dizer que toda vez que alguém nega a historicidade de Adão está jogando fora a autoridade de Paulo. Se Gênesis 1—3 não é um relato literal, então Moisés, JESUS e Paulo se equivocaram ao mencionar Adão como personagem histórica. Se Adão é um mito, a Palavra de DEUS perde sua credibilidade, pois o descreve como uma personagem histórica. Geoffrey Wilson destaca que, para ser válida, a argumentação do apóstolo Paulo em Romanos 5 depende de forma absoluta do fato de que, assim como JESUS foi uma pessoa histórica, também Adão foi uma pessoa histórica. Não pode haver paralelo correto entre um Adão mitológico e um CRISTO histórico. Adão é tão necessário ao sistema teológico cristão quanto JESUS CRISTO. De fato, as Escrituras chamam CRISTO de “o segundo Adão” ou “o último Adão”. Tanto Adão como CRISTO nos são apresentados como cabeças de uma raça. Nas palavras de F. F. Bruce, sem dúvida Adão era para Paulo um indivíduo histórico, o primeiro homem. A humanidade inteira é vista como tendo originalmente pecado em Adão. 
O livro Origem das Espécies, de Charles Darwin, publicado em Londres, em 1859, contém nada menos que oitocentos verbos no futuro do subjuntivo, “suponhamos”. A evolução é uma suposição improvável, uma hipótese que procura ficar em pé escorada num frágil bordão; é uma teoria falaz. A evolução não é uma verdade científica. Ela não possui a evidência das provas. Tanto o macrocosmo quanto o microcosmo denunciam as muitas incongruências da famigerada teoria da evolução. Mesmo que essa malfadada teoria fosse verossímil, ela ainda se chocaria com o máximo problema: Como explicar a origem da vida? De onde surgiu o primeiro ser vivo? Surgiu espontaneamente? Proveio de algum mineral? E esse mineral, de onde veio? O célebre cientista Louis Pasteur pôs à mostra a fragilidade da teoria da geração espontânea, demonstrando que vida só pode vir de vida.
O apóstolo Paulo também refuta a teoria da evolução teísta. Alguns cientistas tentam conciliar o cristianismo com o darwinismo, a criação com a evolução. Mas isso é impossível. Francis Collins, diretor do Projeto Genoma, em seu livro - A linguagem de DEUS-, conta como abandonou o ateísmo para adotar o cristianismo teísta. Ele se confessa um cristão, mas tenta conciliar o cristianismo com o evolucionismo darwinista. O caminho que encontrou para juntar essas duas vertentes irreconciliáveis foi negar a historicidade de Gênesis 1 e 2. A tese de Collins ataca os fundamentos do cristianismo, pois a fé cristã tem como base primeira a verdade de que a Bíblia é a Palavra de DEUS inerrante, infalível e suficiente. Não é possível negar a criação como registrada nas Escrituras e ainda ser um cristão verdadeiro. Essa vertente liberal que tenta minar a autoridade da Escritura para flertar com a teoria da evolução não possui amparo na Escritura nem na ciência. A ciência corretamente interpretada sempre estará afinada com a verdade da Escritura, pois ambas têm o mesmo autor: DEUS.(Coleção Comentários Expositivos Hagnos - Hernandes Dias Lopes).
 
III - A CRIAÇÃO
1. A criação do Universo.
O universo (os mundos) não foi criado do nada -
SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
 
Manual de Dúvidas – Bíblia The Word  - GÊNESIS 1:1 - Como o universo pode ter tido um "princípio", se a ciência moderna diz que a energia é eterna?
PROBLEMA: De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica: "a energia não pode ser criada, nem destruída". Sendo assim, então, o universo é eterno, já que ele é feito de energia, que é indestrutível. Entretanto, a Bíblia indica que o universo teve um "princípio" e que não existia antes de DEUS o ter criado (Gn 1:1). Não é isto uma contradição entre a Bíblia e a ciência?
 
SOLUÇÃO: Há um conflito de opiniões aqui, mas na realidade não há contradição alguma. A evidência dos fatos indica que o universo não é eterno, mas que realmente teve um princípio, tal como a Bíblia diz. Algumas observações são relevantes para entendermos esta questão.
Em primeiro lugar, a Primeira Lei da Termodinâmica, com freqüência, é incorretamente enunciada com a expressão: "a energia não pode ser criada". Entretanto, a ciência baseia-se na observação, e afirmações como esta - que diz que a energia não pode ser criada - não se baseiam na observação (como qualquer afirmação que use "pode" ou "não pode"), mas são afirmações dogmáticas. A Primeira Lei da Termodinâmica deveria ser corretamente enunciada da seguinte maneira: "[Até o ponto em que se pode observar] o total de energia presente no universo permanece constante". Ou seja, pelo que se sabe, a quantidade total de energia presente no universo não está diminuindo nem aumentando. Posto desta forma, a Primeira Lei não faz referência alguma quanto à origem da energia nem quanto ao tempo em que ela está presente no universo. Assim, ela não contradiz a declaração de Gênesis de que DEUS criou o universo.
Em segundo lugar, outra lei científica perfeitamente aceita é a Segunda Lei da Termodinâmica. Ela afirma que "o total da energia utilizável no universo está diminuindo". De acordo com esta lei, o universo está decaindo. Sua energia está sendo transformada em calor, que não é utilizável. Sendo assim, o universo não é eterno, porque, se o fosse, a sua energia utilizável já se teria esgotado há muito tempo. Ou, em outras palavras, se o universo está se desfazendo (tendo a sua energia degradada), então houve um tempo em que toda a energia foi feita. Se houvesse uma quantidade infinita de energia, ela não estaria decaindo no universo. Portanto, o universo teve um princípio, tal como Gênesis 1:1 diz.
 
2. A narrativa da criação em Gênesis 1.
Criação não é “produção do nada”, como se o “nada” fosse uma substância da qual se pudesse formar “algo”. Não consideramos a doutrina da Criação ligada a expressão “Criação a partir do nada” surgindo e caindo com ela. A expressão é filosófica e para ela não temos garantia bíblica; e passível de objeção por indicar que o “nada” pode ser objeto de pensamento e fonte do ser. O germe da verdade que pretende levar em si pode ser melhor compreendido na expressão “sem o emprego de matéria preexistente”. Teologia Sistemática de Strong.
 
GÊNESIS 1:1 - Como o autor de Gênesis podia saber o que aconteceu na criação, antes mesmo de ele haver sido criado?
PROBLEMA: A erudição tradicional cristã tem sustentado que os cinco primeiros livros da Bíblia foram escritos por Moisés. Os primeiros dois capítulos do livro de Gênesis descrevem os eventos da criação sob o enfoque de uma testemunha ocular. Entretanto, como poderia Moisés, ou qualquer outro ser humano, ter escrito esses capítulos, como observador desses fatos se ele não havia sido criado ainda?
SOLUÇÃO: É claro que houve uma testemunha ocular da criação - DEUS, o Criador. Estes capítulos, obviamente, são um registro da criação, que foi especificamente relatada por DEUS a Moisés, por meio de uma revelação especial. A tendência para se fazer perguntas tais como: "Como o cronista poderia saber que os minerais precederam das plantas ou dos animais?", denuncia um preconceito contra o sobrenatural e uma recusa a considerar explicações alternativas, que não as propostas pela ciência naturalística.
 
Os dias da criação devem ter sido de 24 horas.
Podemos imaginar que houve a existência dos dinossauros e que sua extinção se deu no Dilúvio. os grandes animais vistos em Jó, por exemplo foram vistos antes do Dilúvio, pois acreditamos que o livro de Jó tem grandes chances de ter sido o primeiro livro a ser escrito.
Por que a Terra foi criada recentemente, ou seja, por volta de seis mil anos?
Porque as galáxias são quase idênticas - Não existe galáxia velha e galáxia nova. Se a Terra fosse velha deveriam haver galáxias envelhecidas mais do que as outras.
 
EXISTIRAM DINOSSAUROS NA TERRA?Há um teoria de que tenha havido um caos com a queda de Satanás na terra, depois de sua expulsão do céu - Os dinossauros existiram só após a criação dos animais, então foram quase que totalmente extintos no dilúvio.
DEUS, antes de colocar o homem na Terra a preparou pela ação do ESPÍRITO SANTO que pairava sobre a face do abismo. Devemos considerar toda criação na Terra após Gênesis 1.1, então a teoria perde sua razão quando pode querer sugerir que os dinossauros foram extintos com a queda de Satanás e seus demônios na Terra.
Não sabemos detalhes porque não existem hoje os dinossauros, pois a Bíblia não explica. Apenas aceitamos que realmente existiram dinossauros, pois a arqueologia o comprova.Pode ser que DEUS tenha visto o medo de Adão desses animias quando colocou nome em todos e assim DEUS pode ter decidoido extingui-los. Não sabemos.
na Bíblia podemos ver em Jó e em Salmos e Isaías, o Leviatã, criatura assustadora, que por dedução pode-se entender ser um dinossauro do mar. (No seu pescoço reside a força; diante dele até a tristeza salta de prazer. Jó 41:22) - A palavra é tanniyn, vinda do Hebraico. Tanniyn é traduzida de algumas poucas maneiras diferentes nas Bíblias de língua inglesa; às vezes como “monstro do mar”, às vezes como “serpente”. É mais comumente traduzida como “dragão”. Tanniyn parece ter sido algum tipo de réptil gigante. Estas criaturas são mencionadas quase trinta vezes no Antigo Testamento e são encontradas tanto em terra quanto no mar. Além de mencionar estes répteis gigantes quase trinta vezes no Antigo Testamento, a Bíblia descreve algumas criaturas de tal modo que alguns estudiosos acreditam que os escritores poderiam estar descrevendo dinossauros. Behemoth é descrita como a mais poderosa de todas as criaturas de Deus, um gigante cuja cauda é comparada à árvore de cedro (Jó 40:15 em diante). Alguns estudiosos tentaram identificar Behemoth como um elefante ou hipopótamo. Outros dizem que tanto elefantes quanto hipopótamos têm caudas muito finas, nada que se possa comparar ao cedro. Os dinossauros como o Braquiossauro e o Diplodocus, por outro lado, tinham caudas enormes que poderiam facilmente ser comparadas à árvore do cedro.
Naquele dia o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o leviatã, serpente veloz, e o leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão, que está no mar. Isaías 27:1
Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto. Salmos 74:14
Poderás tirar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com uma corda? Jó 41:1
Ali andam os navios; e o leviatã que formaste para nele folgar. Salmos 104:26
Jó capítulo 40.15-19
“Contempla agora o beemote, que eu fiz contigo, que come erva como o boi. Eis a sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos da suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossa da é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.”
Não creio que a queda de Satanás na Terra tenha causado algum dano à terra pois ele é espírito e não matéria.
Mas, ao que tudo indica, chegou primeiro do que o homem (DEUS criou o homem na Terra e disse para lavrar e guardar a Terra, guardar de ladrão, é claro) e vemos que Satanás tinha um plano para roubar a imagem e semelhança deste homem quando o mesmo veio a existir - para isso seu trabalho era convencê-lo a pecar, assim todos os que dele descenderiam, herdaria a semente do pecado.
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12
 
APESAR DE COMBATER O DARWINISMO, OU O EVOLUCIONISMO O DESIGN INTELIGENTE NÃO É PARA SER ADOTADO POR ALGUM CRISTÃO - O DESIGN INTELIGENTE APENAS CRÊ QUE EXISTE UM SER SUPER INTELIGENTE QUE ARQUITETA TODA A CRIAÇÃO. ESTES CIENTISTAS NÃO SÃO CRISTÃOS SALVOS. SÃO PIORES DO QUE OS EVOLUCIONISTAS, POIS, APESAR DE SABEREM DE UM SER CRIADOR NÃO CREEM NELE COMO DEUS E NEM SE CONVERTEM A ELE. PARA ESSS CIENTISTAS TUDO O QUE NÃO PODEM TOCAR OU MANIPULAR NÃO SERVE COMO BASE PARA SEUS ESTUDOS.
 
 
Grandes questões em Gênesis 11.Origem do universo: Isto considera o espaço-matéria-tempo continuo, consistente com a Primeira Lei da Termodinâmica. O universo veio a existir inteiro e completo; não poderia ter acontecido menos que isto.
2. Origem da ordem e da complexidade: Não surgiu da desordem e do caos, consistente com a Segunda Lei da Termodinâmica. Tudo entra em decadência por degeneração espontânea. Uma absorção de energia não aumenta a ordem. Somente a absorção de inteligência aumenta a ordem.
3. Origem do sistema solar: Novamente, você não conseguirá alguma coisa por nada. Tudo criado a partir da Palavra de DEUS (Hb 11.3).
4. Origem da atmosfera e da hidrosfera: Nunca foi provado que isto aconteceu em qualquer outro lugar do universo.
5. Origem da vida: Isso é consistente com a Terceira Lei da Termodinâmica, a qual afirma que a vida somente surge de uma vida e a partir da sua própria espécie. Alguma coisa ou alguém tem que dar início à vida. É muito complexo começar por acaso ou acidente, de uma ação em uma matéria inanimada.
6.Origem do homem: O homem não evoluiu, mas é uma criação especial e exclusiva do DEUS Criador. O homem é a única coisa do universo, feita à imagem espiritual de DEUS.
7. Origem do casamento: O plano original de DEUS foi um homem e uma mulher unidos por toda a vida, diferentemente da perversão que se vê no mundo de hoje. DEUS não fez Adão e Ivo e os mandou "adotar"...
8.Origem do mal: O mal é permitido por DEUS como uma situação temporária para estabelecer o livre arbítrio e a responsabilidade pessoal enquanto Ele se revela como Redentor e Remidor. Se você não tivesse nada para resistir, seria fraco e não forte.
9. Origem das línguas: Todas as 6.000 línguas conhecidas podem ser facilmente derivadas das setenta línguas distribuídas no episódio da Torre de Babel. Os lingüistas evolucionistas concordam que existe uma raiz comum a todas as línguas, e que cada uma é de uma unidade altamente complexa.
10. Origem do governo: O governo humano foi constituído em Gênesis 9 quando DEUS passou a responsabilidade do governo civil para o homem. Todas as leis sociais humanas se apoiam no primeiro mandamento referente à pena de morte.
11. Origem da cultura: Gênesis descreve a origem da música, literatura, agricultura, etc. Lemos sobre a origem de todas as ciências natural e social e da arte.
12. Origem das nações: Existe somente uma raça humana com muitas aparências étnicas. Ou você é humano ou não é. Todas as aparências étnicas podem ser explicadas por um entendimento claro dos registros históricos ou simplesmente pela genética.
13. Origem da religião:Todo ser humano sabe que existe algo maior do que eles mesmos. Ninguém pode criar algo melhor do que a si mesmo. Portanto, o homem não pode criar o seu próprio DEUS.
14. Origem do povo escolhido: Os judeus são o único povo que mantém sua identidade através da história. Muitas grandes culturas humanas se levantaram e caíram através dos milênios; entretanto, somente os judeus mantiveram sua identidade, apesar das perseguições, guerras, fome, etc.- McMURTRY, Grady S. Título original - Criação, nossa cosmovisão - Criação X Evolução - Onde está a verdade científica? / Grady S. McMurtry - Curitiba: A.D. Santos Editora, 2009.
 
 
 
A criação do ser humano.
O CRIACIONISMO BÍBLICO
As escrituras sagradas descrevem em Gênesis 1-26 e 27 , e 2:7 21 a 23, a criação do homem, onde o primeiro homem Adão que no Hebraico Âdam, significa avermelhado, ou aquele que foi feito de adamah ( terra vermelha ) e que tem a pele da cor de edom ( Vermelho ), por causa do dam ( Sangue ). A ideia aqui é da cor.
Edom na antiguidade. Edom (hebreu : אֱדוֹם, Edom, ʾĔḏôm, "vermelho") é um nome dado a Esaú na Bíblia Hebraica, bem como à nação descendente dele.
Mesma ideia de cor a da Palavra.
 
Não podemos entender que o homem seja apenas uma criação de DEUS, o homem é mais que uma criatura, pois existe entre o homem e DEUS uma relação mais profunda, mais significativa, o homem foi criado para viver numa situação familiar com DEUS, numa íntima comunhão.
 
A- UM CONSELHO CELESTE NA CRIAÇÃO DO HOMEM
Quando DEUS criou o homem de acordo com Gênesis 1:26-27, é como se acontecesse uma reunião celeste, um conselho no céu, para determinar a criação do ser humano, talvez para cuidar de detalhes da criação, como seria o homem física e espiritualmente, a bíblia descreve a palavra FAÇAMOS, o que comprova a realização deste conselho celeste, e podemos chegar a algumas conclusões:
 
Esta reunião definiria (imaginação):
1- A criação do ser humano.
2- A estrutura física do homem
3- A estrutura espiritual do homem
4- Os objetivos de DEUS para com o homem.
 
B- A CRIAÇÃO DO HOMEM DIFERE DAS OUTRAS CRIAÇÕES
Quando DEUS criou os animas, os peixes as estrelas, o sol e a lua, DEUS utilizou o verbo, a palavra para criar tudo no universo infinito e na terra, exemplo: E disse DEUS haja luz. E disse DEUS haja um firmamento no meio das águas. E Disse DEUS haja luminares no firmamento do céu. Gênesis 1:3, 7, 14. , mas na criação do homem DEUS utilizou de material já existente para fazer o corpo físico, e na parte espiritual soprou em suas narinas, e o homem tornou-se alma vivente. Gênesis 2:7.
 
C- O HOMEM FOI CRIADO SUPERIOR AOS OUTROS SERES VIVOS
Quando DEUS criou o homem, ele já havia criado todos os outros seres vivos, as plantas, os peixes, os animais, e por isso DEUS fez o homem superior a tudo o que existia até então, e os deu ao homem, e disse dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves do céu, e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra. Gênesis 1:28, o homem desde a sua criação já era superior a tudo na terra , entre o homem e as demais criaturas existiam uma grande diferença, o homem possuía um nível muito elevado intelectual, moral e religioso. Gênesis 1:31, 2:19-20, Salmo 8: 4 a 8
 
D- AS FUNÇÕES DO SER HUMANO
 
FUNÇÃO
REFERÊNCIAS
Dominar a Criação
Gn 1:27-28, 9.2, Sl 8.4-8, Hb 2.5-9
Multiplicar-se e Povoar a Terra
Gn 1.28, 2.24, 9.1-7
Alimentar-se
Gn 1.29, 9.3-4
Trabalhar, Cultivar e Guardar o Jardim
Gn 2.15
Obedecer a DEUS
Gn 2.16-17
 
 
Todos os instintos básicos, que fazem parte da natureza humana, são meios pelos quais o homem é capaz de cumprir as suas funções de maneira natural, sem que as mesmas pesassem sobre ele como fardo. DEUS colocou esses desejos no homem para que não houvesse necessidade de que as pessoas cumprissem as suas funções maquinalmente, sem que isto proporcionasse certo prazer. Pelo motivo de proporcionarem prazer, estes desejos, embora não sendo errados em si, podem ser desvirtuados e corrompidos. É importante notar que as tentações de Eva no paraíso, não ocorreram porque ela teve qualquer maldade, mas o diabo a tentou naquilo que ela desejava naturalmente.
 
INSTINTOS
NATURAIS
PECADO
O Desejo de Dominar
Gn 1.28b, Sl 8.6-8
Soberba da Vida
O Sexo
Gn 1.28a, 2.24
Depravação Sexual
O Desejo de se alimentar
Gn 1.29, 3.6
Excesso, Glutonaria
O Desejo Estético
Gn 2.9a, 3.6
Cobiça dos Olhos
 
 
O homem tinha que se multiplicar, para povoar a terra a fim de dominá-la. É importante observar que devia dominar a terra, mas não como se fosse o seu dono. Porque toda a terra pertence ao Senhor (Lv 25.23, Sl 24.1, 1 Co 10.26). O homem não é "dono" da criação, e sim, "MORDOMO DE DEUS", com a função de tomar conta das obras das suas mãos.
 
o Homem é uma tricotomia. É espírito, possui uma alma e mora em um corpo.
E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO. 1 Tessalonicenses 5:23
 
Os homens conseguem prever os eclipses e até passagens de cometas próximos a Terra porque o universo é regido por leis dadas por DEUS. Tem um período pré determinado.
 
 
CONCLUSÃO
Tudo é criado por DEUS quando ele ordena, ELE fala. Tudo é através da Palavra. O PAI ordena JESUS executa e o ESPÍRITO SANTO revela. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com DEUS, e o Verbo era DEUS. Ele estava no princípio com DEUS. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. João 1:1-3 Hb 11. 3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu. Salmos 33:9


Comentários de várias Bíblias, Dicionários e Livros,
 
A CRIAÇÃO - BEP - CPAD
Gn 1.1 “No princípio, criou DEUS os céus e a terra.
O DEUS DA CRIAÇÃO. (1) DEUS se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, auto-existente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Nunca houve um momento em que DEUS não existisse. Conforme afirma Moisés: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és DEUS” (Sl 90.2). Noutras palavras, DEUS existiu eterna e infinitamente antes de criar o universo finito. Ele é anterior a toda criação, no céu e na terra, está acima e independe dela (ver 1Tm 6.16 nota; Cl 1.16). (2) DEUS se revela como um ser pessoal que criou Adão e Eva “à sua imagem” (1.27; ver 1.26 nota). Porque Adão e Eva foram criados à imagem de DEUS, podiam comunicar-se com Ele, e também com Ele ter comunhão de modo amoroso e pessoal. (3) DEUS também se revela como um ser moral que criou tudo bom e, portanto, sem pecado. Ao terminar DEUS a obra da criação, contemplou tudo o que fizera e observou que era “muito bom” (1.31). Posto que Adão e Eva foram criados à imagem e semelhança de DEUS, eles também não tinham pecado (ver 1.26 nota). O pecado entrou na existência humana quando Eva foi tentada pela serpente, ou Satanás (Gn 3Rm 5.12Ap 12.9).
A ATIVIDADE DA CRIAÇÃO. (1) DEUS criou todas as coisas em “os céus e a terra” (1.1Is 40.2842.545.18; Mc 13.19; Ef 3.9Cl 1.16Hb 1.2Ap 10.6). O verbo “criar” (hb.“bara’’) é usado exclusivamente em referência a uma atividade que somente DEUS pode realizar. Significa que, num momento específico, DEUS criou a matéria e a substância, que antes nunca existiram (ver 1.3 nota). (2) A Bíblia diz que no princípio da criação a terra estava informe, vazia e coberta de trevas (1.2). Naquele tempo o universo não tinha a forma ordenada que tem agora. O mundo estava vazio, sem nenhum ser vivente e destituído do mínimo vestígio de luz. Passada essa etapa inicial, DEUS criou a luz para dissipar as trevas (1.3-5), deu forma ao universo (1.6-13) e encheu a terra de seres viventes (1.20-28). (3) O método que DEUS usou na criação foi o poder da sua palavra. Repetidas vezes está declarado: “E disse DEUS...” (1.3, 691114202426). Noutras palavras, DEUS falou e os céus e a terra passaram a existir. Antes da palavra criadora de DEUS, eles não existiam (Sl 33.6,9; 148.5Is 48.13Rm 4.17Hb 11.3). (4) Toda a Trindade, e não apenas o Pai, desempenhou sua parte na criação. (a) O próprio Filho é a Palavra (“Verbo”) poderosa, através de quem DEUS criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho segundo João, CRISTO é revelado como a eterna Palavra de DEUS (Jo 1.1). “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Semelhantemente, o apóstolo Paulo afirma que por CRISTO “foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis... tudo foi criado por Ele e para Ele” (Cl 1.16).
Finalmente, o autor do Livro de Hebreus afirma enfaticamente que DEUS fez o universo por meio do seu Filho (Hb 1.2). (b) Semelhantemente, o ESPÍRITO SANTO desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando” (“se movia”) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de DEUS. A palavra hebraica traduzida por “ESPÍRITO” (ruah) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do ESPÍRITO, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruah) da sua boca” (Sl 33.6). Além disso, o ESPÍRITO SANTO continua a manter e sustentar a criação (Jó 33.4Sl 104.30).
O PROPÓSITO E O ALVO DA CRIAÇÃO. DEUS tinha razões específicas para criar o mundo.
(1) DEUS criou os céus e a terra como manifestação da sua glória, majestade e poder. Davi diz: “Os céus manifestam a glória de DEUS e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1; cf. 8.1).
Ao olharmos a totalidade do cosmos criado — desde a imensa expansão do universo, à beleza e à ordem da natureza — ficamos tomados de temor reverente ante a majestade do Senhor DEUS, nosso Criador. (2) DEUS criou os céus e a terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elementos da natureza — e.g., o sol e a lua, as árvores da floresta, a chuva e a neve, os rios e os córregos, as colinas e as montanhas, os animais e as aves — rendem louvores ao DEUS que os criou (Sl 98.7,8148.1-10Is 55.12). Quanto mais DEUS deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos! (3) DEUS criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos. (a) DEUS criou Adão e Eva à sua própria imagem, para comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a eternidade. DEUS projetou o ser humano como um ser trino e uno (corpo, alma e espírito), que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor, adorá-lo e servi-lo com fé, lealdade e gratidão. (b) DEUS desejou de tal maneira esse relacionamento com a raça humana que, quando Satanás conseguiu tentar Adão e Eva a ponto de se rebelarem contra DEUS e desobedecer ao seu mandamento, Ele prometeu enviar um Salvador para redimir a humanidade das conseqüências do pecado (ver 3.15 nota). Daí DEUS teria um povo para sua própria possessão, cujo prazer estaria nEle, que o glorificaria, e que viveria em retidão e santidade diante dEle (Is 60.2161.1-3Ef 1.11,121Pe 2.9). (c) A culminação do propósito de DEUS na criação está no livro do Apocalipse, onde João descreve o fim da história com estas palavras: “...com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo DEUS estará com eles e será o seu DEUS” (Ap 21.3).
CRIAÇÃO E EVOLUÇÃO. A evolução é o ponto de vista predominante, proposto pela comunidade científica e educacional do mundo atual, em se tratando da origem da vida e do universo. Quem crê, de fato, na Bíblia deve atentar para estas quatro observações a respeito da evolução. (1) A evolução é uma tentativa naturalista para explicar a origem e o desenvolvimento do universo. Tal intento começa com a pressuposição de que não existe nenhum Criador pessoal e divino que criou e formou o mundo; pelo contrário, tudo veio a existir mediante uma série de acontecimentos que decorreram por acaso, ao longo de bilhões de anos. Os postulantes da evolução alegam possuir dados científicos que apóiam a sua hipótese. (2) O ensino evolucionista não é realmente científico. Segundo o método científico, toda conclusão deve basear-se em evidências incontestáveis, oriundas de experiências que podem ser reproduzidas em qualquer laboratório. No entanto, nenhuma experiência foi idealizada, nem poderá sê-lo, para testar e comprovar teorias em torno da origem da matéria a partir de um hipotético “grande estrondo”, ou do desenvolvimento gradual dos seres vivos, a partir das formas mais simples às mais complexas. Por conseguinte, a evolução é uma hipótese sem “evidência” científica, e somente quem crê em teorias humanas é que pode aceitá-la. A fé do povo de DEUS, pelo contrário, firma-se no Senhor e na sua revelação inspirada, a qual declara que Ele é quem criou do nada todas as coisas (Hb 11.3). (3) É inegável que alterações e melhoramentos ocorrem em várias espécies de seres viventes. Por exemplo: algumas variedades dentro de várias espécies estão se extinguindo; por outro lado, ocasionalmente vemos novas raças surgindo dentre algumas das espécies. Não há, porém, nenhuma evidência, nem sequer no registro geológico, a apoiar a teoria de que um tipo de ser vivente já evoluiu doutro tipo. Pelo contrário, as evidências existentes apóiam a declaração da Bíblia, que DEUS criou cada criatura vivente “conforme a sua espécie” (1.21,24,25). (4) Os crentes na Bíblia devem, também, rejeitar a teoria da chamada evolução teísta. Essa teoria aceita a maioria das conclusões da evolução naturalista; apenas acrescenta que DEUS deu início ao processo evolutivo. Essa teoria nega a revelação bíblica que atribui a DEUS um papel ativo em todos os aspectos da criação. Por exemplo, todos os verbos principais em Genesis 1 têm DEUS como seu sujeito, a não ser em 1.12 (que cumpre o mandamento de DEUS no v. 11) e a frase repetida “E foi a tarde e a manhã”. DEUS não é um supervisor indiferente, de um processo evolutivo; pelo contrário, é o Criador ativo de todas as coisas (Cl 1.16).
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
 
CRIAÇÃO -   Augustus Hopkins Strong  -  A Doutrina de DEUS - Vol. I
 
I. DEFINIÇÃO DE CRIAÇÃO
Criacao e o ato livre do DEUS trino pelo qual, no principio, para sua gloria,ele fez, sem o uso de materia preexistente, todo o universo visivel e invisivel.Criacao designa origem atraves de um DEUS transcendental e pessoal. Em si mesma, ela mesma nao e DEUS. O universo se relaciona com DEUS como as nossas volicoes se relacionam conosco. Elas nao sao a nossa pessoa. Nos somos maiores que elas. A criacao nao e a simples ideia de DEUS, ou mesmo o plano de DEUS, mas a ideia exteriorizada, o plano executado; em outras palavras, implica um exercicio nao so do intelecto, mas tambem da vontade que nao e instintiva e inconsciente, mas pessoal e livre. Tal exercicio da vontade parece envolver, nao o autodesenvolvimento, mas a autolimitacao da parte de DEUS; a transformacao da energia em forca e o comeco do tempo com suas sucessoes finitas. Mas qualquer que seja a relacao da criacao com o tempo, ela faz o universo totalmente dependente de DEUS, como seu originador. F. H. J ohnson, em Andover Rev., Marco 1891 e What is Reality, 285 -
“Criacao e origem com designio .... O homem nunca podia ter pensado em DEUS como o criador do mundo sem que primeiro o tivesse conhecido como tal”. Concordamos com a doutrina de Hazard de que o homem e a primeira causa criativa. Cria ideias e volicoes sem o emprego de materia preexistente. Ele tambem, indiretamente, atraves dessas ideias e volicoes, cria modificacoes cerebrais. Como Johnson mostra, tal criacao prescinde de maos, mas e elaborada, seletiva e progressiva. S chopenhauer: “A materia nada mais e do que causa; seu verdadeiro ser e sua acao”. Prof. C. L. Herrick, Denison Quateríy 1896: 248, e Psychological Review?,
Marco, 1899, defende o que chamamos dinamismo, que ele considera como unica alternativa, para um dualismo materialista que situa no devido lugar a materia e DEUS acima e distinto dela. Ele defende  que o predicativo da 5 4 8 Augustus Hopkins Strong realidade so pode ser aplicado a energia. Falar de energia dentro de algo e introduzir um conceito inteiramente incongruo, pois ela continua nossa hospede ad infinitum. “A forca”, diz ele, “e energia sob resistencia, ou energia autolimitada, pois todas partes do universo derivam da energia. Manifestando-se sob formas autocondicionantes, ou diferenciais, a energia e a forca. A mudanca da energia pura em forca e a criacao - introducao a resistencia. A complicacao progressiva de tal interferencia e a evolucao - forma de solucao ordenada da energia. Substancia e energia pura espontanea. A substancia de DEUS e a sua energia - o infinito e inesgotavel estoque de espontaneidade que forma o seu ser. A forma que a autolimitacao imprime sobre a substancia, revelando-a na forca, nao e DEUS, porque nao mais possui os atributos de espontaneidade e universalidade apesar de que a forca emana de DEUS. Quando falamos de energia autolimitada simplesmente indicamos que a espontaneidade e inteligente. A soma dos atos de DEUS e o seu ser. Nao ha nenhuma causa posterior ou extranea, que o estimula. Devemos reconhecer na fonte o que surge como resultado. Podemos falar de uma substancia absoluta, mas nao infinita, ou imutável. O universo e tao somente a expressao parcial de um DEUS infinito”. Nosso ponto de vista sobre a criacao aproxima-se tanto do de Lotze que condensam aqui as Dez afirmacoes de Broeke sobre a sua filosofia; “As coisas sao as leis concretas da acao. Se a ideia do ser deve incluir a permanencia bem como a atividade, devemos dizer que so a verdadeiramente pessoal o e. Tudo mais e fluxo e progresso. So podemos interpretar a ontologia partindo da pessoalidade. A possibilidade da interacao requer a dependencia da multiplicidade mutuamente relativa do sistema sobre Aquele que e todo inclusivo e coordenativo. O finito e o modo ou fenomeno daquele que e O Ser. As coisas  sao apenas modos da energia do Ser. As personalidades autoconsciencientes sao criadas, situadas e dependentes do Ser, de um modo diferente que a mente perceptiva interpreta como casual. A interacao real só é possivel entre o Infinito e o finito criado, isto e, pessoas autoconscientes. O finito nao e parte do Infinito, nem esgota parcialmente a substancia do Infinito. O Ser, por um ato de liberdade, situa os muitos e os muitos tem sua base e unidade na Vontade e no Pensamento do Ser. Tanto o finito como o Infinito sao livres e inteligentes. “Espaco nao e uma realidade extramental, sui generis, nem uma ordem de relacoes entre as realidades, mas uma forma de aparência dinamica, cuja base e a mudanca fixa ordenada na realidade. Assim, o tempo e a forma de mudanca, a interpretacao subjetiva da intemporalidade embora sucessiva na realidade. Sendo DEUS a base do processo terreno, ele o e no tempo. Naquilo em que transcende o processo terreno na personalidade autoconsciente, ele nao e temporal. O movimento tambem e a interpretacao subjetiva das mudancas das coisas, que sao determinadas pelas exigencias do sistema terreno e do proposito realizado nele. A verdade nao e o atomismo, mas o dinamismo. Os fenomenos fisicos referem-se a atividade do Infinito, dada a um carater substantivo porque pensamos sob a forma de substancia e atributo. O mecanismo e compativel com a teleologia. O mecanismo e universal e necessario a todo o sistema. Entretanto e limitado pelo proposito e pelo possivel aparecimento de qualquer nova lei, forca ou ato de liberdade.”
“A alma nao e uma funcao de atividades materiais, mas uma realidade verdadeira. O sistema e tal que pode admitir novos fatores e a alma e um desses possiveis novos fatores. A alma e criada como realidade substancial em contraste com outros elementos do sistema que sao apenas manifestacoes fenomenais daquele que e a realidade. A relacao entre a alma e o corpo e a interacao entre a alma e o universo, e o corpo e a parte do universo que esta em estreita relacao com a alma (versus B r a d l e y , que sustenta que ‘o corpo e a alma sao igualmente estruturas fenomenais e nenhuma delas tem
qualquer direito ao fato de que e possuido pelo outro’). O pensamento e o conhecimento da realidade. Devemos supor um ajuste entre o sujeito e o objeto. A suposicao baseia-se no postulado da perfeita moralidade de DEUS”. Para L o t z e , entao, a unica criacao real e a das personalidades finitas, - e a materia outra coisa nao e senao um modo da atividade divina.”
Para mais explicacao da nossa definicao devemos assinalar que:
a) Criacao nao e “producao do nada”, como se o “nada” fosse uma substancia da qual se pudesse formar “algo”. Nao consideramos a doutrina da Criacao ligada a expressao “criacao a partir do nada” surgindo e caindo com ela. A expressao e filosofica e para ela nao temos garantia biblica; e passivel de objecao por indicar que o “nada” pode ser objeto de pensamento e fonte do ser. O germe da verdade que pretende levar em si pode ser melhor compreendido na expressao “sem o emprego de materia preexistente”.
b) Criacao nao e moldagem de materia preexistente, nem emanacao da substancia da Divindade, mas fazer existir aquilo que uma vez nao existia, quer em forma quer em substancia. Nao ha nada de divino na criacao a nao ser a origem da substancia. A feitura compete tambem a criatura. G a s s e n d i disse para D e s c a r t e s , que a criacao de DEUS, se ele e o autor das formas, mas nao das substancias, e tao somente como o alfaiate que veste o homem com a roupa que e dele. Mas a substancia nao e necessariamente material. Ao inves disso, devemos concebe-la segundo a analogia das nossas proprias ideias e volicoes e manifestacoes do espirito. A criacao nao e apenas o espirito de DEUS, nem mesmo o plano de DEUS, mas a exteriorizacao daquele pensamento e a execucao daquele plano. A Natureza e “uma grande folha da parte de DEUS, caida do ceu” e “nada contendo de comum ou impuro”; mas a materia nao e uma parte de DEUS, assim como nossas ideias e volicoes nao sao parte de nos mesmos. A natureza e manifestacao parcial de DEUS, mas nao exaure a pessoa de DEUS.
) Criacao nao e um processo instintivo ou necessario da natureza divina, mas um ato livre de uma vontade racional, exercido com uma finalidade definidae suficiente. 5 5 0 Augustus Hopkins Strong
 Em genero, a criacao e diferente do eterno processo da natureza divina em virtude do qual falamos da geracao e do procedimento. O Filho e gerado pelo Pai e e da mesma essencia; o mundo e criado sem materia preexistente; e diferente de DEUS e feito por DEUS. A geracao e um ato necessario; a criacao e um ato da livre graca de DEUS. A geracao e eterna, intemporal; a criacao esta no tempo, ou com o tempo. Studia Bíblica, 4.148 - Criacao e a limitacao voluntaria que DEUS impos a si mesmo. ... So pode ser considerada como uma criacao de espiritos livres.  .. E uma forma de o poder onipotente submeter-se a limitacao. Criacao nao e desenvolvimento de DEUS, mas sua circunscricao. ... O mundo nao e a expressao de DEUS, ou a emanacao de DEUS, mas sua autolimitacao.
d) Criacao e o ato do DEUS trino no sentido de que todas as pessoas da Trindade, nao criadas, tem parte na sua realizacao - o Pai como causa originadora, o Filho como causa mediadora e o Espirito como causa realizadora. Ao tratarmos da Trindade e da divindade de CRISTO como elementos dessa doutrina, provou-se que toda a atividade criadora de DEUS e exercida atraves de CRISTO. Podemos aqui fazer referencias a textos anteriormente considerados, a saber: Jo. 1.3,4 - “Todas as coisas foram feitas por intermedio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele...” I Co. 8.6 - “um
Senhor, JESUS CRISTO, atraves de quem sao todas as coisas”. Cl. 1 ,1 6 - “Todas  as coisas foram criadas atraves dele e para ele”. Hb. 1,10 - “Tu, Senhor, no comeco lancaste o fundamento da terra e os ceus sao obras das tuas maos”. A obra do Espirito SANTO parece ser a de completar, aperfeicoar. Para entender isto, basta apenas lembrar que o Espirito SANTO consuma o nosso conhecimento e amor cristao e que ele tambem e o principio da nossa propria consciencia, unindo sujeito e objeto em um sujeito-objeto. Se se concebe a materia como manifestacao do espirito, segundo a filosofia idealista, entao o Espirito SANTO pode ser considerado como agente aperfeicoador e realizador na exteriorizacao das ideias divinas. Conquanto todas as coisas sao feitas atraves do Verbo, o Espirito SANTO e o autor da vida, da ordem e do adorno. A criacao nao e simples manufatura; e ato espiritual. J ohn Caird, Fundamental Ideas of Christianity, 1.120 - “A criacao do mundo nao pode dever-se a um ser exterior. O poder pressupoe um objeto sobre o qual e exercido. 129 - Na propria natureza de DEUS ha uma razao por que ele deve revelar-se e comunicar-se, um mundo de existencias finitas, ou cumprir e realizar-se no ser e vida da natureza e do homem. Sua natureza nao seria o que e se esse mundo nao existisse; sem ela faltaria algo na complementacao do ser divino. 144 - Mesmo com relacao ao pensamento humano ou inteligencia e a mente ou espirito que cria o mundo. Nao se trata de mundo pronto o qual podemos ver; ao perceber o mundo, fazemo-lo. 152-154 -
Fazemos progresso quando deixamos de pensar os nossos pensamentos e fazemos a media da Inteligencia universal”. Conquanto aceitemos a interpretacao idealistica da criacao de, discordamos da sua indicacao de que a criacao e uma necessidade de DEUS. O ser trinitario de DEUS o faz suficiente em si mesmo, ainda que nao houvesse criacao. Contudo, as proprias relacoes trinitarias lancam luz sobre o metodo da criacao, visto que nos esclarecem a ordem de toda a atividade divina.
 
II. PROVA DA DOUTRINA DA CRIAÇÃO
A criacao e uma verdade da qual a mera ciencia ou a razao nao podem assegurar-nos completamente. A ciencia fisica pode observar e registrar mudancas, mas nada conhece sobre as origens. A razao nao pode absolutamente desaprovar a eternidade da materia. Para a prova da doutrina da criacao, portanto, confiamos totalmente na Escritura. A Escritura suplementa a ciencia e toma sua explicacao do universo completa.
Drummond em sua Natural Law in the Spiritual World, defende o ponto de vista de que os atomos, como “artigos manufaturados”, e a dissipacao da energia, provam a criacao do visivel a partir do  invisivel. Mas S ir Charles Lyell diz-nos: “A Geologia e a autobiografia da terra; mas, como todas autobiografias, nao remonta ao inicio”. Hopkins, Yale Lectures, sobre Pontos de Vista Biblicos a Respeito do Homem: “-4 priori nada ha contra a eternidade da materia”. Wardlaw, Syst. Theol., 265 - Nao podemos formar qualquer concepcao distinta da criacao a partir do nada. A sua propria ideia nunca podia ter vindo a mente humana se nao tivesse sido tradicionalmente transmitida como parte da revelacao aos pais da raca”. O filosofo alemao Hartmann retrocede aos elementos originais do universo e diz que a ciencia permanece petrificada ante a questao da sua origem como diante da cabeca da Medusa. Porem, diante de problemas, diz Dorner, o dever da ciencia nao e a petrificacao, mas a solucao. Isto e verdade peculiarmente se a ciencia e, como pensa Hartmann, uma explicacao completa do universo. Porque a ciencia, por seu proprio reconhecimento, nao fornece nenhuma explicacao sobre a origem das coisas, a revelacao da Escritura a respeito da criacao vai ao encontro de uma demanda da razao humana acrescentando um fato sem o qual a ciencia seria sempre destituida da mais elevada unidade e racionalidade. E. H. J ohnson, Andover Review, Nov. 1891, 502 sg, assinala que a evolucao pode reduzir-se a elementos cada vez mais simples, a materia imovel  em nenhuma qualidade que nao seja o ser. Ora, torne-a mais simples, desvestindo-a da existencia, e chegar-se-a a necessidade de um Criador. E impossivel um infinito numero de estagios. Nao existe  numero infinito. Em algum lugar existe um comeco. Admitimos com o Dr. J ohnson que a unica alternativa para a criacao e o dualismo materialista, ou a materia eterna que e o produto da mente e  vontade divinas. A respeito das teorias do dualismo e dacriacao a partir da eternidade discutiremos daqui para frente.
1. Declarações diretas da Escritura A) Genesis 1.1 - “No principio criou DEUS o ceu e a terra”. Tem-se objetado  a isso que o verbo KH2 nao denota necessariamente a producao sem o uso 5 5 2 Augustus Hopkins Strong de matéria preexistente (ver Gn. 1.27 - “criou DEUS o homem à sua imagem”: cf. 2.7 - “formou o Senhor o homem do pó da terra” ; também Sl. 51.10- “Cria em mim um coração puro”). “Nos dois primeiros capitulos de Genesis emprega-se N~Q 1) para denotar a criacao do universo; 2) para a criacao dos grandes monstros (1.21); 3) para a criacao do homem (1.27). Em todo lugar lemos que DEUS faz a partir de uma substancia ja criada, o firmamento (1.7), o sol, a lua e as estrelas (1.16), o irracional (1.25); ou a formacao dos animais do campo produzidos da terra (2.19); ou, por fim, a feitura da mulher a partir da costela do homem (2.22) -  citada no Bib. Com. 1.3. G uyot , Creation, 30 - Portanto, reserva-se bará para assinalar a primeira introducao de cada uma das tres esferas da existencia -
o mundo da materia, o mundo da vida e o mundo espiritual representado pelo homem”. Em resposta admitimos que o argumento para a criação absoluta derivado da palavra N“Q não é inteiramente  conclusivo. Outras considerações em conexão com o sentido desta palavra, contudo, parecem tomar esta interpretação de Gênesis 1 .1 a mais plausível. Passamos a mencionar algumas destas considerações.
d) Conquanto reconheçamos que o verbo K“0 “não denota necessária ou invariavelmente produção sem o uso de matéria preexistente, sustentamos ainda que significa a produção de um efeito para o qual nenhum antecedente natural  existia antes e que só pode ser o resultado da atuação divina” . Por esta razão, usa-se a espécie no Kal somente para DEUS e nunca vem acompanhado de um  cusativo indicando matéria.
O caso acusativo, indicando materia, nunca vem depois de bará nas passagens indicadas em razao de que esta ausente todo o pensamento sobre a materia. Esta citacao e de G r een, Hebrew Chrestomathy, 67. Porem E. F. R obinson, Christian Theoiogy, 88, assinala: Se a Escritura ensina a origem absoluta da materia - cuja criacao provem do nada, e questao aberta. ... Nao se fornece nenhuma evidencia decisiva da palavra hebraica barâ’. Prof. W. J. B eecher, em S. S. Times, 23 de dezembro de 1893, 807, oferece uma afirmacao moderada e erudita dos fatos - “Criar e gerar divinamente.
... A Criacao no sentido biblico nao exclui a utilizacao de materia preexistente; porque o homem foi tomado da terra (Gn. 2.7) e a mulher, da costela do homem (2.22). Comumente DEUS traz a  existencia coisas atraves da operacao de causas secundarias. Porem e possivel, pensamos, desviar a atencao das causas secundarias e pensar em qualquer coisa simplesmente originada de DEUS, independentemente das causas secundarias. Pensar em tal coisa e pensar na criacao. A Biblia fala em Israel como criado, da prometida prosperidade de Jerusalem como criada, dos Amonitas e do rei de Tiro como criados, de pessoas em qualquer epoca da historia como criadas (Is. 43.1-15; Ez. 21.30; 28.13,15; SI. 102.18; Ec 12.1; Ml. 2.10). Pensa-se nos milagres e nos ultimos principios das causas secundarias como atos necessariamente criadores; segundo o proposito que se tem em mente pode-se pensar em todas outras origens das coisas, ou como criadas ou como efetuadas por causas secundarias”.
b) No relato da criação, N"Q parece distinguir-se de ntoi? “fazer” com ou sem uso de matéria ja preexistente (Dlti?!?1? K~I3, “criado através da feitura” ou “fazer através da criação”, em 2.3; e U71T1, do firmamento em 1.7) e de IS ', “formar” de tal matéria (ver XHTI, sobre o homem como um ser espiritual, em 1.27; mas ~IP"1!, a respeito do homem considerado como um ser físico, em 2.7).   o n an t , Genesis, 1; Bib. Com., 1,37 - “ ‘criado para fazer’ (em Gn. 2.3) = criado do nada para que ele pudesse formular disso todas obras registradas nos seis dias”. Contra estes textos, devemos colocar outros em que nao aparece nenhuma distincao precisa destas palavras a respeito de uma ou de outra Bara e usada em Gn. 1.1, Asah em Gn. 2.4 a respeito da criacao dos ceus e da terra. A respeito da terra usa-se tanto yatzar como asah em Is. 45.18. Com relacao ao homem, em Gn. 1.27 encontramos bará; em Gn. 1.26 e 9.6 temos asah; e em Gn. 2.7 yatzar. Em Is. 43.7 encontram-se todos os tres no mesmo verso: “... e o tenho bará para a minha gloria e o tenho yatzar e o tenho asah”. Em Is. 45.12 “asah a terra e bará o homem ...” Mas em Gn. 1.1 lemos “DEUS bará a terra” e em 9.6 “asah o homem”. Is. 44.2 “O Senhor que te asah (/'.e. o homem) e te yatzaf'\ mas em Gn. 1.27 DEUS “bará o homem”. Em Gn. 5.2 “masculino e feminino os bará”. Em Gn. 2.22 “da costela ele asah uma mulher”; em Gn. 2.7 “yatzar" o homem i.e. bará o masculino e o feminino, embora asah a mulher e yatzar o homem, asah nem sempre e usado para transformar. SI. 51 A O - “bará em mim um coracao puro”; Is. 41.19 - “a faia, o olmeiro e o alamo” na natureza - bará; Is. 65.18 - DEUS “bará para Jerusalem alegria e para o seu povo gozo”.
c) O contexto mostra que o sentido aqui é de fazer sem o uso de matéria preexistente. Porque a terra em sua condição rude, informe, caótica ainda é chamada “terra” no verso 2, a palavra no verso 1 não pode referir-se a qualquer dimensão ou moldagem dos elementos, mas deve significar chamálas a ser. O ehler, Theol. of O. T., 1,177 - “berashith, ‘no principio’ a criacao divina e fixada como o comeco absoluto, nao como obra realizada em algo que ja existia”. O v. 2 nao pode ser o comeco de uma historia porque comeca com a palavra ‘e’. D elitzsch fala da expressao ‘a terra era sem forma e vazia': a partir disto e evidente que o estado vazio e informe da terra nao foi nao criado e sem comeco. ... “E evidente que ‘o ceu e a terra’ como DEUS os criou no principio nao eram o universo bem ordenado, mas o mundo em sua forma elementar”.
d) A palavra K"Q pode ter tido uma outra significação original de “cortar”, “formar” e que retém este sentido na conjugação piei, não necessita prejuízo à  conclusão a que se chega porque termos expressivos dos processos mais espirituais derivam de raízes sensoriais. Se K13 não significa criação absoluta não há na língua hebraica nenhuma palavra que expresse esta idéia.  
e) Mas esta idéia de produção sem o uso de matéria preexistente inquestionavelmente ocorreu entre os hebreus. As mais tardias Escrituras mostram que ela havia se tomado natural à mente hebraica. A posse desta idéia pelos hebreus, conquanto não seja achada de modo algum, ou obscura e ambiguamente expressa nos livros sagrados dos pagãos, pode ser melhor explicada supondo que ela derivava desta antiga revelação em Gênesis. E. H. J ohnson, Outline of Syst. Theol., 94 - “Rm 4.17 da-nos conta de que a fe de Abraao, a quem DEUS prometera um filho, ligava-se ao fato de que DEUS chama a existencia as coisas que nao sao! Isto pode ser aceito como  interpretacao de Paulo sobre o primeiro verso da Biblia”. E possivel que o pagao tivesse ocasionais lampejos desta verdade apesar de que nao com
tanta clareza como a que Israel possuia. Talvez possamos dizer que, mais tarde, atraves das perversoes, os cultos a natureza, algo da revelacao original sobre a criacao absoluta brilhasse, tao debilmente como o primeiro escrito de um palimpsesto que aparece atraves do subsequente junto ao qual foi apagado. Se a doutrina da criacao absoluta se encontra entre os pagaos, e grandemente rasurada e confusa. Nenhum dos livros pagaos a ensina como as Sagradas Escrituras dos hebreus. Contudo, fica a impressao de que sem esta “enfase do Espirito SANTO o desatento mundo ter-se-ia perdido”.
Blb. Com. 1,31 - “Talvez nenhuma outra lingua antiga, por mais refinada e filosofica que fosse, poderia ter distinguido com tanta clareza os diferentes atos daquele que fez todas as coisas [como o hebreu fez com as quatro diferentes palavras], e isso porque toda a filosofia paga avaliava a materia como nao criada, mas eterna”. P rof . E. D. B urton: “O Bramanismo e a religiao original, de que o Zoroastrianismo e uma reforma, eram divisoes orientais e ocidentais de uma religiao ariana positiva e, provavelmente monoteista. Os Vedas, que representam o Bramanismo, deixam uma pergunta sobre a origem do mundo: se de DEUS pela emanacao, ou feitura de material eternamente existente. Mais tarde o Bramanismo veio a ser panteista e o Budismo, uma Reforma do Bramanismo, ateista”.
Inclinamo-nos ainda a sustentar que nenhuma nacao antiga, alem dos hebreus, conheceu a doutrina da criacao absoluta. Recentes investigacoes, contudo, tornam isto um tanto mais duvidoso do que outrora podia ser. S ayce, Hilbert Lectures, 142,143, ve a criacao entre os antigos babilonios. Em sua obra Religions of Ancient Egypt and Babylonia, 372-397, diz: “Os elementos  a cosmologia hebraica sao todos babilonicos; mesmo a palavra criadora em si era uma concepcao babilonica; mas o espirito que inspira a cosmologia e a antitese daquele que inspirou a cosmologia da Babilonia. Entre o politeismo da Babilonia e o monoteismo de Israel ha uma lacuna que nao pode ser preenchida. Logo que temos um monoteismo claro, vem a criacao absoluta como corolario. Com a corrupcao da ideia monoteista, a criacao deu lugar a transformacao panteista”. Outros tem defendido agora que o Zoroastrianismo, os Vedas e a religiao dos antigos egipcios tinham a ideia da criacao absoluta. Hino vedico no Rig Veda, 10.9, citado por J. R Clarke, Ten Great Religions 2.205 - “Originariamente este universo era uma so alma; nada mais existia, quer ativo, quer inativo. Pensava ele: ‘criarei mundos’; e assim criou varios mundos: a terra, a luz, o ser mortal, as aguas”. R enouf, Hibbert Lectures, 216-222, fala de um papiro sobre a escada do Museu Britanico que reza: “O grande DEUS, Senhor
do ceu e da terra, que fez todas as coisas que sao ... o onipotente DEUS, autoexistente, que fez o ceu e a terra;... o ceu ainda nao era criado, nao criada era a terra; tu ajuntaste a terra... aquele que fez todas as coisas, mas nao foi feito”. Porem a religiao egipcia, mais tarde, em seu desenvolvimento, assim como o Bramanismo, era panteista e e possivel que todas as expressoes que temos citado devem ser interpretadas nao como indicacao de uma crenca na criacao a partir do nada, mas como afirmacao da emanacao, ou como a divindade assumindo novas formas e modos de existencia.
B) Hebreus 11.3 - “Pela fé entendemos que os mundos foram formados  pela palavra de DEUS, de modo que o que se vê não foi feito do que aparece” = o mundo não foi feito da matéria perceptível aos sentidos e preexistente, mas pelo fiat direto da onipotência (ver AlfordLunemann , Meyer’s Com. In loco).
Compare 2 Macabeus 7.28 - ei; orne ovtcov e7toir|aev cuna ó ceoc A Vulgata traduz isto como “quia ex nihilo fecit illa DEUS”, e e da Vulgata que surge a expressao “criar a partir do nada”. H edg e, Ways of the Spirit, assinala que a Sabedoria 11.17 contem a|iopcpot> $A/nc e interpreta isto como o oik . v t c o v de 2 Macabeus e nega que isto se refere à criacao a partir do nada. Porem convem lembrar que mais tarde foram compostos escritos apocrifos sob a influencia da filosofia platonica; que a passagem na Sabedoria pode ser uma interpretacao racionalista do que se acha em Macabeus; e que, ainda que fosse independente nao deveriamos admitir a harmonia do ponto de vista nos apocrifos. 2 Macabeus 7.28 deve fixar-se como testemunho da crenca judaica na criacao sem materia preexistente, - crenca que nao pode levar a nenhuma outra fonte que nao sejam as Escrituras do A.T. Comp. Ex. 34.10 - “Farei maravilhas tais como nao tem sido feitas (criadas) em toda a terra”; Nm. 16.30 “se o Senhor fizer (criar uma criatura) uma nova coisa”; Is. 4.5 - “O Senhor criara ... nuvem e fumaca”; 41.20 - “o SANTO de Israel fez (criou) isso”; 45.7,8 - “Formo a luz, crio as trevas”; 57.19 - “Crio o fruto dos labios”; 65.17 - “Crio novos ceus e nova terra”; Jr. 31.22 - “O Senhor criou uma nova coisa”. Rm. 4.17 - “DEUS, que vivifica os mortos e chama as coisas que nao sao como se fossem”; 1 Co. 1.28 - “[DEUS escolheu] as coisas que nao sao para aniquilar as que sao”; 2 Co. 4.6 - “DEUS, que disse, a luz brilhara nas trevas” = criou a luz sem materia preexistente, porque as trevas nao sao materia;  Cl. 1 .1 6 ,1 7 - “Nele todas as coisas foram criadas .... e ele e antes de todas as coisas”. Assim tambem SI. 33.9 - “Falou e logo se fez”; 148.5 - “Mandou e foram criados”; Filo, Criacao do Mundo, caps. 1-7 e A Vida de Moises, livro 3, cap. 36 - “Ele produziu a mais perfeita obra, o Cosmos, do nao existente (xov Uri ovtoc) para ser (eic to eivai)”. E. H. J o h n so n , Sys. Theol., 94 - “Nao temos razao alguma para crer que a mente hebraica tinha a ideia da criacao a partir de materia invisível. Mas a criacao a partir da materia visível acha-se negada expressamente em Hb. 11.3. Este texto, portanto, equivale a uma afirmacao de que o universo foi feito sem a utilizacao de qualquer materia preexistente”.
2. Evidência indireta da Escritura
a) A duração passada do mundo é limitada; b) antes que o mundo começasse a ser cada pessoa da divindade já existia; c) a origem do universo é atribuída a DEUS e a cada uma das pessoas da divindade. Estas representações da Escritura não são apenas mais consistentes com o ponto de vista de que universo foi criado por DEUS sem o uso de m atéria preexistente, mas são inexplicáveis sob qualquer das outras hipóteses. a) Mc. 13.19 - “desde o principio da criacao, que DEUS criou, ate agora”; Jo. 17.5 - “antes que mundo existisse”; Ef. 1,4 - “antes da fundacao do mundo”. b) SI. 90.2 - “antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade tu es DEUS”. Pv. 8.23 - “Desde a eternidade fui estabelecida; desde o principio, antes do comeco da terra”; Jo. 1.1 - “No principio era o Verbo”; Cl. 1.17 - “Ele e antes de todas as coisas”; Hb. 9.14 - “o Espirito eterno” (ver Comentario de T holuck in loco), c) Ef. 3.9 - “DEUS, que tudo criou”. Rm. 11.36 - “dele sao todas  as coisas”. 1 Co. 8.6 - “um so DEUS, o Pai, de quem sao todas as coisas”... Jo. 1.3 - “Todas as coisas foram feitas por intermedio dele”. Hb. 1.2 - “atraves de quem tambem fez os mundos”. Gn. 1.2 - “e o Espirito de DEUS se movia sobre a face das aguas”.
Destas passagens podemos inferir que 1) todas as coisas dependem absolutamente de DEUS; 2) DEUS exerce o controle supremo sobre todas as coisas; 3) DEUS e o unico ser infinito; 4) so DEUS e eterno; 5) nao ha nenhuma substancia a partir da qual DEUS cria; 6) as coisas nao procedem de DEUS por emanacao necessaria; o universo tem sua fonte e origem na vontade transcendente de DEUS.
 
 
Deuteronômio 6. 4 . Ouve, ó Israel - Comentários Adam Clarke
שמע ישראל יהוה אלהינו יהוה אחד Shema Yisrael, Yehovah Eloheinu, Yehovah Achad. Estas palavras podem ser variadamente traduzido para Inglês, mas quase todas as variedades possíveis verbais na tradução (e não pode haver nenhum outro) quantidade para o mesmo sentido: "Israel, ouvi o Senhor, nosso DEUS, é um só Jeová", ou, " O Senhor é nosso DEUS, o Senhor é um", ou," O Senhor é nosso DEUS, o Senhor sozinho", ou,"o Senhor é nosso DEUS, o Senhor, que é um", ou: "Senhor, que é o nosso DEUS, é o que está sendo". Neste versículo os judeus insistem muito, é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios, e escrever a última carta nas primeiras e as últimas palavras muito grandes, com a finalidade de atenção emocionante para a verdade de peso contém. É talvez em referência a este costume dos judeus que nosso bendito Senhor alude, Mateus 22:38Marcos 12:29,30 , onde ele diz: Este é o primeiro e grande mandamento, e isso é quase o comentário de que Maimonides dá a este lugar: "Ouve, ó Israel, porque nestas palavras a propriedade, o amor, e a doutrina de DEUS estão contidos."
Muitos acham que Moisés ensina com estas palavras a doutrina da Trindade na Unidade. Pode ser assim, mas se assim for, ele não é feito de forma mais clara do que no primeiro versículo do Gênesis, em que o leitor é remetido. Quando esta passagem ocorre nas leituras de sábado na sinagoga, toda a congregação repetir a última palavra אחד achad por vários minutos, juntamente com as mais altas vociferações: isso eu suponho que eles fazem para desabafar um pouco do seu baço contra os cristãos, pois suponho que o último realizar três Deuses, devido à sua doutrina da Trindade, mas toda a sua habilidade e astúcia nunca poderá provar que não há uma pluralidade expressa na palavraאלהינו Eloheinu, que se traduz o nosso DEUS, e foram os cristãos, ao ler este versículo, a vociferam Eloheinu por vários minutos enquanto os judeus não Achad, seria aplicar mais força no caminho da convicção de que os judeus da pluralidade de pessoas na Divindade, que a palavra achad, de um lado, contra qualquer pretensa falsa doutrina do cristianismo, como cada cristão recebe a doutrina da unidade de DEUS, da maneira mais consciente. É por causa de sua rejeição da doutrina de que a ira de DEUS continua a descansar sobre eles, pois a doutrina da expiação não pode ser recebida, a menos que a doutrina da divindade de CRISTO é recebida também. Alguns cristãos juntaram-se os judeus contra esta doutrina, e algum até mesmo superado deles, e puseram-se a dores extraordinárias para provar que אלהים Elohim é um substantivo do número singular! Isso ainda não foi provado. Seria tão fácil de provar que não existe plural no idioma.
 
Gênesis 1 - Comentário com Recursos Adicionais - Bíblia The Word
1.1 — E no princípio [hb. bereshit] é uma expressão que pode ser parafraseada da seguinte forma: “Aqui está a história da criação dos céus e da terra por DEUS”. Já em João 1.1, no princípio remonta a um tempo [eterno] que antecede a criação. Mas nenhuma informação é dada sobre o que aconteceu antes dessa época. E possível que a ascensão, a rebelião e o julgamento de Satanás tenham ocorrido antes desses eventos. No capítulo 3, o adversário já havia sido expulso do céu, pois ele tenta Eva na forma de uma serpente. Além disso, em Génesis 3.24, são mencionados querubins; logo, os anjos já existiam [antes da criação da terra e do ser humano - ver Jó 38.4-7]. No capítulo 1 de Génesis, o foco é na criação do mundo material — os céus e a terra — por DEUS, designado pelo termo hebraico Elohim, um plural majestático ou de intensidade que, em vez do significado regular de plural (deuses), indica a magnitude divina, acentuando Sua glória e Seu poder como o DEUS todo-poderoso. Observe que, mesmo que a palavra Elohim seja plural, o verbo criou [hb. bara] está no singular; e significa [trazer do nada à existência;
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
e] moldar sob nova forma. Este verbo, usado frequentemente na Bíblia, sempre tem DEUS como seu sujeito. Isso significa que Ele [criou e] renovou o que estava em um estado caótico, transformou o caos em cosmos, a desordem em ordem, o vazio em abundância. Os céus e a terra abrangem toda a criação, o universo.
1.2 — A expressão sem forma e vazia [hb. tohu va-bohu] contém apenas um conceito: o caos. A Terra havia sido reduzida a este estado (Jr 4.23); ela não era da maneira que DEUS primeiro a criara (Is 45.18). A palavra trevas [hb. chosher] é uma potente designação bíblica para o mal e o erro (Jó 3.5Sl 143.3Is 8.22Jo 3.19). Abismo [hb. tehom] é um termo que descreve um lugar profundo, em
cujo leito muitas vezes é possível encontrar água (Gn 7.11). Todas essas palavras juntas retratam o caos, o desastre e a devastação. E deste cenário de ruína, DEUS trouxe à tona uma criação ordenada. O espírito de DEUS se movia (como uma cegonha que paira sobre seu ninho, ou como uma pomba, conforme é descrito em Mateus 3.16) — um presságio de vida se erguia na escuridão, sobre os sombrios abismos do caos e do vazio.
1.3 — Haja Luz. Estas palavras expressam um tema fundamental na Bíblia: DEUS trazendo luz à escuridão (Is 9.1,2). Aqui, DEUS produziu a luz física, mas, no Novo Testamento, DEUS envia Seu Filho para ser a Luz do mundo (Jo 8.12). No final, não haverá mais escuridão (Ap 21.23). O fato é que disse DEUS: Haja luz. E houve luz. Seu comando causou a realidade.
1.4 — Examinando a luz, DEUS declarou que ela é boa — uma qualidade poderosa que representa a bênção de DEUS.
1.5 — A nomeação da luz como dia e das trevas como noite é um marco da soberania de DEUS. Na forma de pensar dos povos do antigo Oriente, dar nomes, conceder nomeações, era um símbolo de poder e domínio. Para eles, os nomes não eram meros rótulos, simples designações, mas descrições exatas [de caráter e de atributos] da coisa ou pessoa. Considerando-se que o sol ainda não havia sido criado (Gn 1.14-19), o significado de primeiro dia (literalmente o dia um) é ambíguo. Alguns estudiosos dizem que os sete dias equivalem ao período completo da criação [as eras geológicas - Sl 90.42 Pe 3.8]. Outros argumentam que esse período segue um padrão rigoroso, significando exatamente sete dias, com 24 horas de duração cada dia. (Pr. Henrique - Fico a com a segunda opção).
1.6 — Firmamento. Na utilização bíblica significa céus; literalmente, abóboda celeste.
1.7,8 — Separou as águas. A ideia das água sem cima e embaixo do firmamento é algo misterioso. A alusão pode ser simplesmente às águas concentradas no estado líquido, na superfície terrestre, e no estado gasoso, na atmosfera. Contudo, essa divisão das águas é mais um ato soberano de DEUS, para estabelecer a ordem no caos.
1.9 — A junção das águas e a separação da porção seca são outras ações de DEUS para estabelecer ordem no caos, descrito no versículo 2. Cada ato (de separação, divisão) destitui a desordem e traz a organização; dá forma ao que, antes, era disforme; cria o cosmos do caos. Cada ato também demonstra o poder e a sabedoria de DEUS (Pv 8.22-31).
1.10 — A nomeação da terra neste versículo demonstra que o termo foi usado antecipadamente no versículo 2.
1.11-13 — As palavras erva verde, árvores e frutos são usadas de forma bastante clara; abrangem todas as plantas e árvores frutíferas. A referência às sementes e suas espécies indica o fato de que o reino vegetal se reproduzirá. DEUS não só criou a vida da planta, mas também fez com que esta tivesse a capacidade de perpetuar-se [num ciclo de vida: semente/broto/árvore/fruto].
1.14,15 — A criação do sol, da lua e das estrelas é descrita em termos gerais nestes versículos. Nos versículos 16-18, há mais detalhes. Os luminares (hb. me' orot) na expansão dos céus, no firmamento, são o sol e a lua, corpos celestes que brilham. Eles estabelecem a separação, a diferença, entre o dia e a noite. Algumas pessoas entendem os termos sinais e estações [em sirvam eles de sinais para marcar estações, dias e anos (v. 14b nvi)] de forma errônea, como dessem base bíblica para a astrologia. Contudo, o termo sinais tem relação com as fases da lua e a posição das estrelas [em relação ao sol] no firmamento, que nos ajudam a marcar o tempo, do ponto de vista do observador na Terra. Sinais e estações formam um par que pode ser entendido como sinais sazonais.
1.16 — Como nos versículos 14 e 15, o termo luminares significa luzeiros, e pode referir-se tanto ao sol, que emite luz, como à lua, que a reflete. Fez também as estrelas. Esta é uma afirmação notável! No antigo Oriente, outras religiões cultuavam e divinizavam as estrelas. Os vizinhos de Israel veneravam as estrelas e guiavam-se por elas. Mas, na história bíblica da criação, as estrelas são apenas mencionadas como parte da criação. Ê como se o escritor sagrado, ao falar delas de forma indiferente, dissesse. “Ah, sim, DEUS também criou as estrelas”. [Elas são apenas parte da imensa criação de um Criador vivo e todo poderoso, e servem ao propósito que Ele estabeleceu: diferenciar o dia e a noite e as estações do ano]. Essa realidade atesta a grandeza, a soberania e a onipotência de DEUS (Sl 2993), bem como a mentira e a loucura da astrologia.
1.17-19 — E DEUS os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra. E interessante notar que o sol e a lua não são novamente nomeados aqui, mesmo que haja referência clara a eles [pelo uso do pronome substantivo os]. [O sol e a lua são objeto direto do verbo pôr, cujo sujeito, o agente da ação, é DEUS.] O ponto principal nestes versículos indica que DEUS está sozinho no controle de Sua criação.
1.20,21 — O verbo criou (hb. bara) utilizado no versículo 21 [para assinalar a criação das aves, dos répteis e animais aquáticos] é o mesmo usado no versículo 1 (bem como no versículo 27, que fala da criação do homem). A disposição para se multiplicarem — cada um conforme as suas espécies — indica que todos esses seres foram feitos com a capacidade de reprodução (v. 12). DEUS não só criou as criaturas vivas, uma extensa variedade de espécies, como também deu a elas o poder de proliferarem-se em grande número e ocuparem os mares e o ar.
1.22,23 — E DEUS os abençoou. E a primeira vez que esta importante expressão é usada na Bíblia (outras ocorrências: Gn 1.282.312.2,3).
1.24 — A expressão alma vivente foi usada para os animais, mas também pode designar outros seres vivos, inclusive pessoas; depende do contexto. Ela foi empregada para descrever o homem [criado por DEUS] em Génesis 2.7. Os termos gado, répteis e bestas feras — essas três amplas categorias descritas indicam, como nos versículos 11 e 20, que DEUS criou todas as coisas vivas.
1.25 — DEUS viu que isso era bom. E a sexta vez que esta expressão é usada (Gn 1.4,10,12,18,21). Tudo o que DEUS fez era bom.
1.26-28 — E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Este é o ápice da criação, o ponto culminante ao qual as passagens anteriores nos levam desde o começo. Do ponto de vista das Escrituras, não há nada mais grandioso do que a criação do homem, único ser que DEUS fez à Sua imagem e semelhança, para refletir a Sua glória.
1.26 — Façamos o homem. A sentença é imperativa e enfatiza a majestade daquele que fala. Além disso, o uso do verbo conjugado na primeira pessoa do plural abre caminho para a posterior compreensão da Trindade (Gn 11.7Mt 28.19). Logo, façamos se refere unicamente a DEUS, e não aos anjos que estão junto dele, porque o homem foi feito exclusivamente à imagem e semelhança do seu Criador, e não à imagem de outros seres. Quanto à expressão à nossa imagem — o que é a imagem de DEUS no homem? A visão tradicional é que a imagem de DEUS no homem é a moral, a ética e a habilidade intelectual que foram dadas a este. Uma visão mais moderna, baseada na gramática hebraica e no conhecimento do antigo Oriente, interpreta essa frase como significando “façamos o homem como a nossa imagem” (a preposição hebraica equivalente a à nessa frase pode ser traduzida no sentido da conjunção como). Nos tempos antigos, um imperador ordenava a colocação de estátuas e bustos dele em pontos remotos do seu império. Estes símbolos declaravam que estas áreas estavam sob seu reinado e poder. De acordo com esta interpretação, DEUS colocou a humanidade como símbolo vivo dele próprio na terra, para representar o Seu reino e domínio. Isto se encaixa perfeitamente na ordem que se segue: E domine [o homem] sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. Já a expressão conforme a nossa semelhança chama a atenção por tratar-se de uma figura de linguagem. Se DEUS é espírito (Jo 4.24), não pode haver imagem e semelhança física. Sendo assim, posteriormente, foi proibido ao homem fazer qualquer imagem por causa das claras associações com a idolatria (Ex 20.4-6). Nós somos feitos à Sua imagem, conforme à Sua semelhança. Esta é a razão pela qual DEUS nos estima tanto. Fomos feitos para refletir Sua majestade na terra. A expressão domine ele manifesta o controle do homem como o regente de DEUS na terra. Sendo assim, as pessoas devem administrar sábia e prudentemente, como DEUS o faria, todas as coisas que Ele fez (os peixes, as aves, o gado; o reino animal, vegetal e mineral).
1.27 — E criou DEUS o homem. Esta é a terceira vez que o verbo criar é usado em Génesis 1 (v. 1,21). Aqui, é usado três vezes. A linguagem usada nos versículos 26 e 28 é prosa; neste, é pura poesia. As doze palavras do original hebraico estão distribuídas em três linhas, e possuem ritmo e cadência poética. O termo que designa o primeiro homem, Adão (hb. 'adam), está associado ao termo que designa a terra vermelha (hb. 'adama). Aqui, a palavra homem é genérica, designa a humanidade como um todo, incluindo o género masculino e o feminino, o que pressupõe os dois sexos [macho e fêmea]. Algumas pessoas pensam que o descobrimento da sexualidade humana de Adão e Eva se deu após eles comerem o fruto proibido no capítulo 3 de Génesis. Entretanto, as palavras usadas para designar o homem e a mulher indicam que a sexualidade já fazia parte da criação original (5.2). Apesar de a prática errada da sexualidade ser amplamente condenada nas Escrituras (Lv 18), o padrão
correto é celebrado (Gn 2.24,25). Também vale lembrar que, nos versículos 26 a 28, a mulher não é retratada de maneira inferior ao homem na história da criação.
1.28 — DEUS os abençoou. Aqui vemos o “sorriso” de DEUS; a ternura de Seu prazer (Gn 1.222.39.112.2,3). DEUS ficou feliz com a Sua obra (Pv 8.30,31). O verbo sujeitar (hb. kabash) — em e DEUS lhes disse: [...] enchei a terra, e sujeitai-a — significa submeter à conquista. Esse termo forte é o mesmo usado para denotar conquistas militares (Zc 9.15) e o modo como DEUS lida [com ira] com nossas injustiças (Mq 7.19). Da mesma forma que, em uma guerra, os militares conquistam um território, assim os humanos são ordenados por DEUS em Génesis a subjugar a terra e controlá-la. Por que essa necessidade de o ser humano subjugar a terra? Há, pelo menos, quatro possibilidades: 1) o pecado dominaria a terra, e as pessoas teriam de esforçar-se muito para conseguir viver nela (Gn 3.17-19); 2) Satanás desafiaria a vontade de DEUS e tornaria tudo mais difícil; 3) a terra, abandonada a si mesma, não resultaria em uma boa coisa. Para que isso não acontecesse, DEUS teria planejado que as pessoas a administrassem e controlassem; 4) a beleza da terra, no princípio, estaria restrita ao jardim que DEUS plantou (Gn 2.8). O resto do mundo seria bastante hostil. Qualquer que seja o caso, sujeitar não significa destruir nem arruinar, e sim agir como um administrador que tem amplos poderes para controlar tudo o que DEUS planejou. Esse comando [para sujeitar e dominar a terra] é dado ao homem e à mulher.
1.29 — Muitos estudiosos sugerem que Adão e Eva eram vegetarianos porque DEUS lhes deu toda erva que dá semente e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente [...] para mantimento.
1.30 — E a todo animal da terra [...] em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. A implicação aqui é que, talvez, toda vida animal fosse herbívora no início. Entretanto, isso constitui mera especulação. O texto pode referir-se, de forma abreviada, à utilização dos vegetais como parte da cadeia alimentar, pois estes estão na base desta, no modelo divino.
1.31 —Aqui, encontramos o sétimo uso da palavra bom na história da criação (Gn 1.4,10,1218,21,25). Esta palavra é apenas uma das muitas encontradas em múltiplos de sete neste texto.
 
CRIAÇÃO - CAPÍTULO 1 - (4004 aC) - Comentário com Recursos Adicionais Bíblia The Word
A CRIAÇÃO ORIGINAL No prncipio (refere-se ao início da criação, ou, pelo menos, a criação, uma vez que se refere a este universo, DEUS, não formada, desfeita, incriado, não teve início, Ele sempre foi, sempre é, e sempre será) DEUS ( a frase: "No princípio, DEUS", explica a causa primeira de todas as coisas, uma vez que se refere à criação) criou o céu ea Terra (poderia ser traduzido como "os céus e todas as terras", porque DEUS criou a todo o universo) .
CAOS
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo (DEUS originalmente não criar a Terra sem forma e vazia; tornou-se dessa forma depois de um acontecimento cataclísmico, este acontecimento foi a revolta de Lúcifer contra DEUS, que teve lugar em algum momento no passado, sem data ) . E o ESPÍRITO de DEUS (ESPÍRITO SANTO) se movia sobre a face das águas (o mover do ESPÍRITO SANTO significou e significa o início da vida).
PRIMEIRO DIA
3 E disse DEUS (apresenta a maneira pela qual a criação ou re-criação foi realizado; cerca de dez vezes esta frase é usada, e da maneira exata, com exceção da última vez, onde ele diz: "E o Senhor DEUS disse que "[ Gen. 2:18 ]) , Haja luz; e houve luz (DEUS é a essência da luz [ Jo 1: 49. ]; a Palavra de DEUS é de tal magnitude que a luz continua a expandir-se no universo, à taxa de 186 mil milhas por segundo) .
4 E DEUS viu a luz, que era bom (ele fez o que foi projetado para fazer) , e fez separação entre a luz e as trevas (refere-se simplesmente ao fato de que agora havia períodos de luz e escuridão; escuridão é simplesmente a ausência de luz) .
5 E DEUS chamou à luz dia (a descrição do personagem) , e às trevas chamou Noite (tem a ver com a revolução da Terra) . E foi a tarde ea manhã, o primeiro dia (dias literais de 24 horas) .
SEGUNDO DIA
6 E disse DEUS: Haja uma expansão no meio das águas (refere-se a uma expansão entre as águas, por assim dizer, chamado de "a atmosfera") , e haja separação entre águas das águas (água na chuva nuvens e água na Terra) .
7 E fez DEUS a expansão (há uma diferença de "feito" e "criado", "feito" refere-se a algo já criado, mas trouxe de volta a uma existência útil) , e dividiu as águas que estavam debaixo do firmamento (oceanos, mares, rios, etc.) e as águas que estavam sobre a expansão (água nas nuvens, que desce sobre a Terra) , e assim foi.
8 E DEUS chamou o firmamento Céu (a palavra como usado aqui refere-se à atmosfera em torno da Terra) . E foi a tarde e a manhã, o segundo dia (de um prazo de 24 horas) .
TERCEIRO DIA
9 E disse DEUS: Que as águas debaixo do céu se reuniram para um lugar (refere-se aos locais concebidos para as águas sobre a terra, mares, oceanos, rios, etc.) , e deixar a terra seca aparecer: e era por isso (refere-se aos continentes sendo formados, o que exigiu grandes convulsões na Terra) .
10 E chamou DEUS à porção seca Terra (refere-se ao Ser Supremo nomear o que Ele havia criado) ; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu DEUS que era bom (aprovação Divina) .
11 E disse DEUS: Produza a terra relva (um tapete) , a erva que dá semente (legumes) , ea árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie (indica que as diferentes espécies de plantas já são fixos) , cuja semente está em nela sobre a terra; e assim foi (o dogma moderno da origem das espécies por desenvolvimento não é bíblico) .
12 E a terra produziu erva (na Palavra de DEUS) , erva dando semente conforme a sua espécie, ea árvore que dá fruto, cuja semente está nela conforme a sua espécie (a primeira criação da vida vegetal não veio da semente , mas que veio a ser através do poder da Palavra) : e DEUS viu que isso era bom (não diz respeito somente ao fato da criação, mas também a ordem da criação) .
13 E foi a tarde ea manhã, o dia terceiro (neste dia foi a primeira criação da vida, isto é, "as plantas, etc.") .
QUARTO DIA
14 E disse DEUS: Haja luminares na expansão dos céus para separar o dia da noite (DEUS não está aqui criando o sol, a lua e as estrelas, que já ter sido feito "no princípio") ; e sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos (refere-se, essencialmente, ao "tempo") :
15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra; e assim foi (proclama o fato de que DEUS o disse, e Sua gloriosa Palavra contida tal poder que esses corpos planetários nunca vai realizar seu prescrito função) .
16 E fez DEUS os dois grandes luzeiros (o sol ea lua) ; o luminar maior para governar o dia (o sol) , ea luz menor para governar a noite (na verdade, a Lua não tem luz dentro de si, é um reflexo do sol, portanto, muito menor, exatamente como diz a Escritura) : Ele fez também as estrelas (DEUS "criou" o sol, a lua e as estrelas, em algum período de tempo desconhecido "no princípio", e depois, quando se prepara a terra para o homem, Ele "fez", ou seja, "apontou-lhes em relação à Terra [regulamentada eles] os porta-luz, como medidores de tempo, e como veículos de revelação "[ Sl. 19 ]) .
17 E DEUS os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra (refere-se a sua função) ,
18 E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu DEUS que era bom (tudo já está definido para a vida animada, ou seja, "a vida animal, em oposição à vida vegetal") .
19 E foi a tarde ea manhã, o dia quarto.
QUINTO DIA
20 E disse DEUS: Produzam as águas abundantemente movimento a criatura que tem vida, ea galinha que pode voar acima da terra no firmamento do céu (aqui as criaturas do mar são distintos de todas as criações anteriores, e em particular a partir de vegetação, como sendo possuidor de um princípio vital, o que não significa, é claro, contradiz a verdade conhecida que as plantas são organismos vivos, só que o princípio da vida do reino animal é diferente daquele do reino vegetal) .
21 E DEUS criou as grandes baleias, e toda criatura vivente que se move, que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie; e viu DEUS que era bom (cerca de dez vezes no primeiro capítulo de Gênesis , a frase, "segundo a sua espécie", ou semelhante é usado, o que atira para baixo completamente a teoria da evolução; Ciência nunca foi capaz de atravessar a barreira e, na verdade, nunca será capaz, em outras palavras, não há tal coisa como um animal que é metade peixe e metade animal terrestre; assim, não há tal coisa como um peixe que está a meio de baleias e metade tubarão; a barreira sobre os diferentes "tipos" permanece, e sempre permanecerá) .
22 E DEUS os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra (pode-se perguntar como por que DEUS não abençoar a vida das plantas? deles Moisés simplesmente diz que DEUS viu que era bom, mas Ele não abençoálos; mas aqui, DEUS começa um novo modo de propagação, ou seja, que a partir de viver corpos sairão outros organismos vivos semelhantes, o que não é verdade de árvores e plantas, a árvore de pera, por exemplo, não produz outra árvore de pera, mas apenas uma pêra, enquanto uma ave produz um pássaro e um peixe um peixe, etc .; aqui, então, é um novo trabalho criativo, para um corpo vivo propaga outros para fora de si mesmo , na verdade, a Bênção de DEUS significa propagação; Sua bênção é tão poderosa para se propagar como Sua maldição é para cortar) .
23 E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
O SEXTO DIA
24 E disse DEUS: Produza a terra seres viventes segundo a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi (proclama o fato de que DEUS não deixa nada vazio que Ele fez, mas fornece todos com sua loja e riquezas) .
25 E fez DEUS as feras da terra conforme a sua espécie, eo gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie; e viu DEUS que era bom (diz-nos claramente que DEUS criou cada espécie de animal reino de tal maneira que não pode ser atravessada) .
26 E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (a criação do homem foi precedida por uma consulta Divino; assim, os pronomes "nós" e "nosso" proclamar a consulta realizada pelas Três Pessoas da Trindade Divina, que eram um no trabalho criativo; "imagem" e "semelhança" permitir-nos ter comunhão com DEUS, no entanto, isso não significa que somos deuses, ou podem tornar-se deuses "à Nossa Imagem conforme a nossa semelhança", na verdade, refere-se a verdadeira justiça e santidade [ Efésios 4:24. )] ; e domine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todos os rastejando coisa que se arrasta sobre a terra (este domínio foi dada por DEUS ao homem, e está sempre sujeita a DEUS, a relação do homem com o equilíbrio da criação é agora definida para ser uma das regras e supremacia; a esfera do Seu senhorio é de o menor para o maior dos assuntos colocados sob seu domínio) .
27 E criou DEUS o homem à sua própria imagem (a palavra "homem" deve ter o artigo definido, e deve ser "o homem", isto é, Adam-o mesmo homem, Adão, de que fala 2: 7 ; estes não são, portanto, , duas contas da criação do homem, mas uma declaração divina) , à imagem de DEUS o criou (a imagem de DEUS foi perdida na queda, no entanto, a restauração da imagem foi realizado na cruz, mas o conclusão de que a restauração não ocorrerá até que a Primeira Ressurreição) ; macho e fêmea os criou (representa, pelo menos, tanto quanto se sabe, a primeira vez que DEUS criou o sexo feminino, pelo menos no que diz respeito os seres inteligentes, não há registro de qualquer Anjos do sexo feminino) .
28 E DEUS os abençoou (mais uma vez, fala da capacidade de se reproduzir) , e DEUS lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a Terra (a palavra "reabastecer" carrega a idéia de um ex-criação na Terra antes de Adão e Eva, de acordo com Isaías 14 e Ezequiel 28 , Lúcifer governou este mundo por um período indeterminado de tempo, e fê-lo em justiça e santidade como um belo anjo criado por DEUS, se, de fato, ele se pronunciou o mundo naquela época , ele estaria com a razão que tinha de haver algum tipo de criação na Terra para ele a governar, a palavra "reabastecer" refere-se que a criação) , e sujeitai-a (e que o homem fez, no entanto, ele teria feito muito mais cedo, mas para o Outono) : e ter domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que se move sobre a terra.
29 E disse DEUS: Eis que vos tenho dado todas as sementes de erva rolamento, que está sobre a face de toda a terra, e toda a árvore, em que há fruto de uma semente; ser-vos-ão para mantimento (refere-se ao fato de que ambos os animais e os homens eram vegetarianos antes da queda; aliás, isso foi mudado depois do dilúvio [ Gn 9: 3 ]) . 30 E a todos os animais da terra, ea toda a ave dos céus, e tudo o que rasteja sobre a terra, onde há vida, tenho dado toda erva verde para a carne: e assim foi (isto diz-nos que animais não foram originalmente criado como predadores, por outras palavras, todos os animais foram, então, vegetariano, bem como, o que significa que todos, e não apenas alguns, foram dócil) .
31 E viu DEUS tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (significa que ele não era simplesmente bom, mas bom de ferro; ele não é homem sozinho a quem levantamentos DEUS, mas o cosmos concluídas, com o homem como seu coroa e glória) . E foi a tarde ea manhã, o dia sexto (a palavra "noite" significava o fato de que o novo dia começou ao pôr do sol, em vez de 12 meia-noite, uma vez que atualmente faz em nossa contagem de tempo) .
 
A LEI DAS PRIORIDADES - BILBIA DA LIDERANÇA CRSTÃ - John C. Maxwel
(Dt 6.4-9)
Uma antiga frase diz: "A tarefa do 'íder é manter a coisa principal, a coisa principal."' Moisés tenta fazer isso em Deuteronômio 6 lembrando aos !srae-litas que a sua existência girava em torno do amor a DEUS. Ele também diz aos lideres das famílias como transmitir a verdade para os filhos. Reggle joiner destaca os princípios que Moisés desenvolve:
1. Relacionamento antecede regras (v. 5).
2. A verdade deve estar em você antes que possa estar neles (v. 6).
3. Cada dia oferece oportunidades naturais para o ensino (v. 7).
a) Quando você está sentado em casa: hora das refeições;
b) Quando anda pelo caminho: ao dirigir ou viajar;
c) Quando está deitado: hora de dormir;
d) Quando se levanta: hora de se aprontar.
4. A repetição é o melhor amigo do mestre (vs. 8-9).
Use todas essas oportunidades. Escolha assuntos que você pode discutir e que uns façam perguntas aos outros. Ore em conjunto a respeito de suas prioridades
 
 
Deuteronômio 6. 4-16 - Precauções e Preceitos - Comentários Bíblico - Matthew Henry (Exaustivo) AT e NT
Aqui temos:
I
Um breve resumo da religião, contendo os primeiros princípios de fé e obediência, vv. 4,5. Esses dois versículos que os judeus consideram como um dos melhores trechos das Escrituras: eles os escrevem em seus filactérios, e se acham não apenas obrigados a recitá-los pelo menos duas vezes todos os dias, mas muito felizes por serem obrigados a isso, tendo esse provérbio entre si: Abençoados somos nós, que a cada manhã e a cada entardecer dizemos: Ouve, Israel, o Senhor, nosso DEUS, é o único Senhor. Porém mais abençoados seremos se ponderarmos e aproveitarmos devidamente:
1. O que aqui somos ensinados a crer com relação a DEUS: que Jeová, o nosso DEUS, é um único Jeová. (1) Que o DEUS a quem servimos é Jeová, um Ser infinita e eternamente perfeito, que exio afeto por Ele, maior será a nossa veneração a Ele. O filho que honra os seus pais, sem dúvida os ama. Algum príncipe já criou uma lei para que os seus súditos o amassem? Mesmo assim, tal é a condescendência da graça divina, que esse é tornado o primeiro e grande mandamento da lei de DEUS, que existe por si só, e que é auto-suficiente. (2) Que Ele é o DEUS vivo, o único e verdadeiro; apenas Ele é DEUS, e Ele é único. A firme convicção desta verdade evidente por si só, efetivamente os protegeria contra toda idolatria que fosse introduzida através daquele erro fundamental, de que existem muitos deuses. É incontestável que existe um só DEUS, e que não há outro além dele, Marcos 12.32. Que não tenhamos, então, nenhum outro, nem desejemos ter qualquer outro. Alguns pensaram que existe aqui um claro indício da trindade de pessoas na unidade da Divindade. Pois aqui está o nome de DEUS três vezes, e ainda assim em todas elas é declarado ser um. Felizes aqueles que têm esse único Senhor como seu DEUS. Pois eles têm apenas um Senhor para agradar, apenas um benfeitor para buscar. É melhor ter uma fonte do que mil cisternas; é muito melhor ter um único DEUS capaz, do que mil deuses incapazes.
2. O que nos é ensinado aqui com respeito aos deveres que DEUS exige do homem. Está tudo resumido nisso como seu principio: Amarás, pois, o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração. Ele havia se encarregado (v. 2) de ensiná-los a temer a DEUS. E, de acordo com a sua tarefa Ele aqui os ensina a amá-lo, pois quanto mais fervoroso for o nosso amor para com Ele, quer que o amemos, e que cumpramos todas as outras partes de nosso dever para com Ele a partir de um principio de amor. Dá-me, filho meu, o teu coração. Devemos estimá-lo profundamente, estarmos felizes por existir tal Ser, contentes por todos os seus atributos e ligações conosco: o nosso desejo deve ser dirigido a Ele. O nosso deleite deve estar nele; a nossa dependência deve estar nele, e a Ele devemos ser inteiramente devotados. Deve ser um prazer constante para nós pensar nele, ouvir falar dele, falar com Ele, e servi-lo. Devemos amá-lo: (1) Como o Senhor, o melhor dos seres, o mais esplêndido e bondoso por si só. (2) Como o nosso DEUS, um DEUS em concerto conosco, o nosso Pai, e o mais amável e generoso de nossos amigos e benfeitores. Também nos é ordenado que amemos a DEUS com todo o nosso coração, e alma, e forças. Isto é, devemos amá-lo: [1] Com um amor sincero. Não apenas com palavras, da boca para fora, dizendo que o amamos, quando os nossos corações não estão com ele. Mas interiormente, e em verdade, nos consolando nele. [2] Com um amor intenso. O coração deve ser dirigido a Ele com grande fervor, e um forte sentimento de afeição. A partir disso, alguns pensavam que deveríamos evitar dizer (como nos expressamos geralmente) que vamos fazer isso ou aquilo com todo o nosso coração, pois não devemos fazer nada com todo o nosso coração exceto amar a DEUS. E que essa frase, sendo usada aqui com respeito ao fogo sagrado, não deveria ser profanada. Aquele que é tudo para nós deve ser o dono de tudo o que tivermos. Ninguém mais, a não ser Ele. [3] Com um amor superlativo. Devemos amar a DEUS acima de qualquer criatura, e não amar nada além dele, a não ser o que amamos por Ele, e em obediência a Ele. [4] Com um amor inteligente. Pois assim é explicado: Marcos 12.33. Amá-lo com todo o coração, e de todo o entendimento. Nós devemos conhecê-lo, e então amá-lo como aqueles que vêem bons motivos para amá-lo. [5] Com um amor completo. Ele é único, e assim os nossos corações devem estar unidos nesse amor, e todo fluxo de nossas afeições deve fluir para Ele. Ó, que esse amor a DEUS possa transbordar em nossos corações!
II
Aqui são recomendados meios para a manutenção e a preservação da religião em nossos corações e em nossos lares, para que ela não possa enfraquecer e entrar em decadência. E são estes:
1. Meditação: Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração, v. 6. Embora palavras apenas, sem as ações, não nos façam nenhum bem, ainda assim corremos o risco de deixar escapar o mais importante, se negligenciarmos as palavras através das quais normalmente a luz divina e o poder divino são conduzidos ao coração. As palavras de DEUS devem ser armazenadas em nosso coração para que nossos pensamentos possam estar familiarizados e ocupados com elas diariamente, e com isso a alma inteira seja levada a obedecer e a agir sob a influência e o efeito delas. Isso decorre diretamente da lei de amar a DEUS com todo o coração. Pois aqueles que agem assim, guardarão a sua palavra em seus corações tanto como uma evidência quanto como uma conseqüência daquele amor, e como um meio de preservá-la e fazer com que ela seja abundante em sua vida. Aquele que ama a DEUS ama a sua Bíblia. 2. A educação religiosa dos filhos (v. 7): Tu as intimarás diligentemente a teus filhos. E ao transmitir o teu conhecimento, tu o aumentarás. Aqueles que amam o Senhor DEUS devem fazer tudo o que puderem para atrair a Ele as afeições de seus filhos, e assim conservar o vínculo da religião em suas famílias e impedir que seja cortado. Tu as estimularás em teus filhos, assim alguns o interpretam. Repita frequentemente essas coisas a eles, e tente por todos os meios incuti-las na mente deles, e fazê-las penetrar em seus corações; assim como, ao afiar uma faca, ela é afiada, primeiro, em um lado e depois no outro. Seja cuidadoso e preciso ao ensinar teus filhos. E visa, assim como na afiação, a avivá-los e colocar neles um gume. Ensine-as aos teus filhos, não apenas àqueles que forem teus filhos carnais (dizem os judeus), mas a todos aqueles que estiverem, de qualquer forma, sob os teus cuidados e ensinos. O bispo Patrick bem observa aqui que Moisés considerava a sua lei tão clara e natural, que todo pai poderia ser capaz de instruir nela os seus filhos, e cada mãe, as suas filhas. Portanto, esta preciosidade que nos é confiada, nós devemos transmitir cuidadosamente para aqueles que vêm depois de nós, para que possa ser perpetuada. 3. O sermão piedoso. “Tu falarás dessas coisas, com a reverência e a seriedade devidas em beneficio não apenas dos filhos, mas também dos outros que estão em tua casa, de teus amigos e companheiros. Falarás enquanto tu te assentares em tua casa para trabalhar ou para comer, ou para descansar, ou para receber visitas. Nos momentos de diversão ou em conversas, ou em viagens, quando à noite tu estás te despedindo da família para ir dormir, e quando pela manhã te levantares e retornares novamente ao convívio com a tua família”. Aproveite todas as ocasiões para discorrer sobre as coisas divinas com aqueles que estiverem à tua volta. Não sobre mistérios não revelados, ou questões de discussão duvidosa, mas sobre as claras verdades e as leis de DEUS, e as coisas que dizem respeito à nossa paz. Fazer delas tema de nossas discussões familiares está tão longe de ser considerado depreciativo para a honra das coisas sagradas, que nos é recomendado que falemos delas. Pois quanto mais nos familiarizarmos com elas mais as admiraremos e seremos influenciados por elas, e poderemos, com isso, ser úteis para transmitir a luz e o calor divinos. 4. A leitura freqüente da Palavra: Ser-te-ão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas, vv. 8,9. É provável que naquele tempo existissem poucas cópias escritas da lei inteira, somente nas festas dos tabernáculos eram lidas para as pessoas. E então DEUS lhes ordenou, pelo menos por ora, a escreverem em suas paredes algumas frases selecionadas da lei, que eram mais importantes e abrangentes, ou em rolos de pergaminhos para serem usados em seus pulsos. E alguns pensam que por essa razão o uso dos filactérios, tão comum entre os judeus, aumentou. CRISTO culpa os fariseus, não por usá-los, mas por quererem mostrar que eram mais largos do que os das outras pessoas, Mateus 23.5. Mas quando as Bíblias passaram a ser comuns entre eles, havia menos oportunidades para esse expediente. Foi prudente e religiosamente determinado pelos primeiros reformadores da igreja inglesa que, naquela época quando as Bíblias eram raras, algumas partes selecionadas da Escritura deviam ser escritas nas paredes e nos pilares das igrejas, com as quais as pessoas se familiarizariam. Isto estaria em conformidade com essa instrução, que parece ter sido obrigatória para os judeus de acordo com o significado literal. Ela é obrigatória para nós em sua intenção, que é que nos esforcemos através de todos os meios possíveis para tornar a Palavra de DEUS conhecida a todos, para que possamos tê-la disponível em todas as ocasiões, para evitar que venhamos a pecar, conduzindo-nos em direção ao nosso dever, realçando o nosso entusiasmo em relação a ele. Ela deve ser como algo que esteja gravado nas palmas das nossas mãos, sempre diante dos nossos olhos. Veja Provérbios 7.1-3. Também é ordenado que nunca nos envergonhemos de nossa própria religião, nem de estarmos sob o controle e o comando dela. Que ela esteja escrita em nossas portas, e que todo aquele que passar por elas possa ler que cremos que Jeová é o único DEUS, e que o amamos de todo o nosso coração.
III
Um alerta é dado aqui para que não se esqueçam de DEUS nos dias de prosperidade e abundância, vv. 10-12. Aqui: 1. Ele aumenta as expectativas deles quanto à bondade do seu DEUS, dando como certo que os conduziria à boa terra que havia prometido (v. 10), que eles não mais residiriam em tendas como pastores e pobres viajantes, mas se instalariam em grandes e agradáveis cidades, não mais vagariam em um deserto estéril, mas desfrutariam casas bem providas e jardins bem plantados (v. 11), e tudo isso sem qualquer preocupação ou sacrifício por parte deles, e nisso ele aqui dá uma grande ênfase – Cidades que tu não edificaste, casas que tu não encheste etc., porque isso tornava a compaixão realmente muito mais valiosa do que aquilo que havia vindo para eles tão facilmente, e ainda, se de fato eles não levassem isso em conta, a misericórdia seria ainda menos estimada, pois somos muito mais sensíveis ao valor daquilo que nos custou caro. Quando as coisas vêm tão facilmente em forma de presente, as pessoas tendem a se tornar confiantes, e se esquecem do doador. 2. Ele emprega a vigilância deles contra a maldade de seus próprios corações: Então guarda-te, quando tu estiveres seguro e confortável para que não te esqueças do Senhor, v. 12. Note que: (1) Em dias de prosperidade nós corremos um grande risco de nos esquecermos de DEUS, de nossa dependência dele, de nossa necessidade dele, e de nossas obrigações para com Ele. Quando o mundo sorri, nós tendemos a cortejá-lo, e a esperar a nossa felicidade através dele, e assim nos esquecemos daquele que é o nosso único destino e descanso. Agur prega contra essa tentação (Pv 30.9): para que, de farto, te não negue. (2) Em tal momento é preciso, então, um grande cuidado e uma grande precaução, e uma rígida observância sobre os nossos próprios corações. Então guarda-te. Sendo avisado do perigo, levanta a tua guarda contra ele. Ata as palavras de DEUS por um sinal na tua mão, para que não te esqueças de DEUS. Quando estiveres estabelecido em Canaã, não te esqueças da tua libertação do Egito. Mas olhe para a rocha donde foste cortado. Quando o teu último estado crescer ao extremo, lembra-te da pequenez do teu princípio.
IV
Alguns preceitos e proibições peculiares que envolvem grandes conseqüências são aqui transmitidos. 1. Eles devem honrar a DEUS em todas as ocasiões (v. 13): Temê-lo e servi-lo (pois, como Ele é o Senhor, nós devemos tanto reverenciá-lo quanto realizar a sua obra). E jurar por seu nome, isto é, eles não devem em qualquer ocasião apelar para qualquer outro, como o árbitro da verdade e vingador da injustiça. Jure por Ele apenas, e não por um ídolo, nem por qualquer outra criatura. Jura pelo nome dele em todos os tratados e pactos com as nações vizinhas, e não os lisonjeie a ponto de jurar pelos deuses deles. Jurar por seu nome é, algumas vezes, uma tentativa de fazer uma confissão pública do seu santo nome. Em Isaías 45.23 foi dito que toda língua jurará. E em Romanos 14.11 está registrado que toda língua confessará a DEUS. 2. Eles não devem – sob qualquer motivo – prestar essas honras a outros deuses (v. 14): A ordem de não seguirem outros deuses significa: “Não os servireis nem os adorareis”. Pois dessa maneira eles se desviariam, praticariam a idolatria contra o verdadeiro DEUS, que nisso, mais do que em qualquer coisa, é um deus zeloso (v 15). E o erudito bispo Patrick observa aqui, com base em Maimônides, que nunca encontramos, seja na lei ou nos profetas, raiva, ou fúria, ou zelo, ou indignação, atribuídos a DEUS a não ser em casos de idolatria. 3. Eles devem tomar cuidado para não desonrar a DEUS, tentando-o (v. 16): Não tentareis o Senhor, vosso DEUS. Em outras palavras: “Tu não deverás, em qualquer situação de emergência, duvidar do poder, da presença e da providência de DEUS, nem discutir com Ele”. Pois se eles cedessem a um coração perverso e incrédulo, aproveitariam a oportunidade para agir, em Canaã, da mesma forma como agiram no deserto. Nenhuma mudança de condição curará uma disposição para o murmúrio e a lamúria. O nosso Salvador utiliza essa advertência como uma resposta a uma das tentações de Satanás, Mateus 4.7. Não tentaremos o Senhor, nosso DEUS, por perdermos a esperança em sua força e bondade enquanto nos conservarmos no caminho de nosso dever, nem abusaremos destas bênçãos, desviando-nos do nosso caminho.
 
Deuteronômio 6.4 - Comentários da Biblia Diario Vivir (ESP)
6.4 O monoteísmo, ou seja a crença em um só DEUS, era uma característica distintiva da religião hebréia. Muitas religiões antigas acreditavam em muitos deuses. Mas o DEUS do Abraão, Isaque e Jacó é o DEUS de toda a terra, o único verdadeiro DEUS. Isto era importante para o Israel, porque estavam a ponto de entrar em uma terra cheia de gente que acreditava em muitos deuses. Mas tanto nesse então como agora, existe gente que prefere depositar sua confiança em muitos "deuses" diferentes. Mas o dia vem quando DEUS será reconhecido como o único. Será rei sobre toda a terra (Zec 14:9).
6.4-9 Esta passagem proporciona o tema central do Deuteronomio. Estabelece um patrão que nos ajuda a relacionar a Palavra de DEUS com nossa vida diária. Temos que amar a DEUS, pensar constantemente em seus mandamentos, ensinar seus mandamentos a nossos filhos e viver cada dia segundo os princípios de sua Palavra. DEUS enfatiza a importância de que os pais ensinem a Bíblia a seus filhos. Não se pode delegar esta responsabilidade à igreja e as escolas cristãs. A Bíblia oferece tantas oportunidades para obter lições objetivas e práticas que seria uma pena as estudar só um dia à semana. As verdades eternas se aprendem de uma forma mais efetiva no ambiente amoroso de um lar onde se teme a DEUS.
 
Deuteronômio 6.4 - O grande mandamento ( 6: 1-9 ; ver também Mateus 22: 36-40. ) - Comentário Bíblico Wesleyana
 Agora, este é o mandamento, os estatutos e os preceitos que o Senhor teu DEUS mandou ensinar-te, para que possais fazer deles na terra qual passais a possuir;  para que possas temer o SENHOR, teu DEUS, para guardares todos os seus estatutos e os seus mandamentos que hoje te ordeno, tu, e teu filho, eo filho de teu filho, todos os dias da tua vida; . e que teus dias sejam prolongados  Ouve, pois, ó Israel, e atenta para fazê-lo; que pode ser bem contigo, e para que tenhais multipliques, como o Senhor, o DEUS de teus pais, prometeu a ti, em uma terra que mana leite e mel.
 Ouve, ó Israel: O Senhor nosso DEUS é o único Senhor:  e amor tu Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder,  E estas palavras, que eu hoje te ordeno, será sobre o teu coração;  . e tu lhes ensinar a teus filhos, e te falar deles quando te assentares em tua casa, e quando tu andando pelo caminho, e quando te deitares e ao levantar-te  E atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.  E tu escreve-as nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.
As pessoas estão lembrados de que eles são para colocar as leis de Jeová em prática diariamente. Os israelitas estão a ser um peculiar para as pessoas uma das nações do mundo por um peculiar dedicação a Jeová, o grande Legislador distinguiu-nação santa.
As leis de Jeová estão a ser ensinado às crianças, para que possam desfrutar de longos anos de prosperidade e felicidade (v. 2 ). O fato de que o Senhor é o único DEUS é mais uma vez reiterou (v. 4 ).
 
Deuteronômio 6.4 -  Comentário Biblico Moody
4. O Senhor nosso DEUS é o único Senhor. Esta confissão (da qual diversas traduções são gramaticalmente possíveis) parece ficar mais compreensível quando equivalente às declarações de monoteísmo de 4:35 e 32: 39 (cons. I Cr. 29:1). "Porque, ainda que haja também alguns que se chamam deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só DEUS, o Pai . . . e um só Senhor, JESUS CRISTO" (I Co. 8:5,6). DEUS é único; a divindade confina-se a Ele exclusivamente. Só a Ele o povo de Israel devia se submeter em aliança religiosa, e a Ele deviam servir na totalidade do seu ser, com a intensidade do amor (Dt. 6:5). A exigência divina desta devoção exclusiva e intensa, JESUS chamou de "o primeiro e grande mandamento" (Mt. 22:37, 38; Mc. 12:29, 30; cons. Lc. 10:25-28). É o princípio central de todas as estipulações da aliança.
 
CRIAR - Strong Português  - ברא bara’uma raiz primitiva; DITAT - 278; v
1) criar, moldar, formar
1a) (Qal) moldar, dar forma a, criar (sempre tendo DEUS com sujeito)
1a1) referindo-se ao céu e à terra
1a2) referindo-se ao homem individualmente
1a3) referindo-se a novas condições e circunstâncias
1a4) referindo-se a transformações
1b) (Nifal) ser criado
1b1) referindo-se ao céu e à terra
1b2) referindo-se a nascimento
1b3) referindo-se a algo novo
1b4) referindo-se milagres
1c) (Piel)
1c1) cortar
1c2) recortar
2) ser gordo
2a) (Hifil) engordar
 
OS DIAS DA CRIAÇÃO DE DEUS - Teologia Sistemática Pentecostal
Há uma parte da teontologia que trata da obra da criação, dos decretos divinos e da providência. O que a Bíblia ensina sobre o planejamento, a origem e a manutenção de todas as coisas no Céu e na Terra? E desse assunto que nos ocuparemos a partir de agora, o qual envolve governo e preservação de todas as criaturas de DEUS.
DEUS criou o Universo do nada,
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
ex nihilo, È o que ensina a Bíblia. A narrativa do primeiro capítulo de Gênesis deve ser entendida à luz do contexto bíblico. E o ponto de partida da criação é: “No princípio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn I.I). O verbo hebraico hara’, “criou”, “denota o conceito de ‘iniciar alguma coisa nova’ em um certo número de passagens”.67Trata-se, pois, de um termo essencialmente teológico.
Tal verbo é empregado somente com referência à atividade de DEUS, exceto em outras construções ou graus do verbo hebraico — estrutura peculiar às línguas semíticas, que altera o seu significado. Essa idéia do fat divmo é apoiada em toda a Bíblia. DEUS trouxe o Universo à existência do nada e de maneira instantânea, pela sua soberana e livre vontade.
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de DEUS, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que ê aparente (Hb 11.3).
Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são eforam criadas (Ap 4.11).
 
A creatio ex nihilo, da teologia judaico-cristã, invalida todo o sistema panteísta; e de igual modo, no período da Grécia antiga, o pensamento grego, pelo qual se defendia a idéia da eternidade da matéria — a qual é antibíblica e, portanto, inaceitável aos judeus e cristãos.
Desde o surgimento do darwinismo a narrativa da criação tem sido reavaliada e reinterpretada por muitos teólogos. Hoje, a origem do mundo, conforme o relato de Gênesis, é interpretada e reinterpretada por diversos sistemas teológicos e filosóficos tendenciosos.
O primeiro versículo da Bíblia revela a origem do Universo, sem explicar detalhadamente como e quando isso aconteceu. Trata-se da criação original. O relato dos dias da criação é interpretado por alguns como períodos de mil anos cada; outros procuram associá-los às supostas eras geológicas; ainda outros os definem como dias literais de restauração, haja vista o Universo ter vindo à existência “no princípio” (Gn I.I).
Muitos tentam adaptar o darwinismo à Bíblia; defendem a creatio ex nihilo seguida da evolução, nas longas eras geológicas, ajustando-as aos dias mencionados em Gênesis 1.5;2.3. O termo hebraicoyom, “dia”, e seu correspondente grego hemera às vezes indicam certo período: “eis aqui agora o dia da salvação” (2 Co 6.2); nem sempre denotam, na Bíblia, dia literal, de 24 horas (Pr Henrique - Eu creio que era de 24 horas mesmo o dia)..
A palavra “dia” é “cercada de muitos temas teológicos relacionados à soberania de DEUS”, como lemos em Salmos 90.4 e 2 Pedro 3.8: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite”; “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia”.
Para alguns teólogos, haveria uma certa correspondência entre os supostos seis períodos geológicos e a narrativa do livro de Gênesis, seguindo, em lmhas gerais, aos mesmos estágios. Os chamados dias da criação seriam, nesse caso, “dias da recriação” ou “restauração”. Isso é a chamada teoria do intervalo.
Entretanto, o contexto bíblico mostra que o Universo apareceu perfeito, o que chamamos de “Terra original”. Onde localizar o antigo habitat do querubim ungido, mencionado em Ezequiel 28.12-16? O que dizer da queda de Lúcifer, citada em Isaías 14.12-14? Em que momento não havia chuva na Terra (antes de começar a chover, antes do homem sair do jardim)
 
DEUS teria criado a Terra caótica?
Segundo a teoria em apreço, as passagens bíblicas acima falam da Terra em seu estado original, quando DEUS a criou “no princípio” (I-I), pois, em seguida, o texto sagrado registra: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2).
A Palavra de DEUS afirma que DEUS não criou a Terra vazia: “o DEUS que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia” (Is 45.18). No hebraico, “sem forma e vazia” é tohu wabohu. O profeta Isaías empregou o termo tohu que significa “confusão, espaço vazio, sem forma, nada, nulidade, vacuidade, vaidade, deserto, caos”.69 E o profeta Jeremias usou a mesma expressão de Gênesis
 
“Observei a terra, e eis que estava assolada e vazia; e os céus, e não tinham a sua luz” (Jr 4.23).
Ainda segundo a teoria em análise, a Terra “tornou-se” ou “veio a ser” sem forma e vazia, o que nos levaria a admitir — se tal interpretação estiver correta
que “não pode, portanto, haver qualquer objeção gramatical contra traduzir Gênesis 1:2: ‘E a terra veio a ser vazia e deserta...”'
Teria, pois, havido — conquanto a Bíblia não assevere isso de maneira clara — uma catástrofe universal que transformou a Terra original num caos. Teria, ainda, havido um período de tempo que não se pode calcular entre Gênesis 1.1;1.2.
De acordo com a mesma interpretação, é possível que o referido caos tenha resultado da queda de Lúcifer. Essa era a teoria propagada por pioneiros da Assembléia de DEUS, como Lars Ene (Eunco) Bergstén e N. Lawrence Olson/1 que se baseavam em passagens como Isaías 14.12-14:
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilítavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de E)eus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
 
A Vulgata Latina usa o termo lucifer, “portador de luz”, em lugar de “estrela da manhã”. Daí Lúcifer ter se tornado um dos nomes de Satanás. O Senhor JESUS falou de sua queda: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” (Lc 10.18). De acordo com a teoria defendida pelos teólogos pentecostais Olson e Bergstén, o relato seguinte trata de restauração, pelo mesmo poder da Palavra que “criou os céus e a terra”.
A CRIAÇÃO DO HOMEM
No primeiro dia, DEUS trouxe a luz à existência (Gn 1.3). No segundo, criou a expansão ou o firmamento — hb. raqia (Gn 1.6-8). No terceiro, “disse DEUS: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca” (Gn 1.9).
Essa porção seca, que DEUS chamou de Terra (v. 10), foi criada naquele momento ou já existia submersa nas águas, tendo sido criada “no princípio”? O apóstolo Pedro afirma que a Terra “foi tirada da água e no meio da água subsiste” (2 Pe 3.5).
No terceiro dia, surgiram os continentes com os seus relevos e a vegetação (Gn 1.9-13). Os corpos celestes — o Sol, a Lua e as estrelas — apareceram no quarto dia (Gn I.I4-I9). As aves e os animais marinhos, no quinto (Gn 1.2023). Os animais terrestres, no sexto (Gn 1.2425). E, finalmente, DEUS fez o homem, também no dia sexto:
E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sohre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou DEUS o homem à sua imagem; à imagem de DEUS o criou; macho efêmea os criou (Gn 1,26,27).
 
A raça humana teve a sua origem em DEUS, através de Adão: “O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente” (I Co 15.45); “de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra” (Atos 17.26).
Adão, o primeiro homem, foi criado no sexto dia como a coroa de toda a criação; ele recebeu de DEUS a incumbência para administrar a Terra e a natureza. O ser humano não é meramente um animal racional, mas um ser espiritual, criado à imagem e semelhança de DEUS.
O homem recebeu diretamente de DEUS o sopro de vida em suas narinas: “E formou o Senhor DEUS o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7).
 
Em Salmos 8.3-5, a Bíblia revela que o homem foi feito um pouco menor do que os anjos:
Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas quepreparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Contudo, pouco menor o fzeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
 
Portanto, não há, nas Escrituras Sagradas, nada que apóie o darwinismo e as suas várias interpretações inverídicas. O homem e os animais surgiram na Terra da mesma forma como eles são hoje.
 
Os DECRETOS DE DEUS
Os decretos divinos, também chamados de conselhos divmos, dizem respeito à vontade e ao propósito de DEUS para a criação; são deliberações incondicionais que nasceram do desígnio e do propósito de DEUS.
 
Tudo o que o Senhor quis, ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos (Sl 135.6).
Que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade (Is 46.10).
Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade (Ef l.ll).
 
O termo grego boulç, usado para “conselho”, nas duas passagens acima (Is 46.10, Septuaginta), significa “intenção”, “propósito”, “resolução” e abrange a totalidade da vontade de DEUS. Isso tem implicações com a Soteriologia, a doutrina da salvação, e envolve as questões da predestinação. Há na teologia cristã duas escolas principais sobre o assunto: o calvinismo e o arminianismo.
Calvinismo. Depois de Agostinho de Hipona, os escolásticos72 desenvolveram uma filosofia agostiniana durante a Idade Média. João Calvino, por sua vez, era o maior perito do pensamento agostiniano no século XIV. O calvinismo registrado nas Institutas da Religião Cristã é diferente do cunho eclesiástico e “governamental” do Sínodo de Dort, reduzido a definições teológicas compactadas, transformadas em polêmica contra os cinco pontos levantados pelos Remonstrantes, que se definiram como arminianos.73
Como resposta do Sínodo, ao refutar cada um dos desses pontos, resultaram os cinco pontos do calvinismo. Quer dizer, portanto, que o calvinismo, conforme o conhecemos, não foi produzido por João Calvino, tampouco foi um resumo das Institutas; foi, na verdade, fruto de um embate teológico. A soberania de DEUS ocupava lugar central no sistema de Calvino, e não a predestinação.
 
Paul Tillich declarou:
O centro de onde emanam todas as demais doutrinas de Calvino é a doutrina de DEUS, Alguns acham que sua doutrina fundamental é a da predestinação. Essa opinião éfacilmente refutável uma vez que na primeira edição das “Institutas”, a doutrina da predestinação nem mesmo havia sido desenvolvida. Foi só nas edições
posteriores que passou a ocupar espaço proeminente.'
 
Esse também é o entendimento de Alister E. McGrath75 e de Justo L. Gonzalez.76 Segundo o calvinismo, os decretos divinos são absolutos, eternos e imutáveis, incluindo a antecipação do destino de todos os homens.
Por outro lado, para o arminianismo — depois modificado por João Wesley —, todo o conhecimento de DEUS é imediato, simultâneo e completo; todas as coisas lhe são conhecidas como presente de eternidade a eternidade; logo, os decretos divinos não devem ser interpretados como determinações de antemão. DEUS criou o homem dotado de livre-arbítrio; sua Queda, portanto, foi divinamente permitida, e não decretada.
Por mais de vinte séculos, temos tido a predestinação e o livre-arbítrio colocados em mútua oposição, em extremos forçados que nunca chegam a um acordo. Temos por detrás desse debate teológico um problema filosófico; o debate, na realidade, é entre o determinismo e o livre-arbítrio, debate que já acontecia muitos séculos antes de CRISTO.
O determinismo foi usado entre os estóicos para os ciclos históricos predeterminados, como necessários, pelo logos divino. Os muçulmanos usam o termo kismet, “destino fatal”, frio e implacável, vinculado à pessoa de Alá.
Alguns vocábulos são traduzidos por “predestinação” no Novo Testamento grego. Nós, porém, entendemos que tudo pode ser mudado mediante a fé em nosso DEUS pessoal. As profecias, ao invés de predizerem um futuro friamente predestinado, são apelos para nos convertermos dos nossos maus caminhos, a fim de termos um futuro bem diferente — esses apelos são feitos à nossa consciência e pressupõem o nosso livre-arbítrio. Esse assunto é dilatado no capítulo Soteriologia.
 
A PROVIDÊNCIA DIVINA
O termo “providência” não aparece nas Escrituras Sagradas, porém a doutrina é bíblica. Ela consiste na atividade de DEUS para preservar a sua criação até ao seu destino final. Isso implica governo, soberania e preservação, haja vista ser Ele o Criador de todas as coisas. O Universo lhe pertence: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36).
DEUS é o único soberano do Universo e tem o controle de tudo: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). Esses aspectos, por si só, afastam qualquer idéia panteísta ou deísta.
Preservação é o cuidado divino em conservar e manter todas as coisas criadas. Isso inclui o homem, os demais seres viventes e toda a natureza: “Abres a mão e satisfazes os desejos de todos os viventes” (SI 145.16). DEUS cuida de todos os viventes, desde a estrutura mais simples até a mais complexa. O que seria do mundo sem a vontade preservadora de DEUS?
Tu só és SENHOR, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há; e tu os guardas em vida a todos, e o exército dos céus te adora (Ne 9.6).
 
OTodo-Poderoso é, por conseguinte, o Criador e o Mantenedor do Universo. Ele está no controle de tudo e sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3), como Paulo asseverou em Atos 17.24-27:
O DEUS que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação, para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós.
 
Esses dados da revelação nos parecem complexos, mas essa aparente complexidade não é sinônima de contradição. Não há, na verdade, contradição nas Escrituras; estamos lidando com um Ser que é infinito. Como escreveu Chafer: “A doutrina como apresentada nas Escrituras é, portanto, aceitável ainda que não explicável”.77
Deuteronômío 6.4. “Ouve, Israel, o Senhor, nosso DEUS, é o único Senhor”. E evidente que esta passagem bíblica refere-se ao DeusTnno, àTrindade — como veremos abaixo. Nela, temos tanto o termo “DEUS” como o tetragrama YHWH. A sua ênfase é o monoteísmo, que se tornou ao longo dos séculos a confissão de fé dos judeus.
Ainda hoje, os judeus religiosos recitam esse versículo três vezes ao dia. O termo hebraico usado para “único” Çehact) indica unidade composta:
No famoso Shemá de Deuteronômío 6.4... a questão da diversidade dentro da unidade tem implicações teológicas. Alguns eruditos têm pensado que, embora “um” esteja no singular, o uso da palavra abre espaço para a doutrina da Trindade.
 
A expressão hebraica YHWH ’ehad traduz-se também por “Jeová é um”; esta construção hebraica aparece em Zacarias 14.9: "naquele dia um só será Jeová, e um só o seu nome” (Tradução Brasileira). A palavra apropriada hebraica para “unidade absoluta” é yahid, que traz a idéia de “solitário, isolado”, mas não é esse é o termo usado em Deuteronômío 6.4.
Em Gênesis 2.24, a palavra ’ebad é usada para dizer que o marido e a mulher são ambos “uma só carne”. O Novo Testamento não contradiz o Antigo, porém torna explícito o que dantes estava implícito: a unidade de DEUS não é absoluta; e sim composta. O Antigo Testamento revela a unidade na Trindade, ao passo que o Novo revela a Trindade na unidade.
A doutrina da Trindade não neutraliza nem contradiz a doutrina da unidade; nem esta anula a da Trindade, que, conforme pregada pelos cristãos que seguem a Palavra do Senhor, consiste em um só DEUS em três Pessoas, e não três Deuses; isso seria apenas uma tríade, e não a Trindade.
 
CRIAÇÃO - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
A obra de DEUS ao trazer à existência todas as coisas. A passagem definitiva é Gênesis 1.1, sob a qual deve se colocar toda a teologia bíblica. DEUS, o Criador, é uma trindade pessoal, onipotente, onipresente e onisciente. DEUS sozinho é eterno, tanto quanto imanente e transcendente com respeito à sua criação.
A verdadeira criação deve ser ex nihilo (do nada).
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
A idéia de que o presente universo evoluiu de materiais anteriores, embora seja comumente sustentada em outras religiões e filosofias, não tem base nem nas Escrituras nem na ciência física. A tradução de Gênesis 1.1 como uma sentença dependente (isto é, *Quando DEUS começou a criar os céus e a terra, a terra era sem forma e vazia) é inadmissível. Este versículo de abertura é mais exatamente uma afirmação absoluta, que sustenta a criação inicial dos céus e da terra a partir do nada. Ele também não é um simples título ou índice do que se segue; mas é a primeira afirmação da narrativa da ordem dos eventos da criação.
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
Uma vez que Gênesis 1.1 é o único versículo no capítulo que menciona a criação dos céus, ele deve ser compreendido dentro do escopo da afirmação resumida de Gênesis 2.1, que confirma a conclusão da criação tanto do céu como da terra.
Criação Completa. É de suprema importância reconhecer que as Escrituras ensinam a respeito de uma criação concluída. Este fato é enfatizado pelas repetidas afirmações deste efeito em Gênesis 2.1-3, epela instituição do sábado como um memorial da obra concluída de DEUS (veja também Ex 20.1131.17Sl 33.6,9Ne 9.6Hb 4.4,102 Pe 3.5). Assim, a criação não está mais acontecendo, exceto em atos ocasionais de natureza miraculosa. Os processos normais, constantes da natureza pelos quais DEUS providen- cialmente agora sustenta todas as coisas (Hb 1.32 Pe 3.7) não são, de forma alguma, processos de criação. Estudos científicos de processos atuais não podem, entretanto, levar ao entendimento de qualquer um dos eventos do período da criação, mesmo porque estes eventos aconteceram pelos processos criativos Divinos, e não temos a capacidade de investigá-los agora.
Este ensino das Escrituras é sustentado cientificamente pela lei da conservação da massa e energia, a primeira lei da termodinâmica, que é a lei mais básica e bem comprovada de toda a ciência. Nem a energia nem a massa (exceto nas trocas de mas- sa-energia) estão sendo agora criadas ou destruídas. O reservatório universal de energia (que inclui realmente tudo no universo físico) deve, portanto, datar de um período primitivo da criação, assim como afirma a Bíblia.
Idade aparente. Se a criação não ocorreu através dos processos atuais, então a única forma pela qual podemos saber qualquer coisa sobre os acontecimentos, maneira, ordem ou data da criação é através da revelação que DEUS nos concede a respeito destes temas. É exatamente isto que Ele fez no registro da criação em Gênesis 1 e 2, assim como em muitas ouras passagens das Escrituras. Não há, portanto, nenhuma razão válida para duvidar, de alguma forma, da exatidão ou da precisão dos eventos registrados nestas passagens. Estes grandes acontecimentos se deram em um período de seis dias. Cada ação foi completa e julgada por Dens como “boa”. Ele chamou tudo que criou de “muito bom” (Gn 1.31). Estes seres criados deveriam, necessariamente, no instante da criação, ter uma “idade aparente”. Isto é mais evidente no caso de Adão e Eva, que foram criados como indivíduos maduros, mas também deve ser verdade no caso de rodas as outras coisas, tanto animadas como inanimadas. O universo inteiro foi estabelecido como um todo em funcionamento desde o instante da criação. De fato, é filosoficamente e escrituralmente impossível conceber uma substância verdadeiramente criada, sem alguma idade aparente. Isto não envolve DEUS em alguma fraude, como alguns poucos alegam, uma vez que Ele revelou claramente, em sua Palavra, que tudo ocorreu deste modo.
Êi olução. Pode-se, portanto, afirmar categoricamente que os processos de evolução, quer sejam ateístas ou não, não podem ser levados em conta para a constituição do universo e seus habitantes. A evolução por definição abrange um aumento geral de ordem e organização, desde o simples até o complexo, e do mais baixo ao mais alto. Em sua estrutura científica comumente apresentada, ela implica em grandes idades de mudanças lentas, passadas adiante pelo processo da seleção natural. Isto é pretensamente explicado pelo princípio da uniformidade operacional dos processos presentes - um princípio que é explicitamente contraditado pelo relato da criação.
Além do mais, as Escrituras indicam que por causa da entrada do pecado, agora existe uma maldição universal sobre a terra (Gn 3.17-19Rm 8.19-22), manifestada em uma tendência universal ao envelhecimento e à morte. Assim, embora a mudança seja evidente em todo lugar no mundo, esta mudança não é evolucionária, mas, sim, degenerativa. Este ensino das Escrituras é cientificamente verificado através da segunda lei da termodinâmica, que afirma que há em todos os sistemas - sejam físicos ou biológicos - uma tendência inata em direção à diminuição da ordem e da complexidade. A evolução pode, no máximo, ser apenas um fenômeno local e temporário, porém é impossível que atinja a condição de uma lei universal como as leis de conservação e deterioração. Assim, é impossível atribuir a criação a qualquer forma de evolução.
Resumo. A Criação, de acordo com as Escrituras, foi realizada como uma série de atos Divinos, trazendo os seres materiais à existência, a partir do nada.
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
Desde o início, eram altamente organizados e em total funcionamento, e assim foram formados com uma aparência de idade. A criação foi completa e terminada durante um período especial no passado, resultando naquele período ou dia em que DEUS “descansou” e não está mais criando, exceto em casos isolados de intervenção sobrenatural. Os processos físicos e biológicos do presente são providenciais e não criadores, e assim não podem dar nenhuma informação sobre qualquer coisa relacionada ao período da criação. Esta informação só pode vir através da revelação Divina, que é fornecida na Bíblia Sagrada.
Assim, não resta uma razão pela qual não possamos ou não devamos aceitar o relato da criação que nos é fornecido pelo Gênesis como histórico, literal e concreto dos eventos específicos que se passaram durante aquele período.
Bibliografia. J. O. Buswell, Jr., A Systematic Theology of the Christian Religion, Grand Rapids. Zondervan, 1962, pp. 135- 137. J. O. Buswell, III, “Adam and Neolithic Man”, Etenúty, XVIII (19671,29-30,39,48-50. Alexander Heidel, The Babylonian Genesis, Chicago. Univ.of Chicago Press, 1951, pp. 89- 92. W. G. Lambert e A. R. Millard, Atra- Hasis, the Babylonian Story of the Flood, Nova York. Oxford Univ. Press, 1969. James
M. Murk, “Evidence for a Late Pleistocene Creation of Man”, JASA, XVII (1965), 37-49. Robert C. Neville, God, the Creator, Chicago. Univ. of Chicago Press, 1968 (uma defesa filosófica da teoria da criação Divina). J. Barton Payne, The Tkeology of the Old Testament, Grand Rapids. Zondervan, 1962, p. 133. A. E. Wilder Smith, Man’s Origin, Man’s Destiny, Wheaton. Shaw, 1968. John C. Whiteomb e Henry M. Morris. The Genesis Flood, Nutley, N.J.. Presbyterian and Reformed Pub. Co., 1961, pp. 223-227, 232-234, 344-346. Edward J. Young, “The Relation of the First Verse of Genesis 1 to Verses 2 and 3”, WTJ, Maio de 1959, pp. 134-145. R. Laird Harris, Afim - God’s Éternal Creation, Chicago. Moody, 1971, pp. 25-71.
 
 
CRIAÇÃO - Dicionario Davis
O ato pelo qual DEUS chamou à existência tudo que hoje vemos. O verbo "criar", no hebraico (bara), só se refere à ação original de DEUS. DEUS criou os céus e a terra, Gn 1: 1, a vida aquática e aérea, 21, o homem, 27, as estrelas, Is 40: 26, os ventos, Am 4: 13. DEUS cria o coração puro, Sl 51: 10. Ele disse e foram feitas as cousas, e ele mandou, e elas foram criadas, os céus com todas as suas maravilhas, os anjos, o sol, a lua, as estrelas, as águas, tudo é obra de sua mão, Sl 148: 5. Da sua poderosa mão dependem todas as criaturas, todos esperam nele para receber o sustento a seu tempo: se ele apartar o seu rosto, turbar-se-ão; o espírito desaparece e tudo volta ao pó, Sl 104: 27-30. No princípio era o Verbo e o Verbo estava com DEUS e o Verbo era DEUS. Todas as cousas foram feitas por Ele e nada do que foi feito, foi feito sem Ele, Jo 1: 3Ef 3:9Cl 1:16Hb 1: 2.
A palavra criação emprega-se especialmente em referência à formação original do Universo. É o Gênesis que relata esta criação no cap. 1 até ao cap. 2: 3. Segue-se a formação do homem e de tudo que o cerca, 2: 4-25. A narração geral fala de seis atos sucessivos, logicamente relacionados em grupos correspondentes a outros tantos dias. Todos os fatos parecem indicar que entre os seis dias sucessivos entrevieram longos períodos. A falta do artigo definito antes de cada dia enumerado como está na V. B., favorece esta suposição. (Pr. Henrique - Eu creio que são dias literias  24 horas). A tradição paralela, como se encontra nos documentos babilônicos, refere-se claramente a intervalos nos atos sucessivos da criação e dá-lhes longa e demorada existência. A mais remota forma que existe desta narrativa, encontra-se na história mística do conflito entre Marduk, deus sol, e Tiamat, o abismo das águas, representado por um dragão que tentava reduzir o universo a um caos. A instalação babilônica remonta a 650 A. C., mas a história refere-se a fatos mui remotos, e diz assim:
"No tempo em que nas alturas não havia céu, a terra em baixo não tinha nome."
Isto é, quando os céus e a terra não existiam.
Então o primeiro oceano que os gerou, (e).
Mumu Tiamate (o abismo das águas) que tudo produziu.
Ajuntou as suas águas em um só:
Quando ainda não havia campos, nem verduras.
Em um tempo em que nenhum dos deuses existia,
Quando nenhuma palavra havia sido proferida, e o Destino nada havia determinado,
Então foram criados os deuses .............................................................................................
Os deuses Lahmu e Lahamu apareceram,
E cresceram ..................................Anshar (a hoste dos céus) e Kishar (a hoste da terra) foram criados.
Muitos dias se passaram .....................................................................................................................
DEUS Anu (firmamento) ........................................................................................................................
É o que se continha no tijolo quebrado nesta parte da narrativa assim interpretada por Damáscio.
Diz ele: "Os babilônios admitiam dois princípios no universo, Tauthe e Apason, (i, é, Tiamat o abismo aquoso e, Apsu, o oceano primitivo). Apason era esposo de Tauthe, chamada a mãe dos deuses. Estes dois geraram o seu unigênito filho Moimis. Dos mesmos deuses procedeu uma nova geração. Lache e Lachos. Depois do mesmo par (do par original) veio uma terceira geração, Kissare e Assoros da qual procederam Anos (o céu), Ilinos, a superfície da terra (com a atmosfera) e Aos (as águas da terra) e de Aos e Dauke Belos, (o sol da primavera) nasceu o fabricante do mundo."
Nestas narrações da criação, os babilônicos negam glória a DEUS. Porém, à parte este defeito radical, estas suas tradições conservam fundamentalmente a mesma narração desenvolvida da criação do mundo como se encontra na Bíblia. Eliminada a fraseologia politeísta da tradição babilônica, ela ensina que a feição primitiva do universo era um caos aquoso, comp. Gn 1: 2. Desta massa caótica, surgiram Moymis, Lache e Lachos, ou Lahamu, que são indubitavelmente objetos naturais ou forças ainda não identificadas, mas também por uma série de gerações, para servir-nos das figuras de Damáscio, surgiram os céus (comp. Gn 2: 4) e a terra, com tudo o que neles se contém, 1: 6-8. Depois, veio o firmamento, a terra e o mar, 1: 9, 10, e depois o sol, 1: 14. como é que estes objetos naturais se converteram em deuses será explicado no parágrafo dedicado à religião dos assírios e babilônios, quando falarmos da Assíria.
Antes da Reforma, os doutores não interpretavam o dia do Gênesis como sendo um período de 24 horas (Agostinho, de Civ. Dei. 11: 6). Somente nestes últimos 400 anos é que se tem pensado que DEUS criou o universo em uma semana de sete dias, de vinte e quatro horas cada um.
Afinal, a geologia e a astronomia começaram a se pronunciar contra esta intervenção. Os mestres destas duas ciências estão convencidos de que miríades de anos foram precisos para produzir o sistema solar, e dar à terra a feição atual através de muitas transformações. Quando se tornou claro que as doutrinas geológicas tinham bases substanciais, o Dr. Thomas Chalmers adotou as suas conclusões, e declarou publicamente em 1804, que "os escritos de Moisés não fixavam a antigüidade do globo".
Mais tarde, nas suas Evidências do Cristianismo, publicadas em 1813, explicou que muitos anos haviam decorrido entre o primeiro ato da criação descrito no Gn 1: 1, e muitos outros, a começar com o v. 2. E na obra dos seis dias, não estará encerrado longo período de anos? Em 1857, Hugo Miller, na sua obra, O Testemunho das Rochas, interpreta os seis dias como Cuvier o havia feito em 1798, no discurso preliminar ao seu livro Ossements Fossiles, dando aos seis dias da criação a significação de seis períodos geológicos, trançando a correspondência entre os graus sucessivos da criação, como estão no Gênesis, de conformidade com o que se lê nas rochas. Deste modo, a geologia, falando da idade carbonífera, da idade dos peixes, da idade dos mamíferos, classifica as feições dominantes destas épocas, sem negar-lhes uma origem primária em tempos incalculáveis. A narração hebraica é notável pela simetria e pelo agrupamento das cousas criadas, que pode ser explicado como arranjo intencional. A ordem cronológica foi observada pelo menos em conjunto, porém resta conhecer os pormenores. Como quer que seja, a obra dos seis dias foi maior do que seis atos de operação. DEUS falou, para usar o termo bíblico, oito vezes, vv. 3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26, e no terceiro dia, ao mando divino, apareceu a terra com as suas produções; no quinto dia, foram criados os peixes e as aves, e no sexto, as bestas e o homem. Ainda mais, os seis dias da criação foram dois grupos de três dias que se correspondem: no primeiro dia apareceu a luz, e no quarto dia, que é o primeiro do segundo grupo, apareceram os luminares; no segundo dia deu-se a divisão das águas, e apareceu o firmamento, e no segundo dia, do outro grupo, foram criados os peixes e as aves segundo o seu gênero; no terceiro dia foi criada a terra com todos os seus produtos, e no dia correspondente do segundo grupo, foi criado o homem e os animais, para cujo sustento, a terra produzia a erva e os frutos. As diversas obras da criação tem sido logicamente distribuídas em seis grupos. O fiat do Onipotente que deu a existência a terra árida, também a vestiu de verdura. DEUS contemplou a terra, assim ornada. Os dois atos do Criador tem um único propósito, ainda que a vida vegetal não corresponda devidamente ao decreto divino, até que o sol apareça. Todavia, a vegetação existia de alguma forma, antes que o planeta Mercúrio saísse do torvelinho, e o sol, como hoje o vemos, tivesse sido formado.
 
 
A Criação do Universo e da Humanidade - Timothy Munyon (TEOLOGIA SISTEMÁTICA STANLEY M. HORTON)
A Criação do Universo e da Humanidade - Timothy Munyon
 
A Bíblia foi escrita durante um período aproximado de 1.500 anos, por cerca de quarenta escritores. Mas a atividade salvífica de DEUS - e a resposta humana a ela - parece ser um tema que percorre a totalidade das Escrituras. Devemos, portanto, manter em vista esse tema ao abordarmos os ensinos da Bíblia arespeito da criação do Universo e da natureza dos seres humanos.
 
A Criação do Universo
As Escrituras claramente retratam DEUS como um Ser com propósitos. Provérbios 19.21 observa: "Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá". DEUS declara: "Anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Is 46.10; cf. Ef 3.10-11Ap 10.7). 1
O estudo da criação deve, portanto, procurar analisar o propósito de DEUS na criação (ou seja, o Universo é o que é porque DEUS é quem Ele é). 2
E, qual o propósito de DEUS na criação do Universo? Paulo explica: "[DEUS...] descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em CRISTO todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra" (Ef 1.9-10).
Acrescente-se que o propósito de DEUS para a humanidade é inseparável de seus propósitos globais para a criação (nós, os seres humanos, somos o que somos porque DEUS é quem Ele é). O apóstolo Paulo, falando da nossa futura existência imortal com DEUS, declara: "Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi DEUS, o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO" (2 Co 5.5).
Há, portanto, uma unidade indissolúvel entre os ensinos da Bíblia a respeito de DEUS, da criação do Universo e da criação e natureza da humanidade. A unidade provém do propósito de DEUS na criação. E o propósito de DEUS para a sua criação, mais especificamente para a humanidade, é captado na bem conhecida confissão: "O fim principal do homem é glorificar a DEUS e desfrutá-lo para sempre". 3
DEUS como o Criador
Os escritores sagrados não hesitam em atribuir a DEUS a criação do Universo. Consideram apropriado, portanto, tributar-lhe toda a reverência, o louvor e a glória devidos ao Criador.
Os escritores do Antigo Testamento normalmente creditam a DEUS a criação do universo físico, usando o verbo bara' - "ele criou". O primeiro versículo das Escrituras declara: "No princípio, criou DEUS os céus e a terra" (Gn 1.1). Esta sucinta declaração antevê o restante de Gênesis l.4 Ao introduzir o tema da criação, Gênesis 1.1 responde a três perguntas: (1) Quando ocorreu a criação? (2) Quem é o sujeito da criação? (3) Qual é o objeto da criação?
Gênesis 1.1 destaca o fato de um começo verdadeiro, ideia evitada pela maioria das religiões e filosofias, antigas e modernas. u[B]ara'... parece indicar que os fenômenos físicos vieram a existir naquela ocasião, e que não tinham existência prévia, na forma em que foram criados pelo fiat divino".5 Em outras palavras, até esse momento nada absolutamente existia, nem mesmo um átomo de hidrogênio.
Do nada (latim ex nihilo) DEUS criou os céus e a Terra.
De conformidade com Gênesis 1.1, o sujeito da criação é “DEUS”. O verbo bara', em sua forma mais comum, é usado no hebraico somente no tocante a atividade divina, jamais se referindo a atividade "criadora" humana.6 A criação revela o poder de DEUS (Is 40.26), sua majestade (Am 4.13), seu trabalho ordenado (Is 45.18) e sua soberania (SI 89.11-13). Como Criador, DEUS deve ser reconhecido onipotente e soberano. Quem rejeita a doutrina bíblica da criação desdenha o reverente temor a DEUS devido por força desses atributos.
Gênesis 1.1 declara que DEUS criou "os céus e a terra". No Antigo Testamento, "os céus e a terra" abrangem a inteireza do "Universo ordeiro e harmonioso".7 Nada existe que não tenha sido criado por DEUS.
Os escritores do Antigo Testamento também empregam o termo yatsar ("formar", "modelar") para descrever atos criadores de DEUS. Por exemplo, descreve apropriadamente o "oleiro", alguém que forma - ou plasma - um objeto segundo a sua vontade (Is 29.16). Quando, porém, aplicado à ação divina,8 parece empregado em paralelismo sinônimo com bara', indicando a mesma espécie de atos divinos singulares. Embora esteja claro que DEUS "formou" o primeiro homem com o pó da terra (significa que Ele modelou o homem a partir de algo que já existia), estaríamos levando o termo além da intenção do escritor veterotestamentário se disséssemos que yatsar abre a porta a processos evolucionários.
Finalmente, os escritores do Antigo Testamento empregam um terceiro termo primário ao descrever a atividade divina na criação: 'asah ("fazer"). Assim como yatsar, 'asah geralmente apresenta um escopo muito mais amplo que bara'. Porém, quando colocado numa declaração de ato criador em paralelo com bara' (Gn 1.312.2,33.15.1), pouca diferença parece haver entre o significado dos dois termos. E, apesar do significado por vezes mais amplo que bara', 'asah não possui flexibilidade suficiente para sustentar o conceito de evolução.
Os escritores do Novo Testamento não se mostram mais reservados que seus pares do Antigo Testamento em atribuir a DEUS a criação do Universo. Não é possível desconsiderar os ensinos do Antigo Testamento sobre a criação (alegando uma suposta condição cientificamente primitiva) sem ao mesmo tempo atacar violentamente os ensinos do Novo. A verdade é que o Novo Testamento cita como fonte de autoridade os 11primeiros capítulos de Gênesis nada menos que sessenta vezes!9 Os tópicos incluem o casamento, a linhagem de JESUS, a depravação humana, os papéis funcionais no lar, o sábado, a nossa imortalidade, a futura nova criação do Universo e a remoção da maldição no estado eterno. Repudiando-se a autoridade e a fidedignidade dos 11 primeiros capítulos de Gênesis, que se fará a tais doutrinas no Novo Testamento?
Fica evidente que os escritores neotestamentários consideravam o Antigo Testamento um relato fidedigno dos fatos, registrando-os conforme realmente ocorreram. O termo primário ktizõ, do Novo Testamento, significa "criar", "produzir", e ocorre 38 vezes (incluindo-se os seus derivados). Colossenses 1.16 afirma que por CRISTO foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis. Em Apocalipse 4.11, os 24 anciãos lançam, num gesto de adoração, suas coroas diante do Trono de DEUS, atribuindo-lhe a criação de todas as coisas. Em Romanos 1.25, Paulo lastima que os idólatras "honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente". E, tanto o Novo quanto o Antigo Testamento apontam o poder de DEUS como Criador para nosso consolo e fortaleza nas horas de sofrimento (1 Pe 4.19). O mesmo DEUS, mediante a sua providência, continua zelando por sua criação.
Finalmente, a Bíblia ensina que DEUS sustém - ou mantém - o Universo. Os levitas, ao tributar louvores a DEUS, reconhecem que Ele dá vida a todas as coisas (Ne 9.6). Ao falar das hostes estelares, Isaías 40.26declara: "Por causa da grandeza das suas forças e pela fortaleza do seu poder, nenhuma faltará". O salmista adora a DEUS porque Ele "conserva os homens e os animais" (SI 36.6). Salmos 65.9-13 retrata DEUS a governar o clima da Terra e a produção de cereais.
No Novo Testamento, Paulo declara: "Nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17.28). Em Colossenses 1.17, o apóstolo afirma a respeito de CRISTO: "Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele". Hebreus 1.3 revela que o Filho está "sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder". Numerosos outros textos da Bíblia indicam superintendência e preservação diretas, pelas quais DEUS mantém a sua criação. 10
O DEUS trino e uno operou de modo cooperativo na criação. Muitos textos bíblicos atribuem a criação a DEUS, simplesmente.11 Algumas passagens, entretanto, especificam Pessoas dentro da Deidade. A criação é atribuída ao Filho em João 1.3Colossenses 1.16-17 e Hebreus 1.10. Além disso, Gênesis 1.2Jó 26.13 e 33.4, Salmos 104-30 e Isaías 40.12,13 incluem a participação do ESPÍRITO SANTO.
Seria natural perguntarmos: Teriam os membros individuais da Deidade desempenhado papéis específicos na criação? Paulo declara: "Há um só DEUS, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, JESUS CRISTO, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele" (1 Co 8.6). Millard J. Erickson, depois de repassar os textos bíblicos a respeito da criação, conclui: "Embora a criação seja da parte do Pai, é através do Filho e do ESPÍRITO SANTO".12 Sejamos cautelosos na aceitação de declarações mais específicas do que esta.
As Escrituras deixam claro que DEUS criou tudo o que existe. Conforme mencionado resumidamente acima, a Bíblia emprega a frase "os céus e a terra" para a totalidade da criação, o Universo inteiro. E, realmente, "céus" e "terra" vez por outra são colocados em declarações paralelas que abrangem toda a criação. Finalmente, às vezes a palavra "céus" é empregada isoladamente, em referência ao Universo inteiro. 13
Os escritores do Novo Testamento empregam o termo kosmos ("mundo") como sinônimo da expressão veterotestamentária "céus e terra", para indicar Universo inteiro. Paulo parece equiparar kosmos a "céus e terra", em Atos 17.24. Diversas outras passagens do Novo Testamento fazem referência à criação do "mundo", e aí incluem o Universo.14
Os mesmos escritores empregam também o termo ta panta, ("todas as coisas"), para descrever o escopo da atividade de DEUS na criação (nem sempre com o artigo definido). João 1.3 declara enfaticamente que "todas as coisas" foram feitas através do Verbo vivo. Paulo menciona JESUS CRISTO, através de quem vieram a existir "todas as coisas" (1 Co 8.6; ver também Cl 1.16). Hebreus 2.10 fala a respeito de DEUS, para quem e através de quem existem "todas as coisas". Depois, no livro de Apocalipse, os 24 anciãos adoram a DEUS porque Ele criou "todas as coisas" (4.11; ver também Rm 11.36).
Finalmente, os escritores do Novo Testamento apoiam, com proposições declarativas, o conceito da criação ex nihilo, "do nada".
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
 
Em Romanos 4.17 Paulo cita o DEUS que "vivifica os mortos e chama as coisas que não são como se já fossem". E Hebreus 11.3 declara: "Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de DEUS, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente".
Resumindo, a Bíblia afirma que DEUS criou o Universo inteiro. Tudo quanto existe e "não é DEUS" deve ao Criador a sua existência. Por essa razão, a Igreja histórica tem sustentado a doutrina da criação ex nihilo.
 
O Propósito da Atividade de DEUS na Criação
A criação foi um ato da livre vontade de DEUS. Ele tinha a liberdade de criar ou não criar.15 A criação foi um gesto gracioso de DEUS, pelo qual revelou sua bondade. Gênesis 1 indica que todos os atos criadores de DEUS conduziam a Adão e Eva. O mesmo capítulo demonstra haver correspondência entre os dias primeiro e quarto, segundo e quinto e terceiro e sexto. O primeiro e o segundo dia descrevem um só ato criador cada, enquanto o terceiro dia expõe dois atos criadores distintos entre si. O quarto e quinto dia descrevem também um único ato criador cada, ao passo que o sexto dia descreve dois atos criadores distintos entre si. Pode-se perceber a progressão, cujo clímax é a criação da humanidade. Tudo demonstra que DEUS criou de conformidade com um plano, o qual cumpriu integralmente. Assim, somos encorajados a crer que Ele também levará a cabo o plano da nossa redenção, na vinda de JESUS CRISTO. Havia um relacionamento entre a graça e a natureza, nas criaturas e na ordem providencial de DEUS.
Em outras palavras, DEUS tinha um plano eterno e salvífico para as suas criaturas, e a criação progride em direção a esse propósito ulterior. Antes da criação do Universo, o propósito de DEUS era a comunhão entre Ele e as pessoas, um relacionamento de aliança (2 Co 5.5Ef 1.4). Thomas Oden observa: "A verdadeira história da criação diz respeito ao relacionamento entre as criaturas e o Criador, e não às criaturas por si só, como se a criação devesse ser considerada por si mesma autônoma, independente e inderivada”. 16
DEUS havia preparado um reino para aqueles que a Ele correspondessem, desde a (ou "antes da") criação do mundo (Mt 25.34). O propósito eterno de DEUS para a criação foi cumprido através da obra mediadora de JESUS CRISTO (Ef 3.10,11), também planejada antes da criação (Ap 13.8). Esse propósito divino e eterno será consumado quando os tempos se tiverem cumprido (Ef 1.10). Então, tudo estará debaixo de uma só cabeça, JESUS CRISTO. Esta frase nos revela o verdadeiro propósito da criação: "Para que DEUS fosse conhecido". 17
Ao refletir sobre o momento em que o propósito de DEUS para a criação será cumprido, Paulo escreve: "Para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Rm 8.18). Paulo, então, revela que toda a criação está gemendo, em ardente expectativa por esse momento (8.19-22). Assim também os crentes, apesar das bênçãos que têm recebido. Eles igualmente gemem, esperando a redenção do corpo (8.23-25). Nesse ínterim, porém, "sabemos que todas as coisas18 contribuem para o bem daqueles que amam a DEUS, daqueles que são chamados por seu decreto" (Rm 8.28). O fato de possuírem os seres humanos a capacidade de amar a DEUS pressupõe que a humanidade foi dotada com o livre-arbítrio na criação.
Posto que a totalidade da criação aponta para o propósito salvífico de DEUS, é de se esperar que haja neste propósito provisão suficiente para toda a humanidade, inclusive uma chamada universal à salvação. Os propósitos salvíficos de DEUS também resultaram na criação de uma criatura com livre-arbítrio. 19
Como corolário natural a "muito boa"20 obra de DEUS, a criação irresistivelmente o glorifica (SI 8.1; 19.1).21 As Escrituras afirmam também que, mediante a criação e o estabelecimento da nação de Israel, DEUS receberia glória (Is 43.760.2161.3). E o Novo Testamento, por extensão, revela ainda que todos os que aceitarem o plano de DEUS serão "para louvor da sua glória" (Ef 1.12,14). Colossenses 1.16, de forma semelhante, assevera: "Tudo foi criado por ele e para ele". E, em virtude do seu maravilhoso plano na criação, os 24 anciãos adoram a DEUS e dão a glória devida ao seu nome (Ap 4.11).
Finalmente, o fato de o propósito de DEUS incluir um tempo de consumação nos obriga a considerar que esta criação é transitória. 2 Pedro 3.10-13 descreve uma ocasião em que os céus e a terra serão dissolvidos, enquanto Isaías 65.17 e Apocalipse 21.1 falam de novos céus e nova terra como cumprimento do plano de DEUS. 
A Cosmogonia Bíblica e a Ciência Moderna
Alguns críticos bíblicos sustentam que não há reconciliação possível entre a cosmogonia (conceito da origem e desenvolvimento do Universo) bíblica e o que é aceito pela comunidade científica hoje. Alguns estudiosos da Bíblia, entendendo de modo literal numerosas figuras de linguagem no Antigo Testamento, argumentam que os hebreus acreditavam que o Universo consistia de uma terra plana sustentada por "colunas" colossais sobre um abismo de água. O "firmamento" (céu)23 em cima era uma arcada sólida que mantinha afastadas as águas (que ocasionalmente caíam pelas "janelas" da arcada) que estavam acima da terra. 24
H. J. Austel, rechaçando essa interpretação excessivamente literalista dos textos do Antigo Testamento, explica: "O emprego de semelhante linguagem figurada não obriga à adoção de uma cosmologia pagã, assim como o uso moderno da expressão 'pôr-do-sol' subentende ignorância astronômica. A linguagem figurada é frequentemente fenomeno- lógica, e é conveniente, além de causar vívido impacto".25
Mesmo levando-se em conta a linguagem figurada, persistem algumas dificuldades. Onde se encaixam os fósseis dos dinossauros na cosmologia bíblica? Existem evidências de um dilúvio global, poucos milhares de anos antes de CRISTO? Teria realmente a Terra 4,5 bilhões de anos de idade? A maioria dos evangélicos, convicta de que o mundo de DEUS há de concordar com a sua Palavra, busca respostas a estas intrigantes perguntas - e a outras também.
De modo geral, os cristãos evangélicos seguem um dos quatro modelos seguintes, que buscam harmonizar a revelação especial de DEUS (a Bíblia) com a revelação geral (o que observamos no Universo). São eles: (1) evolução teística; (2) teoria da lacuna, ou conceito da ruína e reconstrução; (3) criacionismo fiat, conhecido também por teoria da Terra jovem; e (4) criacionismo progressivo, denominado teoria do dia-época.
Examinaremos resumidamente os modelos acima, exceto a evolução teística. O estudo desta não nos servirá aqui a nenhum propósito útil porque os seus proponentes aceitam basicamente tudo quanto propõe a evolução secular, entendendo que DEUS apenas supervisionava o processo. Os proponentes da evolução teística costumam negar que yatsar 'asah sejam usados em sinonímia paralela nos relatos da criação, afirmando que, pelo contrário, incluem o conceito da evolução no decurso de longas épocas de tempo.
Neste estudo, são necessárias ainda certas generalizações. Mesmo que determinado escritor, dentro de certo modelo, não represente com exatidão o consenso deste em todos os seus pormenores, podemos, para atender aos nossos propósitos, aproveitar aquele como representante da posição global. Na realidade, nenhum autor individual concorda inteiramente com as conclusões de outros adeptos do mesmo conceito geral. E, finalmente, muitos autores não especificam a identidade do seu modelo.
Deixando de lado, por enquanto, a evolução teística, os outros três modelos concordam que a macroevolução - a transmutação de determinado tipo de organismo em um outro mais complexo (a evolução entre as espécies) - nunca aconteceu (no sentido de um réptil transformar-se em ave, ou um mamífero terrestre em mamífero aquático). Mesmo assim, concordam que a microevolução - pequenas mudanças dentro de organismos (a evolução dentro da espécie) - tem acontecido (como as mariposas que mudam de cor, as mudanças do comprimento do bico e das cores da plumagem de certas aves ou a variedade que observamos nos seres humanos, embora estes descendam todos de Adão e Eva). Concordam também que DEUS deve ser adorado como Criador e que Ele, de modo sobrenatural e sem a inteferência de qualquer causa ou agente (por atos criadores sobrenaturais e distintos entre si), criou os antepassados genéticos dos principais grupos de organismos de plantas e animais hoje conhecidos. E, finalmente, concordam que os seres humanos derivam o seu valor do fato de haverem sido criados diretamente à imagem de DEUS. No estudo que se segue, as áreas de concordância citadas neste parágrafo devem ser mantidas em posição de destaque.
A teoria da lacuna. Os proponentes da teoria da lacuna argumentam que houve, num passado muito remoto, uma "criação primitiva", referida em Gênesis 1.1. Isaías 45.18 declara: "Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o DEUS que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia [no hebraico, tohu], mas a formou para que fosse habitada". Este versículo, segundo a teoria da lacuna, comprova que Gênesis 1.2 não pode estar descrevendo a criação original de DEUS como vazia e sem forma (tohu), mas que era uma ordem perfeita, que continha uniformidade, complexidade e vida. 27
Esta teoria propõe que Satanás, que era arcanjo antes da sua queda, governava essa Terra pré-adâmica, um reino originalmente perfeito.28 Então ele, juntamente com as cidades e nações dos povos pré-adâmicos, rebelou-se, e a Terra (o seu domínio) foi amaldiçoada e destruída por uma inundação (cujos resultados são referidos em Gênesis 1.2: "a face do abismo"). Esse mesmo versículo indica que "a terra era sem forma e vazia". Arthur Custance argumenta que a frase "sem forma e vazia" alude a uma expansão arruinada e devastada como resultado de um julgamento e que deve, portanto, ser interpretada como "uma ruína e uma desolação". 29
Isaías 24.1 e Jeremias 4.23-26 são citados pelos adeptos da teoria da lacuna como evidências desse juízo cataclísmico (embora esses textos se refiram ao juízo futuro). E a declaração de JESUS em Mateus 13.35 - "desde a criação do mundo" - significaria "desde a derrocada do mundo".30 Afirmam ainda que o dilúvio citado em 2 Pedro 3.6-7 não é o de Noé - o contexto é "o princípio da criação" - mas um primeiro dilúvio, que destruiu o mundo pré-adâmico.31
Alguns proponentes apontam o acento disjuntivo rebhia, introduzido pelos rabinos medievais entre Gênesis 1.1 e 1.2 para indicar uma subdivisão.32 Além disso, a conjunção hebraica waw pode indicar "e", "mas" ou "ora". Então, optam por traduzir assim o versículo 2: "A terra tornou-se sem forma e vazia". Mas reconhecem que a Bíblia não declara o tempo que a Terra permaneceu nesse estado caótico (lacuna) - entre Gênesis 1.1 e 1.2.33 H. Thiessen diz: "O primeiro ato criador ocorreu no passado sem data, e entre ela e a obra dos seis dias há espaço bastante para todas as eras geológicas". 34
Os adeptos da teoria da lacuna declaram, no entanto, que DEUS finalmente reiniciou o processo criador na neocriação - ou reconstrução - descrita em Gênesis 1.3-31.35 Alegam ainda que a expressão "DEUS criou" leva em conta uma nova criação, uma nova moldagem do Universo, que não precisa estar restrita a um primeiro evento. Alguns desses teóricos entendem que os "dias" da criação duraram 24 horas. Outros, que os "dias" de Gênesis 1 são períodos indefinidamente longos.
Em Gênesis 1.28 - "Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" - a palavra "enchei", para eles, pode significar "encher de novo" uma Terra que já fora cheia em tempos anteriores.36 Alguns defendem que DEUS emprega a mesma palavra quando manda Noé "encher" a Terra, em Gênesis 9.1.
Além disso, creem que a aliança em Gênesis 9.13-15 (onde DEUS promete: "As águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne") pode sugerir que DEUS tenha empregado essa forma de julgamento em mais de uma ocasião, anteriormente.
Fósseis humanos antigos, juntamente com fósseis de dinossauros, são considerados evidências desse mundo pré-adâmico. A nota na Bíblia de Scofield explica: "E só relegar os fósseis à criação primitiva, e não sobra nenhum conflito entre a ciência e a cosmogonia de Gênesis". G. H. Pember declara:
Posto, portanto, que os remanescentes dos fósseis são de criaturas anteriores a Adão, mas mostram sinais evidentes da doença, da morte e da mútua destruição, devem ter pertencido a outro mundo e possuído uma história própria, manchada pelo pecado, história esta que culminou na ruína deles mesmos e de sua habitação.
A teoria da lacuna, no entanto, apresenta várias fraquezas. A língua hebraica não permite uma lacuna de milhões ou bilhões de anos entre Gênesis 1.1 e 1.2. O hebraico tem uma forma especial, que indica sequência e introduz aquela forma a partir de 1.3. Nada indica uma falta de sequência entre 1.1 el.2. Por isso, 1.2 pode muito bem ser assim traduzido: "Ora [no princípio] a terra era sem forma e vazia de habitantes".
Os atuais eruditos em Antigo Testamento geralmente reconhecem Gênesis 1.1 como uma introdução resumida à criação, cuja história o restante do capítulo relata com mais pormenores.38 O versículo não descreve um mundo pré-adâmico. Pelo contrário, apresenta ao leitor o mundo que DEUS criou, ainda sem forma e vazio. Ou seja: DEUS não criou a Terra com sua forma atual de continentes e montanhas, nem com pessoas já habitando nela. Nos três primeiros dias, Ele deu forma à criação; e nos três dias seguintes a encheu. O restante da Bíblia refere-se a esses dias como criação, e não como nova criação.
Acrescente-se que os verbos bara', yatsar e asaii são usados em paralelismo sinônimo em vários trechos de Gênesis e de outros livros da Bíblia.39 Devemos ser cautelosos em atribuir significado mais amplo a qualquer um desses verbos apenas por se conformarem melhor a determinada teoria. O verbo "enchei" (1.28 - ARC) não significa "encher de novo" alguma coisa que já foi cheia anteriormente. Significa simplesmente "encher".40 E o verbo "era" no versículo 2 ("a terra era sem forma e vazia") não deve ser traduzido por "tornou-se" ou "tornara-se" só para conformar-se à teoria da lacuna.41
Finalmente, a teoria da lacuna anula a si própria. Ao relegar as camadas fósseis ao mundo pré-adâmico, com o propósito de harmonizar Gênesis 1 com os dados científicos, não deixa evidência alguma de uma catástrofe global nos dias de Noé. Custance, o mais técnico dos proponentes da teoria da lacuna na segunda metade do século XX, notou essa dificuldade e optou por um dilúvio local, na Mesopotâmia e suas circunvizinhanças.42 Entretanto, Gênesis 6.7,13,177,19-23, 8.9,21 e 9.15,16 nitidamente destacam que a extensão do dilúvio era universal.
O críacionismo fiat. Outro modelo adotado pelos cristãos evangélicos hoje é o criacionismo fiat ou teoria da Terra jovem. Seus proponentes argumentam que as Escrituras devem ser interpretadas literalmente sempre que possível, para se chegar à verdade original pretendida pelo autor.43 Por isso, os criacionistas fiat sustentam que um cálculo geral pode ser feito com base na data da construção do Templo registrada em 1 Reis 6.1 (966-67 a.O), voltando até o surgimento do homem no sexto dia da criação. Embora os escritores bíblicos talvez não tivessem a intenção de promover um cálculo matemático dessa natureza, os resultados não deixarão de ser exatos, porque a Palavra de DEUS é inerrante. Esses versículos, portanto, parecem indicar não ter a Terra mais que dez mil anos de idade. 44
Os defensores da teoria da Terra jovem argumentam que DEUS criou o Universo pelo seu divino "Fiat", um decreto sobrenatural e imediato - Ele não precisaria de milhões ou bilhões de anos para levar a efeito o seu propósito. De acordo com esse ponto de vista, os dias da criação em Gênesis devem ser considerados literais, pois era assim que os hebreus entendiam o termo. Êxodo 20.11, explicando a razão da guarda do sábado, declara: "Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou" (veja também Mc 2.27). E inconcebível, dizem os criacionistas fiat, que DEUS tenha feito tal revelação a Moisés se os atos divinos da criação realmente abrangessem milhões de anos.45
Duvidam eles das vastas eras calculadas através das várias formas de datação radiométrica e levantam objeções, por diversos motivos. Primeiro: jamais poderão ser comprovadas as seguintes pressuposições da datação radiométricas: (1) que DEUS não criou a Terra já com a presença de locais radioativos e com elementos derivados (que também são o produto da decadência radioativa); (2) que o ritmo da decadência radioativa tem sido constante durante 4,5 bilhões de anos; e (3) que não houve lixiviação dos elementos precursores ou dos derivados, no decurso de 4,5 bilhões de anos.
Segundo: trabalhos recentes na área da física nuclear parecem lançar dúvidas sobre a datação com urânio-23 8. E terceiro: a datação radiométrica não é fidedigna porque, dependendo do método empregado, pode-se "comprovar" que a Terra tem uma centena ou até milhões de anos de idade. Logo, os vários métodos são grosseiramente incongruentes uns com os outros.
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Os adeptos do criacionismo fiat acreditam ainda que DEUS criou a biosfera inteira num estado maduro, em pleno funcionamento (com seres humanos e animais adultos, árvores frutíferas maduras etc), bem como o universo físico (a atmosfera, o solo rico em nutrientes, contendo matérias orgânicas mortas, a luz das estrelas já alcançando a Terra etc.). Henry Morris chama a isto "estado de perfeição funcional".47 Por isso, embora os teóricos do criacionismo fiat concordem que as mutações (quase sempre nocivas) e as variações horizontais (variedades de cães, por exemplo) aconteçam, negam que tenha ocorrido a macroevolução.
Finalmente, sustentam que quase todas - ou talvez todas - as camadas fósseis foram depositadas durante o dilúvio de Noé ou imediatamente após, enquanto as águas retrocediam.48 O dilúvio de Noé foi uma catástrofe global, precipitada pelo afloramento das águas subterrâneas, juntamente com o colapso de um manto de vapor de água que em certa época cobria o globo terrestre. Por isso, as camadas fósseis realmente servem a um propósito teológico: (1) são testemunhas silenciosas de que DEUS não permitirá que o pecado sem arrependimento continue indefinidamente, sem ser refreado; (2) testificam que DEUS já destruiu o mundo inteiro num ato de juízo no passado, e que Ele certamente tem capacidade para fazer o mesmo no futuro.49
A disposição das camadas fósseis depositadas pelo dilúvio coloca os dinossauros e os seres humanos modernos vivendo no mesmo período. E possível, no entanto, que os seres humanos daquela época não tivessem consciência da existência dos dinossauros (assim como a maioria das pessoas hoje nunca viu um urso ou uma onça na floresta). Os dinossauros eram herbívoros antes da queda do homem, assim como todos os outros animais da Terra (Gn 1.29,30; cf. 9.1-3). No Reino futuro e ideal de DEUS, os animais não devorarão uns aos outros (Is 11.6-965.25) e possivelmente voltarão ao seu estado de antes da Queda. Por isso, os proponentes do criacionismo fiat sustentam que não havia morte na "muito boa" criação de DEUS, antes da Queda (Gn 3; cf. Rm 5.12-211 Co 15.21-22).50 Os defensores da Terra jovem lembram que os outros modelos, que defendem uma Terra antiga, jamais explicaram a carnificina anterior à Queda.
A exemplo dos demais conceitos, o criacionismo fiat apresenta o seu quinhão de problemas. Alguns de seus proponentes, desejosos de reforçar seus argumentos com evidências, tendem a aceitar sem críticas as novas descobertas. Isto acontecia especialmente há alguns anos. Por exemplo, em certa ocasião fizeram publicidade das supostas pegadas humanas fossilizadas no leito do rio Paluxy, no Texas. Pesquisas posteriores, feitas por criacionistas, lançaram dúvidas sobre a identidade dessas pegadas, e as matérias publicadas a respeito foram subsequentemente retiradas.51 Exemplos semelhantes têm incluído a aceitação, por parte de alguns criacionistas da Terra jovem, de um sol que encolhe e de uma decadência recente da velocidade da luz - por um fator de dez milhões.52 A equidade exige a explicação de que boa parte da crítica e da rejeição dessas supostas evidências em favor da Terra jovem provém de dentro do próprio criacionismo fiat.
Outra fraqueza do criacionismo fiat manifesta-se na tendência à interpretação demasiadamente literalista das Escrituras. Não reconhece que palavras em hebraico possam ter mais de um significado, como acontece em português. Mesmo assim, alguns têm usado tais métodos para buscar apoio às doutrinas desse modelo.53 Naturalmente revela fraqueza também a marcante discordância com todas as formas da datação radiométrica, bem como a rejeição aos dados não-radiométricos que parecem indicar uma Terra mais velha.54
O criacionismo progressivo. O último modelo proposto pelos evangélicos é o criacionismo progressivo ou teoria do dia-época. Os proponentes desse modelo argumentam que os dias da criação, em Gênesis 1, conotam períodos parcialmente coincidentes de tempo indeterminado. Costumam indicar textos no Antigo Testamento em que "dia" significa algo mais amplo que um dia literal de 24 horas. Apontam os eventos de Gênesis 2.7-23, que incluíam dar nomes a todos os animais e aves, acontecidos na parte final do sexto "dia". Acreditam que DEUS criou vários protótipos de plantas e animais, em etapas diferentes e parcialmente coincidentes, a partir dos quais os processos de microevolução produziram a variedade de flora e fauna que observamos hoje.
Os defensores do criacionimo progressivo rejeitam a macroevolução e observam que os cientistas estão questionando cada vez mais "a legitimidade de extrapolar as observações microevolucionárias para a macroevolução". Reconhecem também que as genealogias da Bíblia não visavam a construção de uma cronologia exata.
Muitos entendem que Gênesis 1 foi escrito do ponto de vista de um observador hipotético da Terra. O versículo 1 simplesmente enfatiza que houve um começo real e que DEUS é o Criador de tudo. O versículo 2 descreve a Terra sem forma (sem continentes nem montanhas) e sem habitantes. Os versículos 3 e 4 falam da criação da luz, sem registrar sua proveniência. O versículo 5 indica que a Terra girava no seu eixo. Os versículos 6-8 descrevem a formação da atmosfera, com um manto de nuvens acima do oceano primevo. Os versículos 9 e 10 descrevem a formação de várias bacias oceânicas e a primeira massa terrestre, ou continente. Os versículos 11-13, com economia de expressões, tratam dos atos distintivos iniciais da criação da vida no planeta. Os versículos 14-19 oferecem um relato da criação do Sol, da Lua e das estrelas, que pela primeira vez devem ter-se tornado visíveis na Terra, devido a um rompimento pelo menos parcial da cobertura de nuvens. O restante de Gênesis 1 revela os últimos atos de uma criação progressiva, possivelmente concretizados com o decorrer do tempo.57
Muitos criacionistas progressivos acreditam que ainda estamos vivendo o sexto dia da criação e que o dia do repouso divino ocorrerá no estado eterno. Outros acreditam que estamos no sétimo dia da criação, porque a palavra "descansou" significa "cessou", e nenhum fim é indicado para o sétimo dia em Gênesis 2.3. Nada na Bíblia indica que DEUS esteja agora criando novos universos.
Pelo fato de serem os cristãos os mordomos da criação divina (Gn 1.28) e porque "os céus manifestam a glória de DEUS" (SI 19.1), esta teoria defende que a busca dos conhecimentos científicos deve "orientar-se para DEUS" ao invés de "orientar-se para os objetos" ou "para os conhecimentos". Rejeita a cosmovisão naturalista - mecanicista, humanista - que domina a ciência contemporânea. Embora continuem rejeitando as filosofias e especulações dos cientistas naturalistas, estão dispostos a reexaminar as Escrituras se algumas interpretações prévias da criação estiverem baseadas em teorias que pareçam desacreditadas pelas pesquisas científicas.59
O criacionismo progressivo entende que os registros fósseis preservados nas camadas geológicas são testemunhas silenciosas de períodos de tempo bastante longos. Reconhecem, porém, que os fósseis descendem em linha reta desde os tempos mais antigos.60 No tocante à teoria da Terra jovem, certo criacionista progressivo diz: "Por ter deixado de tratar de uma vasta quantidade de dados relevantes, o modelo da criação recente com dilúvio global é incapaz... de explicar uma grande diversidade de fenômenos geológicos".61
O criacionismo progressivo apresenta três fraquezas principais. A primeira é que alguns dos seus proponentes confiam demasiadamente na capacidade da ciência em reconhecer a verdade. Hugh Ross, por exemplo, oferece uma alternativa à "opinião da revelação única" (a Bíblia como exclusiva fonte autorizada da verdade): "uma teologia de dupla revelação" na qual a Bíblia (uma das formas de revelação) é interpretada à luz do que a ciência (outra forma igualmente autorizada de revelação) nos transmite.62 Em resumo, esse modelo de criacionismo tende a violar o princípio sola scriptura da Reforma. Reconhece, no entanto, que "o teísmo cristão está em confronto direto com o monismo naturalista da maioria dos evolucionistas". Empenha-se também em manter "a integridade bíblica do relato de Gênesis". Muitos de seus adeptos rejeitam o conceito de outros do mesmo arraial, que sustentam ser a revelação de DEUS na natureza tão autorizada quanto a da Bíblia. 63
A segunda fraqueza do criacionismo progressivo relaciona-se com a primeira. Ao rejeitar o criacionismo fiat, por considerar que este se baseia numa ciência obsoleta, permite o perigo de o pêndulo inclinar-se demais na direção oposta, resultando numa hermenêutica dependente exageradamente da ciência hodierna. Se tal acontecer, poderá produzir uma viúva teológica na geração seguinte - uma interpretação teológica com base em uma teoria científica abandonada.64 O filósofo evangélico J. P. Moreland lembra que a ciência existe em um estado constante de fluxo. O que hoje é considerado certo pode não ser considerado assim daqui a cinquenta anos. Moreland observa que a ciência tem mudado tanto nesses últimos duzentos anos que não é correto atribuir mudança na maneira de a ciência considerar o mundo e fornecer soluções aos seus problemas. Houve, na verdade, um abandono total das teorias e maneiras antigas de a ciência olhar o mundo, que foram substituídas por outras inteiramente novas - embora a terminologia permaneça inalterada. O mesmo acontecerá às teorias atuais. 65
A terceira fraqueza do criacionismo progressivo é a de consignar as camadas geológicas a vastas eras de deposição gradual, não deixando nenhuma evidência clara para um dilúvio universal, a não ser a própria Bíblia (Gn 6.7,13,177.19-238.9,219.15,16). Muitos dos cientistas evangélicos que adotam esse modelo sustentam a ideia de um dilúvio local. 66
Harmonizando os conceitos. Se todas as tentativas atuais para harmonizar a Bíblia com a ciência estão eivadas de dificuldades, por que considerá-las? Em primeiro lugar, porque algumas questões precisam ser respondidas, e estamos convictos de que, pelo fato de DEUS ser consistente e amar a verdade (Nm 23.19Tt 1.2Hb 6.181 Jo 5.20Ap 6.10), sua Palavra concordará com o seu mundo. Em segundo lugar, a própria Bíblia parece apelar a evidências para apoiar a crença (At 1.3; 1 Co 15.5-82 Pe 1.161 Jo 1.1-3). E parece sugerir que devemos ter algo inteligente para dizer a respeito da ciência e da Bíblia, se formos questionados (Cl 4.5,6Tt 1.91 Pe 3.15Jd 3).
Mesmo com suas dificuldades, as tentativas evangélicas de harmonizar os dados contribuem em muito para responder às perguntas dos crentes e dos incrédulos, igualmente.67 De forma resumida, apresentamos seis doutrinas primárias, com as quais são concordes todos esses modelos.
  1. É impossível a geração espontânea da vida oriunda da não-vida. Os que tentam criar a vida numa proveta usam meios de "armar o jogo"68 desonestamente a seu favor.
  2. Parece que as variações genéticas têm seus limites; não ocorrem em todas as direções, e as mutações sempre são prejudiciais.
  3. O processo da formação das espécies pode ser melhor explicado pelo isolamento ecológico que por processos macroevolucionários.
  4. O registro fóssil contém lacunas entre formas importantes de organismos vivos, deixando de fornecer elos na cadeia evolutiva (elos que estariam presentes aos milhares fosse verídico o evolucionismo).
  5. A homologia (semelhanças observadas nos organismos vivos) pode melhor ser explicada por um projeto inteligente e pelo reaproveitamento deliberado de padrões que por alegados ancestrais em comum.
  6. Quando os bioquímicos examinam a estrutura do DNA de vários organismos, encontram um padrão aleatório na sua composição química, e não a progressão incremental que aumenta de acordo com a complexidade - conforme exige o evolucionismo.
Sendo assim, o debate sobre o criacionismo tem gerado várias respostas relevantes às questões propostas. Seria útil, no entanto, se os proponentes de todos esses modelos reconhecessem que as Escrituras realmente não falam de modo tão específico a apoiar integralmente um modelo. Devemos tomar o cuidado de reconhecer plenamente o estado pecaminoso - caído - da humanidade (Jr 17.91 Co 2.14Tt 1.15,16). O pensamento humano não pode ser considerado uma capacidade neutra, objetiva e eficaz por si só, conforme lembra Eta Linnemann, que se converteu do método histórico-crítico de interpretação para a fé salvífica: "A necessária regulamentação dos pensamentos deve ocorrer através das Sagradas Escrituras. Elas controlam o processo intelectivo. Os pensamentos devem subordinar-se à Palavra de DEUS. Se as dificuldades surgirem, o pensamento humano duvida da sua própria sabedoria, mas não da Palavra de DEUS".69 O ESPÍRITO SANTO aplica a Palavra, e este princípio de orientação sobreviverá aos estragos do tempo.
 
A Criação e a Natureza dos Seres Humanos
Os propósitos de DEUS não podem ser separados da sua criação. DEUS criou o Universo objetivando comunhão eterna com a humanidade. Os escritores sagrados, de forma inequívoca, atribuem a criação - tudo que existe e "não é DEUS" - ao DEUS trino e uno. Sendo DEUS Criador, somente Ele merece nosso reverente temor e adoração. O fato de que o mesmo DEUS está agora sustentando o Universo oferece-nos confiança durante as provações da vida. Além disso, a cosmovisão bíblica (à luz criacionista) afirma que a criação física é basicamente ordeira (tornando possível a ciência) e benéfica à existência humana. Além disso, os seres humanos são "bons" quando em relacionamento com DEUS. E, finalmente, a totalidade da criação está avançando na direção do clímax redentor em JESUS CRISTO, nos "novos céus e nova terra".
A Terminologia Bíblica para a Humanidade
Os escritores do Antigo Testamento tinham numerosos termos à sua disposição ao descrever o ser humano. Talvez o mais importante, que ocorre 562 vezes, seja 'adam.10 Esse termo refere-se à raça humana (tanto homens quanto mulheres) como a imagem de DEUS e o ápice da criação (Gn 1.26-282.7). A humanidade foi criada por aconselhamento divino especial (v. 26) - segundo o tipo divino (vv. 26,27) - e colocada numa posição acima do restante da criação (v. 28). Os escritores bíblicos empregavam a palavra 'adam para conotar "humanidade" (substantivo) ou "humano" (adjetivo). Menos frequentemente, a palavra se refere ao homem individual, Adão. Outro termo genérico, encontrado 44 vezes no Antigo Testamento, é 'enosh, cujo significado predominante é "humanidade" (Jó 28.13; SI 90.3; Is 13.12). A palavra pode, às vezes, referir-se a um indivíduo, mas somente no sentido mais geral (Is 56.2). O termo 'ish, que aparece 2.160 vezes no Antigo Testamento, é mais específico. Indica um homem como indivíduo masculino ou marido, embora às vezes usado para a "humanidade" de modo geral, especialmente para distinguir entre DEUS e o homem.71 Os escritores do Antigo Testamento empregam o termo gever 66 vezes para retratar a juventude e a força, e até o aplicam a mulheres e crianças. Uma palavra correlata, gibbor, tipicamente refere-se a homens fortes, guerreiros - ou heróis.
Passando ao Novo Testamento, verificamos que o termo anthrõpos geralmente significa a "humanidade" e faz distinção entre os seres humanos e os animais (Mt 12.12), os anjos (1 Co4-9), JESUS CRISTO (Gl 1.12; embora Ele seja anthrõpos em Fp 2.71 Tm 2.5) e DEUS (Jo 10.33; At 5.29). A palavra anthrõpinos também distingue a humanidade dos animais na ordem divina da criação (Tg 3.7) e ocasionalmente assinala a distinção entre DEUS e o ser humano (At 17.24,25; 1 Co 4.3,4). As vezes, Paulo usa anthrõpinos ao mencionar as limitações inerentes ao ser humano (Rm 6.191 Co 2.13).72
Por causa do uso genérico de termos como 'adam, 'enosh, e anthrõpos, os crentes devem acautelar-se ao elaborar doutrinas que fazem distinção entre os papéis masculinos e os femininos. Muitas vezes, as versões bíblicas omitem a distinção entre os termos genéricos e os que especificam o sexo masculino. Mesmo quando usados os termos específicos para o sexo masculino (tais como 'ish ou gever, no Antigo Testamento, e anêr, no Novo Testamento), o ensino não deve ser limitado a apenas um dos sexos, pois não raro as palavras vão além do sentido restrito. A palavra "irmãos" (adelphoi), por exemplo, normalmente um termo específico do sexo masculino, muitas vezes inclui implicitamente as "irmãs".73
Os escritores sagrados frequentemente descrevem os seres humanos como criaturas pecaminosas, carentes de redenção. De fato, não podemos estudar a humanidade na Bíblia de modo abstrato, pois as declarações a este respeito "são sempre pronunciamentos parcialmente teológicos".74 Resumindo, os escritores retratam a humanidade a perverter o conhecimento de DEUS, em rebelião contra a sua lei (Gn 6.3,5;Rm 1.18-321 Jo 1.10). Esta a razão do apelo de CRISTO ao arrependimento (Mt 9.13Mc 1.15Lc 15.7Jo 3.15-18), sendo acompanhado nisto por vários autores do Novo Testamento. Realmente, "DEUS tem colocado os seres humanos como enfoque da sua atenção, visando redimi-los para si mesmo e habitar com eles para sempre". 75
 
A Origem da Raça Humana
Os escritores sagrados sustentam de modo consistente que DEUS criou os seres humanos. Os textos bíblicos mais precisos indicam que DEUS criou o primeiro homem diretamente do pó (úmido) da terra. Não há lugar aqui para o desenvolvimento paulatino de formas mais singelas de vida em outras mais complexas, tendo o ser humano como ponto culminante.76 Em Marcos 10.6, o próprio JESUS declara: "Desde o princípio da criação, DEUS os fez macho e fêmea". Não pode haver dúvida quanto ao desacordo do evolucionismo com o registro bíblico. A Bíblia indica com clareza que o primeiro homem e a primeira mulher foram criados à imagem de DEUS, no princípio da criação (Mc 10.6), e não formados no decurso de milhões de anos de processos macroevolucionários.
Num trecho curioso, Gênesis registra a criação especial da mulher: "E da costela que o Senhor DEUS tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão" (2.22). A palavra original traduzida por "costela" é tsela', termo este que não é usado em outra parte do Antigo Testamento nesse sentido. Em outros textos, significa o lado de uma colina, talvez um cume ou terraço (2 Sm 16.13), os lados da arca da aliança (Ex 25.12,14), uma câmara lateral de uma construção (1 Rs 6.5Ez 41.6) e as folhas de uma porta dobradiça (1 Rs 6.34). Por isso, a palavra pode significar que DEUS tomou parte do lado de Adão, inclusive ossos, carne, artérias, veias e nervos, posto a afirmação do próprio homem: "Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne" (Gn 2.23). A mulher foi feita "da mesma matéria" que o homem, compartilhava da mesma essência. Além disso, esse e outros textos deixam claro que a mulher foi alvo direto da atividade criadora de DEUS, da mesma maneira que o homem.
 
Os Componentes Básicos dos Seres Humanos
Quais os componentes básicos dos seres humanos? A resposta a esta pergunta usualmente inclui um estudo dos termos "mente", "vontade", "corpo", "alma" e "espírito". Realmente, os escritores sagrados empregam uma ampla variedade de termos para descrever os componentes essenciais dos seres humanos.
A Bíblia menciona "coração", "mente", "rins", "lombos", "fígado", o "íntimo" e as "entranhas" como componentes das pessoas, que contribuem para a capacidade distintivamente humana de reagir a certas situações. Em hebraico, a palavra "coração" (lev, levav) era usada no tocante ao órgão físico, porém mais frequentemente no sentido abstrato, para descrever a natureza interior, a mente ou pensamentos íntimos, os sentimentos ou emoções, os impulsos profundos e até mesmo a vontade. No Novo Testamento, "coração" (kardia) também significa o órgão físico, mas primariamente a vida interior com suas emoções, pensamentos e vontade, bem como a habitação do Senhor e do ESPÍRITO SANTO.
Os escritores do Antigo Testamento também empregavam o termo kilyah ("rins") para referir aos aspectos íntimos, secretos da personalidade. Jeremias, por exemplo, lamenta diante de DEUS os seus compatriotas insinceros: "Tu sempre estás nos seus lábios, mas longe dos seus rins" (Jr 12.2, literal). No Novo Testamento, nephroi ("rins") é usado uma só vez (Ap 2.23), quando JESUS adverte o anjo da igreja em Tiatira: "E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações" (ARA).
Às vezes, os escritores do Novo Testamento descrevem uma atitude com a palavra splanchna ("entranhas"; ou "coração", 1 Jo 3.17). JESUS "teve compaixão" da multidão (Mc 6.34; ver também 8.2). Em certo lugar, splanchna parece formar um paralelo com kardia (2 Co 6.12); ou ocorre onde poderíamos esperar a palavra pneuma ("espírito", 2 Co 7.15).
O Novo Testamento menciona ainda a "mente" (nous, dianoia) e a "vontade" (thelema, boulema, boulesis). A "mente" denota a faculdade da percepção intelectual, bem como a capacidade de fazer julgamentos morais. Em certas ocorrências no pensamento grego, parece formar um paralelo com o termo "coração" (lev) do Antigo Testamento. Em outros trechos, parece que os gregos distinguiam os dois (ver Mc 12.30). Ao considerar a "vontade," a "vontade ou volição humana pode ser representada, por um lado, como um ato da mente que se dirige a uma escolha livre. Mas, por outro lado, pode ser motivada por um desejo que provém pressuroso do inconsciente".77 Posto que os escritores sagrados usavam esses termos de várias maneiras (assim como fazemos na linguagem cotidiana), é difícil determinar com precisão, pelas Escrituras, onde termina a "mente" e começa a "vontade".
Observe que muitos dos termos estudado são um tanto ambíguos, e certamente coincidem parcialmente entre si em algumas ocasiões. Agora, nosso estudo passa aos termos "corpo", "alma" e "espírito". E possível incorporar todos os termos já mencionados em componentes como "alma" e "espírito"? Ou é artificial semelhante divisão, podendo-se esperar, no máximo, uma divisão material/imaterial?
Os escritores sagrados tinham uma ampla variedade de termos relativos ao "corpo". Para os hebreus, "carne" (basar, she'er) e "alma" (nephesh) podiam significar corpo (Lv 21.11Nm 5.2, onde o significado parece ser "cadáver"). "Força" (me'od) dizia respeito ao poder físico do corpo (Dt 6.5). Os escritores do Novo Testamento mencionam a "carne" (sarx, que às vezes significava o corpo físico), a "força" (ischus) do corpo (Mc 12.30) ou, mais frequentemente, o "corpo" (soma), que ocorre 137 vezes.
Quanto a alma, o termo primário dos hebreus era nephesh, que ocorre 755 vezes no Antigo Testamento. Mais frequentemente, esse termo abrangente significa meramente "vida", "próprio-eu", "pessoa" (Js 2.131 Rs 19.3; Jr 52.28). Quando usado nesse sentido amplo, nephesh descreve o que somos: almas, pessoas (neste sentido, não "possuímos" alma ou personalidade).78 Às vezes nephesh podia significar a "vontade" - ou "desejo" - de uma pessoa (Gn 23.8Dt 21.14). Ocasionalmente, porém, destaca aquele elemento nos seres humanos que possui vários apetites: a fome física (Dt 12.20), o impulso sexual (Jr 2.24) e o desejo moral (Is 26.8,9), no Antigo Testamento. Em Isaías 10.18 nephesh ocorre juntamente com "carne" (basar), aparentemente para denotar a pessoa inteira. 79
Os escritores do Novo Testamento usaram psuchê 101 vezes para descrever a alma humana. No pensamento grego, a "alma" pode ser: (1) a sede da vida, ou a própria vida (Mc 8.35); (2) a parte interna do ser humano, equivalente ao ego, à pessoa ou à personalidade (a Septuaginta traduz o heb. lev — "coração" - por psuchê 25 vezes); ou (3) a alma por contraste com o corpo. O termo psuchê, como elemento conceituai dos seres humanos, provavelmente significa "discernimento, vontade, disposição, sensações, poderes morais"80 (Mt 22.37). Não é fácil, porém, traçar linhas divisórias definitivas entre os muitos significados dessa palavra.
O termo ruach é "espírito", encontrado 387 vezes no Antigo Testamento. Embora o significado básico seja "ar em movimento", "vento", "sopro", "hálito", ruach também denota "a totalidade da consciência imaterial do homem" (Pv 16.32Is 26.9). Em Daniel 7.15, ruach está contido no seu invólucro, o "corpo".81 J. B. Payne indica que tanto nephesh quanto ruach podem partir do corpo na ocasião da morte e, mesmo assim, existir num estado separado dele (Gn 35.18; SI 86.13). 82
No Novo Testamento, o termo pneuma basicamente significa "vento" ou "hálito", referindo-se ao "espírito" de um homem ou de uma mulher. E o poder que as pessoas experimentam e que as relacionam com "o âmbito espiritual, a dimensão da realidade que jaz além da observação comum e do controle humano". O espírito, portanto, vincula os seres humanos ao mundo espiritual e os ajuda a interagir nessa dimensão. Em outras ocorrências, porém, por ocasião da morte, o espírito se afasta, e o corpo cessa de representar a pessoa inteira (Mt 27.50Lc 23.46; At 7.59). 83
Depois desta breve resenha de termos bíblicos, permanecem algumas perguntas: Quais os elementos constituintes mais fundamentais dos seres humanos? Todos os termos aqui estudados podem ser classificados segundo a divisão "corpo, alma e espírito"? Devemos contrastar apenas o material com o imaterial? Ou devemos considerar que os seres humanos são uma unidade e, portanto, indivisíveis?
O tricotomismo. Os tricotomistas sustentam que o ser humano é constituído de três elementos: corpo, alma e espírito. A composição física dos seres humanos é a parte material da sua constituição que os une aos demais seres viventes, inclusive as plantas e os animais. As plantas, os animais, os seres humanos, todos podem ser descritos em termos de existência física.
A "alma" é considerada o princípio da vida física ou animal. Os animais possuem uma alma básica e rudimentar: apresentam evidências de emoções e são descritos com o termo psuchê em Apocalipse 16.3 (ver também Gn 1.20, onde são descritos como nephesh chayyah, "de alma vivente" no sentido de "indivíduos vivos" dotados de certa medida de personalidade). Os seres humanos e os animais são distintos das plantas, em parte pela capacidade de expressar sua personalidade individual.
O "espírito" é considerado um poder sublime que estabelece os seres humanos na dimensão espiritual e os capacita à comunhão com DEUS.5 Pode-se distinguir o espírito da alma, sendo aquele "a sede das qualidades espirituais do indivíduo, ao passo que nesta residem os traços da personalidade". Embora distintos entre si, não é possível separar alma e espírito. Pearlman declara: "A alma sobrevive à morte porque é energizada pelo espírito, mas alma e espírito são inseparáveis porque o espírito está entretecido na própria textura da alma. São fundidos e caldeados numa só substância". 84
Textos bíblicos que parecem apoiar o tricotomismo incluem 1 Tessalonicenses 5.23, onde Paulo pronuncia a bênção: "E todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO". Em 1 Coríntios 2.14-3.4, Paulo refere-se aos seres humanos como sarkikos (literalmente: "carnal" 3.1,3), psuchikos (literalmente: "segundo a alma", 2.14) e pneumatikos (literalmente: "espiritual", 2.15). Esses dois textos parecem demonstrar de forma ostensiva três componentes elementares. Vários outros textos parecem distinguir alma e espírito (1 Co 15.44Hb 4.12).
O tricotomismo é bastante popular nos círculos conservadores. H. O. Wiley, porém, indica que erros podem ocorrer quando seus vários componentes ficam fora de equilíbrio. Os gnósticos, antigo grupo religioso sincretista que adotava elementos tanto do paganismo quanto do Cristianismo, sustentavam que, se o espírito emanava de DEUS, era imune ao pecado. Os Apolinarianos, grupo herético do século IV condenado por vários concílios eclesiásticos, acreditavam que CRISTO possuía corpo e alma, mas que o espírito humano fora substituído pelo Logos divino. Placeu (1596-1655 ou 1665), da Escola de Samur, na França, ensinava que somente o pneuma era criado diretamente por DEUS. A alma, dizia, era mera vida animal e perecia com o corpo. 85
O dicotomismo. Os dicotomistas sustentam apenas dois elementos constituintes dos seres humanos: o material e o imaterial. Observam que, nos dois Testamentos, as palavras "alma" e "espírito" às vezes são usadas de modo intercambiável. Parece que assim ocorre com a colocação paralela de "espírito" e "alma" em Lucas 1.46,47: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em DEUS, meu Salvador" (ver também Jó 27.3). Muitos texto bíblicos parecem subentender uma dupla divisão nos seres humanos, sendo que "alma" e "espírito" são usados como sinônimos. Em Mateus 6.25, o Senhor JESUS adverte: "Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida [psuchê], pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir". Em Mateus 10.28, Ele diz: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma". Em 1 Coríntios 5.3, porém, Paulo fala em estar "ausente no corpo" (soma) mas "presente no espírito" (pneuma), sendo que os dois aspectos aparentemente abrangem a pessoa total. Além disso, há ocasiões em que perder o pneuma significa-morrer (Mt 27.50Jo 19.30), assim como perder a psuchê envolve a morte (Mt 2.20Lc 9.24).
A dicotomia é "provavelmente o conceito mais sustentado no decurso da maior parte da história do pensamento cristão".86 Seus adeptos, assim como acontece entre os tricotomistas, têm a capacidade de declarar e defender suas opiniões sem cair em erros doutrinários. Pearlman declara: "Os dois pontos de vista são corretos, sendo devidamente compreendidos".87 Quando, porém, os componentes do dicotomismo perdem o equilíbrio, podem surgir erros.
Os gnósticos adotavam um dualismo cosmológico, cujo impacto sobre o seu conceito dos seres humanos era significativo. Diziam que o Universo estava dividido entre um lado imaterial, espiritual, que era intrinsecamente bom, e um lado material, físico, intrinsecamente mau. Um abismo intransponível fazia a separação entre esses dois. aspectos do Universo. Paradoxalmente, os seres humanos eram formados por esses dois componentes. Como consequência dessa natureza dualista, os seres humanos podiam optar por um destes dois comportamentos: (1) pecar à vontade, pois o espírito bom nunca será maculado pelo corpo mau; (2) castigar o corpo mediante disciplinas ascéticas, por ser ele mau.
Na era moderna, Erickson cita erros doutrinários dentro da teologia liberal, tais como: (1) alguns liberais acreditam não ser o corpo parte essencial da natureza humana, ou seja, a pessoa pode funcionar muito bem sem ele; (2) alguns liberais chegam ao ponto de apontar a ressurreição da alma em substituição à doutrina bíblica da ressurreição do corpo. 88
O monismo. O monismo, também uma cosmovisão, remonta "aos filósofos pré-socráticos que apelavam a um único princípio unificador para explicar toda a diversidade da experiência observada".89 No entanto, pode adotar um enfoque muito mais estreito, e o faz quando se aplica ao estudo dos seres humanos. Os monistas teológicos argumentam que os vários componentes dos seres humanos descritos na Bíblia perfazem uma unidade indivisível e radical. Parcialmente, o monismo era uma reação neo-ortodoxa ao liberalismo, que havia proposto uma ressurreição da alma, mas não a do corpo. Veremos, porém, que o monismo, ao reagir corretamente contra o erro do liberalismo, apresenta seus próprios problemas.
Os monistas defendem que, onde o Antigo Testamento emprega a palavra "carne" (basar), os escritores do Novo Testamento aparentemente empregam tanto "carne" (sarx) quanto "corpo" (soma). Qualquer desses termos pode referir-se ao ser humano inteiro porque, nos tempos bíblicos, ele era considerado um ser unificado. Segundo o monismo, pois, devemos considerar o ser humano como um todo unificado, e não como vários componentes que podem ser individualmente identificados e classificados. Quando os escritores sagrados falam de "corpo e alma... deve-se considerar uma descrição exaustiva da-personalidade humana. No conceito do Antigo Testamento", cada pessoa individual "é uma unidade psicofísica, carne animada pela alma". 90
A dificuldade do monismo, obviamente, é o fato de não deixar lugar para um estado intermediário entre a morte a ressurreição física no futuro. Esse ponto de vista discorda de numerosos textos bíblicos.91 JESUS também faz clara referência ao corpo e à alma como elementos divisíveis quando adverte: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma" (Mt 10.28).
Tendo passado em revista várias opiniões a respeito do ser humano e observado possíveis erros dentro de cada posição, estamos prontos a formular uma síntese. Os escritores sagrados, segundo parece, empregam os termos de várias maneiras. "Alma" e "espírito" às vezes parecem sinônimos, ao passo que em outras ocasiões se apresentam distintos. Vários termos bíblicos, na realidade, parecem descrever a totalidade da pessoa humana, ou do próprio-eu, inclusive "homem", "carne"', "corpo" e "alma", bem como o substantivo composto "carne e sangue". O Antigo Testamento, talvez mais obviamente que o Novo, vê a pessoa individual como um ser unificado. Os seres humanos são humanos por causa de tudo quanto são. Fazem parte do mundo espiritual e podem relacionar-se com a realidade espiritual. São criaturas com emoções, vontade e moral. Fazem parte do mundo físico e podem, portanto, ser identificados como "carne e sangue" (Gl 1.16Ef 6.12Hb 2.14). O corpo físico, criado por DEUS, não é inerentemente mau (era o que os gnósticos argumentavam, e parece que alguns cristãos assim acreditam hoje).
O ensino bíblico a respeito da natureza pecaminosa do ser humano caído é que todo ele está afetado, não apenas uma parte. 92 Além disso, os seres humanos - conforme os conhecemos e a Bíblia identifica - não podem herdar o Reino de DEUS (1 Co 15.50). Em primeiro lugar, é necessária uma mudança essencial. Acrescente-se que, quando o componente imaterial do ser humano parte, por ocasião da morte, nenhum dos dois elementos em separado pode ser descrito como um ser humano. O que permanece na terra é um cadáver, e o que partiu a estar com CRISTO, um ser desencarnado, imaterial, ou espírito (que tem existência consciente pessoal, mas não "plenamente humana"). Na ressurreição do corpo, o espírito será reunido com um corpo ressurreto, transformado e imortal (1 Ts 4.13-17), e, mesmo assim, nunca mais será considerado humano, na concepção atual (1 Co 15.50).
Considerar o ser humano uma unidade condicional resulta em várias implicações. Primeira: o que afeta um elemento do ser humano afeta a pessoa inteira. A Bíblia vê a pessoa como um ser global, "e o que toca numa parte afeta a totalidade". Em outras palavras, uma pessoa portadora de doença crônica (no corpo) por certo terá afetadas as emoções e a mente e até o canal da comunhão normal com DEUS. Erickson observa: "O cristão que deseja ter saúde espiritual dedicará atenção a questões tais como a dieta, o repouso e o exercício".93 De modo semelhante, a pessoa que sofre certas pressões mentais poderá manifestar sintomas físicos ou até mesmo doenças físicas.
Segunda: os conceitos bíblicos de salvação e santificação não devem ser considerados como a redução do corpo mau à escravidão do espírito bom. Quando os escritores do Novo Testamento mencionam a "carne" num sentido negativo (Rm 7.188.42 Co 10.2,32 Pe 2.10), falam da natureza pecaminosa, e não especificamente do corpo físico. No processo da santificação, o ESPÍRITO SANTO renova a pessoa inteira. De fato, somos inteiramente uma "nova criatura" em CRISTO JESUS (2 Co 5.17).
A Origem da Alma
Ninguém no campo da medicina ou da biologia discute a origem do corpo físico do ser humano. Na concepção, quando o espermatozóide se une ao óvulo, a molécula de DNA deste desenrola-se e une-se à daquele, formando uma célula inteiramente nova (zigoto). Essa nova célula viva é tão diferente que, depois de se afixar à parede uterina, o corpo da mãe reage, enviando anticorpos para eliminar o intruso não reconhecido. Somente alguns aspectos especiais e inatos do novo organismo o guardam da destruição. 94
Por isso é incorreta a expressão "meu corpo", empregada pelas defensoras do aborto quando falam do embrião ou do feto - em qualquer estágio. O organismo desenvolvido no útero da mãe é, na realidade, um corpo individual, diferente. A partir da concepção, esse corpo distinto produzirá mais células, e todas elas manterão o padrão único dos cromossomos do zigoto original. Está claro, portanto, que o corpo humano tem sua origem no ato da concepção.
A origem da alma é mais difícil de ser determinada. Visando os propósitos do estudo que se segue, definiremos "alma" como a totalidade da natureza imaterial do ser humano (que abrange os termos bíblicos "coração", "rins", "entranhas", "mente", "alma", "espírito" etc). As teorias da origem da alma que buscam bases na Bíblia95 são três: a preexistência, o criacionismo (DEUS cria diretamente cada alma) e o traducianismo (cada alma é derivada da alma dos pais).
A teoria da preexistência. Segundo esta teoria, uma alma criada por DEUS em tempos passados entra no corpo humano em algum momento do desenvolvimento inicial do feto. Mais especificamente, a alma de cada pessoa tinha existência consciente e pessoal num estado prévio. Essas almas pecam, em vários graus, nesse estado preexistente, e por isso são condenadas a "nascer neste mundo num estado de pecado e em conexão com um corpo material". O proponente cristão mais importante desse ponto de vista foi Orígenes, o teólogo de Alexandria (c. de 185 - c. de 254). Ele sustentava que o estado presente da existência que observamos agora (o indivíduo alma/corpo) é apenas uma etapa na existência da alma humana. Hodge aprimora o conceito de Orígenes: "Tem passado por inúmeras outras épocas e formas de existências anteriores, e ainda há de passar por incontáveis épocas semelhantes no futuro". 96
Devido às suas dificuldades insuperáveis, a teoria da preexistência nunca conquistou muitos adeptos. (1) Baseia-se na noção pagã de que o corpo é inerentemente mau e, portanto, uma forma de castigo para a alma. (2) A Bíblia nunca menciona a criação de seres humanos anteriores a Adão ou qualquer apostasia da humanidade antes da queda, em Gênesis 3. (3) A Bíblia jamais atribui nossa presente condição a alguma causa anterior ao pecado de nosso primeiro pai, Adão (Rm 5.12-211 Co 15.22).
A teoria do criacionismo. De acordo com esta teoria, "cada alma individual deve ser considerada uma criação imediata de DEUS, que deve sua origem á um ato criador direto".97 A cronologia exata da criação da alma e de sua união com o corpo não é assunto levantado nas Escrituras (por essa razão, as análises dos proponentes e antagonistas dessa teoria são um pouco vagas). Entre os adeptos da teoria do criacionismo estão Ambrósio, Jerônimo, Pelágio, Anselmo, Aquino e a maioria dos teólogos católicos romanos e reformados. As evidências bíblicas usadas para reforçá-la são os textos que atribuem a DEUS a criação da "alma" e do "espírito" (Nm 16.22Ec 12.7Is 57.16Zc 12.1Hb 12.9).
Alguns dos que a rejeitam argumentam que as Escrituras também asseveram que DEUS criou o corpo (SI 139.13,14; Jr 1.5). "Não hesitamos, porém, em interpretar esses últimos textos como expressões da criação mediata, e não imediata", diz Augustus Strong. 98 Além disso, a teoria do criacionismo não leva em conta a tendência inerente das pessoas ao pecado.
O traducianismo. Strong cita Tertuliano, o teólogo africano (c. de 160 - c. de 230), Gregório de Nyssa (330 - c. de 395) e Agostinho (354-430), que comentaram favoravelmente o traducianismo,99 embora nenhum deles forneça uma explicação integral. Mais recentemente, os reformadores luteranos, de modo geral, aceitavam o traducianismo. O termo "traduciano" provém do verbo latino traducere ("levar ou trazer por cima", "transportar", "transferir"). Sustenta que "a raça humana foi criada imediatamente em Adão, no que diz respeito à alma como também ao corpo, e que ambos são propagados da parte dele para a geração natural".100Em outras palavras, DEUS outorgou a Adão e Eva os meios pelos quais eles (e todos os seres humanos) teriam descendentes à sua própria imagem, perfazendo, assim, a totalidade da pessoa material-imaterial.
Gênesis 5.1 registra: "No dia em que DEUS criou o homem, à semelhança de DEUS o fez". Por contraste, Gênesis 5.3 declara: "E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem". DEUS outorgou a Adão e Eva a capacidade de gerar filhos de composição semelhante à deles mesmos. E, na declaração de Davi: "Em pecado me concebeu minha mãe" (SI 51.5), temos evidências de que ele herdou dos pais, ao ser concebido, uma alma com tendência ao pecado. Finalmente, em Atos 17.26, Paulo declara: "DEUS... de um só fez toda a geração dos homens", que subentende que tudo quanto se constitui em "humanidade" provém de Adão. Para os proponentes do traducianismo, o aborto, em qualquer etapa do desenvolvimento do zigoto, do embrião ou do feto significa pôr fim a uma vida plenamente humana.
Os oponentes do traducianismo objetam que, se os pais geram uma alma assim como um corpo, aquela é reduzida a uma substância material. Os traducianistas respondem que este fato não leva necessariamente a essa conclusão. A própria Bíblia não demonstra com exatidão o processo de procriação da alma. Os mesmos oponentes argumentam também que o traducianismo estaria afirmando que CRISTO participou da natureza pecaminosa ao nascer de Maria. Os traducianistas respondem que o ESPÍRITO SANTO santificou o que JESUS recebeu da parte de Maria, protegendo-o de qualquer sinal de tendência pecaminosa. 101
A Unidade da Humanidade
A doutrina da unidade da humanidade prega que todos os seres humanos, masculinos e femininos, de todas as raças, tiveram sua origem em Adão e Eva (Gn 1.27,282.7,223.209.19; At 17.26). Que tanto os homens quanto as mulheres estão inclusos na imagem de DEUS, está claro em Gênesis 1.27: "Macho e fêmea os criou" (ver também Gn 5.1,2). A lição é que todos os seres humanos, de ambos os sexos e pertencentes a todas as raças, classes econômicas e faixas etárias, levam igualmente a imagem divina e, portanto, são de igual valor aos olhos de DEUS.
Desde que a Bíblia revela terem sido os dois sexos da raça humana feitos à imagem de DEUS, não há justificativa para os homens considerarem inferiores as mulheres. A palavra "adjutora" (Gn 2.18) também é usada frequentemente (traduzida como "ajuda") a respeito do próprio DEUS (Ex 18.4) e não indica uma categoria inferior.102 Além disso, quando o Novo Testamento coloca a esposa em subordinação funcional ao marido (Ef 5.24Cl 3.18Tt 2.51 Pe 3.1), não significa que a mulher seja inferior ao homem, nem que essa subodinação seja geral. O padrão neotestamentário é que a esposa esteja subordinada ao seu próprio marido. 103
O verbo "sujeitar-se" (grego hupotassõ), empregado nos quatro textos referentes à submissão, também é empregado em 1 Coríntios 15.28, onde Paulo declara que o Filho "se sujeitará" ao Pai.104 Mesmo assim, todos os crentes entendem aqui uma sujeição administrativa - o filho, de modo algum, é inferior ao pai. O mesmo pode ser dito dos textos a respeito da esposa e do marido. Embora DEUS tenha ordenado papéis funcionais diferentes aos vários membros da família, a nenhum desses membros se atribui valor menor que o do seu líder administrativo. Realmente, o apóstolo Paulo ensina que em CRISTO "não há macho nem fêmea" (Gl 3.28). As bênçãos, promessas e provisões do Reino de DEUS estão à disposição de todos, igualmente.
O racismo torna-se insustentável ao se levar em conta a origem da raça humana em Adão e Eva. Pelo contrário, são outras as distinções que a Bíblia focaliza. Por exemplo, os escritores do Antigo Testamento mencionam "semente", "descendente" (zera'); "família", "clã", "parentela" (mishpachah); "tribo" (matteh, shavet), para as divisões gerais pela linhagem biológica; e "língua" (lashon), para divisões por idioma. Seguindo um padrão semelhante, os escritores do Novo Testamento mencionam "descendente", "família", "nacionalidade" (genos); "nação" (ethnos); e "tribo" (phulê).
Os escritores bíblicos não tinham absolutamente preocupação com a raça, como distinção entre cor e textura dos cabelos, cor da pele e dos olhos, estatura, proporções físicas e coisas semelhantes. M. K. Mayers conclui: "A Bíblia não se refere ao termo 'raça'; e nenhum conceito de raça é desenvolvido na Bíblia". Por isso, os mitos raciais de que a maldição de Caim trouxe ao mundo a raça negra, ou que a maldição de Cão era ficar com a pele escura, devem ser rejeitados.105 Ao invés, Gênesis 3.20 simplesmente declara: "E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era a mãe de todos os viventes".
No Novo Testamento, o evangelho de CRISTO invalidou todas as distinções entre os seres humanos - que existiam no século I d.C. Incluíam divisões entre judeus e samaritanos (Lc 10.30-35); judeus e gentios (At 10.34,35; Rm 10.12); judeus e incircuncisos, bárbaros e citas (Cl 3.11); homens e mulheres (Gl 3.28); escravos e livres (Gl 3.28Cl 3.11). Em Atos 17.26 Paulo declara: "DEUS... de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra". No versículo seguinte, o apóstolo revela o propósito de DEUS nesse ato criador: "... para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar" (17.27). A luz de textos bíblicos como estes, não resta a mínima possibilidade de se sustentar uma teoria racista baseada em algum suposto apoio da Bíblia.
Finalmente, não há maneira de se estabelecer categorias de valor humano com base nas condições econômicas ou na idade. O propósito de DEUS para a humanidade é que conheçamos, amemos e sirvamos a Ele. DEUS nos criou "com a capacidade de conhecê-lo. Essa é a característica distintiva fundamental... que toda a humanidade tem em comum".106 Por isso, qualquer avaliação ou classificação do valor intrínseco de algum grupo de seres humanos deve ser rejeitada como artificial e antibíblica.
 
A Imagem de DEUS nos Seres Humanos
A Bíblia afirma que os seres humanos foram criados à imagem de DEUS. Gênesis 1.26 registra as palavras do Criador: "Façamos o homem ['adam - "humanidade"] à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (ver também 5.1). Outros textos bíblicos demonstram com clareza que os seres humanos, embora descendentes de Adão e Eva e já caídos (ao invés de criados diretamente por DEUS), continuam a levar a imagem de DEUS (Gn 9.61 Co 11.7Tg 3.9).
Os termos hebraicos em Gênesis 1.26 são tselem e demuth. Tselem, empregado 16 vezes no Antigo Testamento, refere-se basicamente a uma imagem ou modelo funcional. Demuth, empregado 26 vezes, refere-se, de modo variado, a semelhanças visuais, audíveis e estruturais num desenho, padrão ou forma. Esses termos parecem estar explicados na continuação (vv. 26-28), quando a humanidade recebe poder para subjugar a Terra (ou seja, controlá-la pelo conhecimento, por saber aproveitá-la) e governar (de modo benéfico) as demais criaturas (ver também SI 8.5-8).
O Novo Testamento emprega as palavras eikõn (1 Co 11.7) e homoiõsis (Tg 3.9). Eikõn geralmente significa "imagem", "semelhança", "forma" ou "aparência" em toda a sua gama de usos. Homoiõsis significa "semelhança", "correspondência", "aparência semelhante". Posto que os termos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, parecem ter sentido amplo e intercambiável, devemos olhar para além dos estudos lexicógrafos a fim de determinar a natureza da imagem de DEUS.
Antes de afirmarmos o que é a imagem de DEUS, explicaremos resumidamente o que ela não é. A imagem de DEUS não é uma semelhança física - opinião esta abraçada pelos mormons e por Swedenborg. A Bíblia declara que DEUS, que é ESPÍRITO onipresente, não pode ser limitado a um corpo físico (Jo 1.184.24Rm 1.20Cl 1.151 Tm 1.176.16). O Antigo Testamento utiliza, de fato, termos como "o dedo de DEUS" ou o "braço de DEUS" para expressar o seu poder. Também fala de suas "asas" e "penas" para expressar o seu cuidado protetor (SI 91.4). Esses termos, porém, são antropomorfismos, figuras de linguagem empregadas para retratar algum aspecto da natureza ou do amor de DEUS.107 DEUS advertiu Israel de que não deveria fazer imagens para adorar, pois quando Ele falou ao seu povo, no Horebe (monte Sinai), não foi vista "semelhança nenhuma" (Dt 4.15). Qualquer forma física seria contrária ao que DEUS realmente é.
Outro erro, talvez uma versão moderna da mentira da serpente em Gênesis 3.5, é que a imagem de DEUS faz dos seres humanos "pequenos deuses".108 Certamente, "a exegese e a hermenêutica sadias são, e sempre serão, o único antídoto eficaz contra muitas doutrinas 'novas', a maioria das quais não passam de heresias antigas". 109
Identificadas as posições a serem evitadas, atentemos para o conceito bíblico. Vários textos do Novo Testamento oferecem alicerce à nossa definição de imagem de DEUS na pessoa humana. Em Efésios 4-23,24, Paulo relembra aqueles crentes de que foram ensinados assim: "Que vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem, que, segundo DEUS, é criado em verdadeira justiça e santidade". Em outro trecho, o apóstolo diz que a razão de fazermos escolhas morais apropriadas está em nos vestirmos do novo homem, "que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" (Cl 3.10).
Esses versículos indicam que a imagem de DEUS pertence à nossa natureza moral-intelectual-espiritual. Explicando melhor: a imagem de DEUS na pessoa humana é algo que somos, e não algo que temos ou fazemos. Esta opinião está em perfeito acordo com o que já estabelecemos como propósito de DEUS na criação da humanidade. Primeiro: o homem foi criado para conhecer, amar e servir a DEUS. Segundo: relacionamo-nos com outros seres humanos e temos a oportunidade de exercer o domínio apropriado sobre a criação de DEUS. A imagem de DEUS em nós ajuda-nos a fazer exatamente essas coisas.
Wiley, chamando nossa atenção à natureza específica da imagem de DEUS, distingue entre a "imagem natural ou essencial de DEUS no ser humano" e a "imagem moral ou incidental de DEUS que existe no ser humano".110 Com "imagem natural de DEUS" queremos dizer o que é essencialmente humano nos seres humanos e que, portanto, os distingue dos animais. Isto inclui a espiritualidade, ou a capacidade de reconhecer e ter comunhão com DEUS. Além disso, Colos-senses 3.10 afirma que a imagem de DEUS inclui o conhecimento, ou o intelecto, por meio do qual temos a capacidade incomparável de manter comunicação inteligente com DEUS e uns com os outros - com uma qualidade totalmente desconhecida no mundo animal. 111
Somente os seres humanos, na criação de DEUS, possuem a virtude da imortalidade. Mesmo depois de rompida a comunhão entre DEUS e a humanidade, na Queda (Gn 3), a cruz de CRISTO provideciou meios que possibilitam a comunhão com DEUS por toda a eternidade. Finalmente, segundo o contexto de Gênesis 1.26-28, a imagem de DEUS inclui, sem dúvida, um domínio provisório (com a responsabilidade de cuidar devidamente) sobre as criaturas da Terra.
A respeito da imagem moral de DEUS nos seres humanos, "DEUS fez ao homem reto" (Ec 7.29). Até mesmo os pagãos, que não possuem conhecimento da lei escrita de DEUS, conservam uma lei moral escrita por Ele em seus corações (Rm 2.14,15). Em outras palavras, somente os seres humanos possuem a capacidade de sentir o que é certo e errado, bem como o intelecto e a vontade necessários para escolher entre eles. Por esta razão, os seres humanos são chamados livres agentes morais. Diz-se também que possuem autodeterminação. Efésios 4.22-24 parece indicar que a imagem moral de DEUS, embora não completamente erradicada na Queda, foi afetada negativamente até certo ponto. Para ter restaurada a imagem moral "em verdadeira justiça e santidade", o pecador precisa aceitar a CRISTO e se tornar uma nova criação.
Vale a pena mencionar mais uma palavra a respeito da liberdade volitiva desfrutada pelos seres humanos. Estes, mesmo possuindo tal liberdade, são incapazes de escolher a DEUS.112 DEUS, portanto, pela sua bondade, equipa as pessoas com uma medida de graça que as capacita e prepara a corresponder ao Evangelho (Jo 1.9Tt 2.11). O propósito de DEUS era ter comunhão com as pessoas que de livre vontade resolvessem aceitar sua chamada universal à salvação. Em conformidade com esse propósito divino, DEUS outorgou aos seres humanos a capacidade de aceitá-lo ou rejeitá-lo. A vontade humana foi liberta o suficiente para "voltar-se para DEUS", "arrepender-se" e "crer".113 Logo, quando cooperamos com o ESPÍRITO que nos chama e aceitamos a CRISTO, essa cooperação não é o meio da renovação. Pelo contrário, é o fruto da renovação. Para os crentes bíblicos de todas as denominações, a salvação é cem por cento externa (uma dádiva imerecida de um DEUS gracioso). DEUS nos tem dado graciosamente aquilo que necessitamos para cumprir o seu propósito na nossa vida: conhecer, amar e servir a Ele.
Perguntas do Estudo
  1. O que significa a frase "criação ex nihilo", e que evidências bíblicas existem em favor dessa doutrina?
  2. Por que os cristãos devem envolver-se na tentativa de harmonizar os dados bíblicos com os dados científicos?
  3. Que bom resultado tem havido no debate atual entre os proponentes dos vários modelos criacionistas?
  4. Quais as vantagens da teoria da unidade condicional da constituição dos seres humanos, em contraste ao tricotomismo e o dicotomismo?
  5. De que se constitui a imagem de DEUS nos seres humanos?
  
 O EVOLUCIONISMO - (Seitas e Heresias - CPAD)
A Bíblia ensina claramente a doutrina de uma criação especial, ou seja, que DEUS criou cada criatura "conforme a sua espécie" (Gn 1.24). Isto quer dizer que cada criatura, seja homem ou animal, foi criada como a conhecemos hoje.
I. A TEORIA EVOLUCIONISTA
No decorrer dos séculos, mais precisamente no século passado e no atual, muitas vãs filosofias, falsos ensinos e teorias insustentáveis têm procurado lançar dúvida sobre o relato bíblico da Criação.
1.1. Charles Darwin
Entre as teorias que se têm insurgido contra a doutrina criacionista, destaca-se a da evolução, concebida e largamente difundida pelo naturalista inglês Charles Darwin, que viveu entre 1809e 1889.
De dezembro de 1831 a outubro de 1836, Darwin viajou como naturalista a bordo do "Beagle", um navio de pesquisas, em expedição científica. Ao longo dessa expedição visitou as ilhas do Cabo Verde e outras ilhas do Atlântico, e bem assim as costas da América do Sul, as ilhas Galapagos, perto do Equador, a Ilha Tarti, Nova Zelândia, Austrália, Tasmânia, a Ilha Keeling, as ilhas Falkland (Malvinas), as ilhas Mauricias, as ilhas de Santa Helena e Ascensão, e o Brasil.
Foi o estudo dos bancos de corais que de modo especial o interessou e o levou a formular a sua teoria da transmutação de espécies e a "seleção natural" pela qual ficou famoso.
Em novembro de 1859, Darwin publicou seu livro A Origem das Espécies, ou A preservação das raças favorecidas na luta pela vida. Desde então este livro veio a se tornar a Bíblia da causa evolucionista.
Não obstante Darwin, antes de morrer, tenha abandonado essa teoria por ele pregada ao longo de sua vida, ainda hoje ela é aceita e disseminada, principalmente nos círculos acadêmicos e universitários.
1.2. Conceito da Origem do Homem
A teoria evolucionista tem como ponto de partida a afirmação de que o homem e os animais em geral procedem de um mesmo tronco, e que hoje, homem e animal são um somatório de mutações sofridas no decorrer de milênios. Em suma: o homem de hoje não é o homem do princípio. Desse conceito surgiu o ensino estúpido de que o homem de hoje é um macaco em estágio mais desenvolvido. E, para produzir maior confusão, a teoria da evolução coloca o início da vida humana na Terra a milhões de anos antes do tempo indicado pala Bíblia.
1.3. Apenas Uma Teoria
É bom lembrar que, quando tratamos da evolução, estamos lidando com uma teoria, com suposições, e não com uma ciência.
Charles Darwin conspirou contra a Bíblia, ao criar a teologia da evolução
Se você ler um compêndio sobre evolução, há de encontrar com muita freqüência chavões, tais como: "crê-se que...", "admite-se que...", "talvez...", "possivelmente...", "mais ou menos...", etc. Assim tão vulnerável e falha, conseqüentemente o sistema que ela advoga não há de subsistir diante do argumento das Escrituras (Gn 2.7).
De acordo com a Bíblia, o homem já foi feito homem. O chamado "Homem de Neanderthal" ou o "Homem de Heidelberg" não têm em si nenhum elemento, por menor que seja, capaz de provar que o homem, no princípio, tivesse as características de um macaco encurvado. O africano de elevada estatura, o pigmeu, o asiático de nariz achatado, o negro com suas características distintivas — todos são o resultado de variações comuns dentro da família humana. Assim, também o homem da antigüidade variava de um para o outro, e também se diferenciava de nós, hoje em dia.
II. ARGUMENTOS CONTRA O EVOLUCIONISMO
O argumento bíblico, a partir do primeiro capítulo de Gênesis, é que a raça humana descende de um só casal, Adão e Eva (Gn 1.28), criado por DEUS no princípio. A narrativa subseqüente ao capítulo 1 de Gênesis mostra claramente que as gerações que surgiram até o Dilúvio permaneceram em contínua relação genética com o primeiro casal, de maneira que a raça humana constitui não somente uma unidade específica, uma unidade no sentido de que todos os homens participam da mesma natureza, mas também uma unidade genética e genealógica. Este fato é cristalino em Atos 17.26.
Muitos argumentos se somam em apoio à idéia bíblica da unidade da raça humana, dentre os quais se destacam os seguintes:
2.1. Argumento Teológico
Romanos 5.12,19 e 1 Coríntios 15.21,22 indicam a unidade orgânica da raça humana, tanto na primeira transgressão como na provisão de DEUS para a salvação da raça humana na Pessoa de JESUS CRISTO.
2.2. Argumento Científico
A ciência tem confirmado, de diferentes maneiras, o testemunho da Escritura com respeito à unidade da raça humana. Evidentemente, nem todos os homens de ciência crêem nisso.
Por exemplo, os antigos gregos tinham teoria autoctonista, segundo a qual os homens surgiram da Terra por meio de uma classe de gerações espontâneas. Como essa teoria não possuía fundamentos sólidos, logo foi desacreditada. Agassis, por sua vez, propôs a teoria dos coadamitas, segundo a qual existiram diferentes centros de criação. No ano de 1655, Peirerius desenvolveu e defendeu a teoria preadamita, que tem como origem a suposição de que havia homens na Terra antes que Adão fosse criado. Esta teoria foi aceita e difundida por Winchell, que, ainda que não negasse a unidade da raça humana, contudo considerava Adão como o primeiro homem só da raça hebraica, em vez de cabeça de toda a raça humana.
Em anos mais recentes, Fleming, sem ser dogmático sobre o assunto, disse haver razões para se aceitar que houve raças inferiores ao homem antes da aparição de Adão no cenário mundial, pelos idos do ano 5500 a.C. Segundo Fleming, essas raças, não obstante inferiores aos adamitas, já tinham faculdades distintas dos animais, enquanto o homem adamita foi dotado de faculdades maiores e mais nobres, e provavelmente destinado a conduzir todo o restante da raça à lealdade ao Criador. Falhando Adão em conservar sua lealdade a DEUS, DEUS o proveu de um descendente, que, sendo homem, era muito mais do que homem, para cumprir aquilo que Adão não foi capaz de cumprir. Na verdade, Fleming nunca pôde oferecer provas da veracidade dessa sua teoria.
2.3. Argumento Histórico
As tradições mais antigas da raça humana apontam decididamente para o fato de que os homens tiveram uma origem comum.
A história das migrações do homem, por exemplo, tendem a demonstrar que tem havido uma distribuição de populações primitivas partindo de um só centro, isto é, de um mesmo lugar.
2.4. Argumento Filológico
Os estudos feitos acerca das línguas da humanidade indicam que elas tiveram origem comum. Por exemplo, as línguas indo-germânicas encontram sua origem em uma língua primitivamente comum, na qual existem resquícios do sânscrito. Também há evidências que demonstram que o antigo Egito é o elo entre as línguas indo-européias e as semíticas.
2.5. Argumento Psicológico
A alma é a parte mais importante da natureza constitutiva do homem, e a psicologia revela claramente o fato de que as almas dos homens, sem distinção de tribo e nação a que pertençam, têm essencialmente as mesmas características. Possuem em comum os mesmos apetites, instintos e paixões, as mesmas tendências, e, sobretudo, as mesmas qualidades, as características que só existem no homem.
2.6. Argumento da Ciência Natural
Os mestres de filosofia comparativa formulam juízo comum quanto ao fato de que a raça humana constitui-se numa só espécie, e que as diferenças entre as diversas famílias da humanidade são consideradas como variedades de uma espécie original. A ciência não afirma categoricamente que a raça humana procedeu de um só casal, mas a Palavra de DEUS afirma isso com toda clareza em Atos 17.26.
2.7. A Formação das Nações
Das gerações anteriores ao Dilúvio, somente Noé, sua esposa, seus filhos Sem, Cão e Jafé e respectivas esposas escaparam e encabeçaram as gerações pós-diluvianas.
2.7.1. OS DESCENDENTES DE SEM
Dos cinco filhos de Sem procederam os caldeus, que povoaram a região marginal do Golfo Pérsico, parte sul e sudeste da Península Arábica, uma província ao oriente do rio Tigre e ao norte do Golfo Pérsico, a Assíria, às margens do rio Tigre, sudeste da Ásia Menor, a Síria e o território ao lado do lago de Merom, ao norte da Galiléia.
2.7.2. OS DESCENDENTES DE CÃO
Os descendentes de Cão povoaram as terras da África, da Arábia Oriental, da costa oriental do mar Mediterrâneo, e do grande vale dos rios Tigre e Eufrates. Existe uma opinião de que alguns dos descendentes de Cão emigraram para a China e que de lá passaram para as Américas, através do estreito de Bering e do Alasca.
2.7.3. OS DESCENDENTES DE JAFÉ
De Jafé descenderam as raças arianas, ou indo-européias; os italianos, franceses, espanhóis, formando o povo latino. Seus descendentes povoaram também a índia, Pérsia, Iugoslávia e a Áustria. Dele descendem ainda os celtas, os alemães e os eslavos que emigraram para as ilhas Britânicas, Gales, Escócia e Irlanda. Algumas das tribos germânicas emigraram para a Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha Ocidental, Bélgica e Suíça.
III. O HOMEM FOI CRIADO POR DEUS
A Bíblia nos apresenta um duplo relato da origem do homem, harmônicos entre si. Ambos estão em Gênesis 1.26,27 e 2.7. Partindo desses textos e de todo o contexto que trata da obra da criação, conclui-se que:
3.1. A Criação do Homem Foi Precedida por um Solene Conselho Divino
Antes de Moisés tratar da criação do homem com maiores detalhes, ele nos leva a conhecer o decreto divino quanto a essa criação, nas seguintes palavras: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..." (Gn 1.26).
A Igreja geralmente tem aceitado o verbo façamos, no plural, para provar a autenticidade da doutrina da Trindade. Alguns eruditos, porém, são de opinião que esta palavra expressa o plural majestático; outros a tomam como plural de comunicação, no qual DEUS inclui os anjos em diálogo com Ele; e outros a consideram como o plural de auto-exortação. Tem-se verificado, porém, que estas três últimas opiniões são contrárias àquilo que pensam e expressam os pensadores e teólogos mais conservadores. Esses, como a Igreja, crêem que o plural façamos é uma alusão direta à Trindade Divina em conselho para a formação do homem.
3.2. A Criação do Homem É um Ato Imediato de DEUS
Algumas das expressões usadas no relato da criação do homem mostram que isso aconteceu de uma forma imediata, ao contrário do que aconteceu na criação dos demais seres e coisas da criação em geral. Por exemplo, leia Gênesis 1.11,20 e compare com Gênesis 1.27.
Qualquer indício de mediação na obra da criação que se acha contida nas primeiras declarações, referentes à criação das aves dos céus e dos seres marinhos, inexiste na declaração da criação do homem. Isto é, DEUS planejou a criação do homem, levando-a a efeito imediatamente. Note que isto é contrário ao que ensina o evolucionismo, que o homem é o resultado de uma série de transformações de outros elementos.
3.3. O Homem Foi Criado Segundo um Tipo Divino
Com respeito aos demais seres vivos, lemos que DEUS os criou 'segundo a sua espécie". Isto quer dizer que eles possuem formas tipicamente próprias de suas espécies. O homem não foi criado assim. Pelo contrário, DEUS disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..." (Gn 1.26). Assim, em todo o relato bíblico, o homem surge como um ser que recebeu de DEUS cuidados especiais na sua criação.
3.4. Os Elementos da Natureza Humana se Distinguem
Em Gênesis 2.7, vemos a distinção clara entre a origem do corpo e da alma, elemento espiritual do homem. O corpo foi formado do pó da terra, material preexistente. Na criação da alma, no entanto, não foi necessário o uso de material preexistente, mas sim a formação de uma nova substância. Isto quer dizer que a alma do homem foi uma nova criação de DEUS. A Bíblia diz que DEUS soprou nas narinas do homem, e "o homem foi feito alma vivente" (Gn 2.7).
3.4.1. O ESPÍRITO DO HOMEM
O espírito é o âmago e a fonte da vida humana, enquanto a alma possui essa vida e lhe dá expressão por meio do corpo. Assim, a alma é o espírito encarnado. A alma sobrevive à morte porque o espírito a dota de capacidade; por isso alma e espírito são inseparáveis.
3.4.2. A ALMA DO HOMEM
A alma é a entidade espiritual, incorpórea, que pode existir dentro de um corpo ou fora dele (Ap 6.9).
3.4.3. O CORPO DO HOMEM
Dos três elementos que formam o ser humano, o corpo é aquele sobre o qual a Bíblia menos fala. Sabe-se, no entanto, que o corpo humano é o instrumento, o tabernáculo, a oficina do espírito (2 Co 5.1-41 Co 6.9). Ele é o meio pelo qual o espírito se manifesta e age no mundo visível e material. O corpo é o órgão dos sentidos e o laço que une o espírito ao universo material.
Os filósofos pagãos falavam do corpo com desprezo, e consideravam-no um empecilho ao aperfeiçoamento da alma, pelo que almejavam o dia quando a alma estaria livre de suas complicadas roupagens. Porém as Escrituras tratam do corpo do homem como uma obra de DEUS, o qual deve ser apresentado como oferta a DEUS (Rm 12.1). O corpo dos salvos alcançará a sua maior glória na ressurreição, na vinda de JESUS (Jo 19.25-271 Co 151 Jo 3.2).
IV. O HOMEM, IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS
Um dos ensinos cardeais da Bíblia é que o homem foi criado à imagem e à semelhança de DEUS, para obedecer-lhe, amá-lo, e segui-lo. Vestígios desta verdade encontram-se nos escritos de grandes vultos, até mesmo da literatura gentílica.
4.1. Homem, Uma Definição
"Homem" vem do latim homo, palavra que, segundo opinião de alguns filólogos, vem de húmus (terra). No hebraico, língua original do Antigo Testamento, adam, nome dado ao primeiro homem, Adão, é traduzido por "aquele que tirou sua vida da adamah", da terra.
Em abril de 1985, a professora Lélia Coyne, pesquisadora da NASA (Agência Espacial dos Estados Unidos) e docente da Universidade de San José, na Califórnia, surpreendeu o mundo científico com a afirmação da descoberta de que a vida humana na Terra começou em estratos de uma argila muito fina e branca, o caulim, usado na indústria como branqueador de papel e isolante térmico. "Avançamos muito nesse terreno", disse a pesquisadora. "Falta-nos ainda a prova definitiva, mas já conseguimos o bastante para saber que estamos no caminho certo", acrescentou a doutora Coyne. "Se tivesse de apostar uma resposta ficaria com a teoria da argila", escreveu o astrônomo americano Carl Sagan, autor do "best-seller" Cosmos. "A argila pode ser comparada a uma fábrica de vida", acrescentou em Glasgow, na Escócia, o bioquímico Graham Cairns-Smith.
Aquilo que para os cientistas e pesquisadores, mesmo os mais moderados, ainda é uma incerteza, para o crente, na Bíblia, é plena certeza. O homem foi formado do pó da terra (Gn 2.7).
4.2.0 Homem, Imagem de DEUS
O termo "imagem de DEUS" relacionado ao homem, fala da indelével constituição do homem como um ser racional, e como um ser moralmente responsável. A imagem natural de DEUS gravada no homem consiste nos seguintes elementos: o poder de movimento próprio, o entendimento, a vontade e a liberdade. Neste particular está a diferença marcante entre o homem e os animais irracionais.
O primeiro ponto de distinção entre o homem, como imagem de DEUS, e os animais irracionais é a consciência própria. Das criaturas terrenas só o homem tem o dom de fixar em si mesmo o pensamento, e isto o faz consciente da sua própria personalidade. A faculdade que ele tem de proferir o pronome EU abre um abismo intransponível entre ele e os animais irracionais. Nenhum animal, mesmo o macaco, jamais pronunciou EU, e a razão é que eles não têm consciência própria.
Como imagem de DEUS que é, o homem se distingue dos irracionais ainda no seguinte:
a. pelo poder de pensar em coisas abstratas;
b. pela lei moral que se evidencia no seu comportamento em busca de uma perfeição maior;
c. pela natureza religiosa que, em potencial, existe em cada ser humano;
d. pela capacidade de fixar um alvo maior a ser alcançado no tempo e na eternidade;
e. pela consciência da intensidade da vida humana;
f. pela multiplicidade das atividades humanas, que, conjuntas, somam o bem comum daquele que as desenvolve.
4.3.0 Homem, Semelhança de DEUS
Intelectualmente, o homem assemelha-se a DEUS, porque, se não houvesse essa conformidade mental, seria impossível a comunicação de um com o outro, e o homem não poderia receber a revelação de DEUS. Esta semelhança está grandemente prejudicada por causa do pecado. O simples fato de DEUS se manifestar ao homem prova que o homem pode receber e compreender esta manifestação.
Há ainda a semelhança moral, porque assim foi o homem criado por DEUS. Essa semelhança consiste nas qualidades morais inerentes ao caráter de DEUS. Eclesiastes 7.29 diz que "DEUS fez o homem reto..." Isto quer dizer que o homem foi criado bom e dotado de relativa justiça. Todas as suas tendências eram boas. Todos os sentimentos do seu coração inclinavam-se para DEUS, e nisto consistia a sua semelhança moral com o Criador. Devido ao pecado, a semelhança moral entre DEUS e o homem enfraqueceu mais e mais. Por isso CRISTO morreu, com o propósito de restaurar esta semelhança entre o homem e DEUS, o que começa a partir da conversão.
Como ficou patente, o evolucionismo é uma teoria inspirada no inferno, com o propósito de desacreditar as Escrituras, principalmente no que diz respeito à criação como um ato soberano de DEUS. Porém, o crente arraigado na Bíblia Sagrada, e não em teorias humanas, pela fé entende "que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hb 11.2).
 
CRIAÇÃO -  Teologia Sistemática Bergstein, Eurico -  Introdução à Teologia Sistemática...- Eurico Bergstein - CPAD - 1993
 
O PODER CRIADOR DE DEUS ETERNO
Temos já visto que DEUS é Todo-poderoso (cf. Gn 17.1), e deixou que as "coisas que estão criadas" ma­nifestem para todos o seu eterno poder e a sua divin­dade (cf. Rm 1.19,20). O ensino da Bíblia sobre a cria­ção do mundo constitui um protesto contra as filoso­fias pagãs (entre elas o panteísmo), as quais apresen­tam DEUS como um ser impessoal, inativo ou passivo. A Bíblia apresenta DEUS como um Ser divino e ativo, que trabalha (cf. Jo 5.17; Cl 1.16; At 14.17; 17.28). A sua criação testifica da grandeza do seu poder (cf. Jr 10.12; 32.17; 51.15), sendo uma expressão da sua di­vina vontade (cf. Ap 4.11).
O problema da origem de todas as coisas tem pre­ocupado muita gente. Filósofos e cientistas têm pesquisado e feito declarações sobre o resultado das suas pesquisas, as quais diferem de modo impressio­nante entre si.
A Bíblia nos dá uma definição autorizada sobre este assunto. Foi DEUS que, através de uma revela­ção, deixou a Moisés a incumbência de escrever so­bre a criação do céu e da terra. Ela expressa afirmati­vamente: "No princípio criou DEUS os céus e a terra" (Gn 1.1). Nos três primeiros versículos da Bíblia te­mos, de modo concentrado, um relato verídico, que abrange um enorme período de tempo e aconteci­mentos da maior relevância.
 
1. No princípio criou DEUS os céus e a terra (Gn 1.1)
1.1.  No princípio
Aqui DEUS não dá nenhuma definição sobre o tem­po, foi quando o tempo pela primeira vez apareceu no espaço da eternidade. Pode ser que tenham se passado milhões de anos desde aquele momento. Vemos,assim, que não existe nenhuma contradição por parte da Bíblia com os cálculos que os geólogos têm apre­sentado sobre a idade da Terra.
 
1.2.  Criou DEUS
DEUS se apresenta como a única origem de todas as coisas. Quando a Bíblia expressa "criar", é usada uma palavra hebraica, bara, que significa "fazer algo do nada". Foi isso que aconteceu! (Sl 33.9; 148.1-5; Hb 1.3). Tudo surgiu do nada, criado apenas pela Palavra de DEUS.
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
 
1.3.  Foi DEUS — Elohim — que criou!
Já observamos que Elohim é a palavra hebraica que designa um plural majestático de DEUS, mostrando-nos a Trindade operando na criação! DEUS criou (cf. Gn 1.1; Hb 1.10); o Filho, JESUS, também criou (cf. Cl 1.16; Jo 1.1-3; Hb 1.2) e o ESPÍRITO SANTO também ope­rou (cf. Gn 1.2; Sl 104.30).
 
1.4. Bíblia fala pouco dessa criação original
Ela diz que DEUS não criou a terra vazia (cf. Is 45.18). Vemos algumas referências a essa criação em Provérbios 8.22-31 e Jó 38.4-7.
 
2. "A terra era sem forma e vazia" (Gn 1.2)
Alguma coisa aconteceu! A terra que DEUS não "criou vazia" ficou sem forma e vazia... em caos!
 
2.1.  "A terra era"
"A terra era" (Gn 1.2), pode ser traduzido "se tor­nou". Várias traduções usam essa palavra desse modo. Na Bíblia Hebraica é utilizado o termo "ficou", no sen­tido de "tornou-se assim". Como exemplo, veja os ter­mos utilizados em Gênesis 2.7; 19.26; 20.12 etc.
 
2.2.  "Sem forma e vazia"
Essa expressão, em hebraico tohu v'bohu, aparece três vezes na Bíblia, sempre com relação ao castigo de DEUS (cf. Gn 1.2; Jr 4.23; Is 34.11). Houve uma catástrofe que destruiu a criação original, conforme também lemos em 2 Pedro 3.5. Não se deve confundir essa catástrofe com o dilúvio. Após o dilúvio, não houve a necessidade de DEUS restaurar nada, porém aqui a terra ficou em caos, e toda a vida, seja vegetal ou animal, foi desfeita.
 
2.3.  Bíblia não revela a causa dessa catástrofe
Existe um pensamento generalizado entre muitos te­ólogos de que há uma simultaneidade entre essa catás­trofe e a queda celestial de Lúcifer, o querubim protetor (cf. Ez 28.11-17; Is 14.12-14; Lc 10.19), ocasionada pela cobiça de tornar-se semelhante ao Altíssimo (cf. Is 14.13). Porém, a Bíblia silencia sobre os detalhes.
 
3. "Disse DEUS: haja luz. e houve luz" (Gn 1.3)
Bíblia não revela qual intervalo de tempo que existiu entre a catástrofe destruidora da criação original e o início da obra restauradora de DEUS pela sua Palavra.
 
3.1.   A Palavra criadora
A restauração do mundo foi executada através da mesma Palavra de poder com que foi gerada a criação original (cf. P3.7). Começou com a Palavra de DEUS: Haja luz. Em todo primeiro capítulo de Gênesis aparecem expressões como: "E disse DEUS", "e viu DEUS", "chamou DEUS" etc.
 
3.2.   A Palavra renovadora
Quando DEUS restaurou a Terra, aproveitou coisas que já existiam. Por isso é usada para "fez DEUS" a palavra hebraica asah. Asah significa "fazer de coisas que ia existem". Porém, quando se trata do aparecimento dos animais etc. (cf. Gn 1.21), é usada de novo ,a palavra bara, isto é, criar do nada. DEUS criou as grandes baleias etc.
OBSERVAÇÃO DO Pr. HENRIQUE - SE OLHARMOS COM FÉ (SÓ PELA FÉ ENTENDEMOS) PARA A EXPRESSÃO VAMOS ENXERGAR DE ONDE VEIO A EXISTR TUDO - OS MUNDOS, PELA PALAVRA DE DEUS FORAM CRIADOS. Hb 11.3 Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de DEUS foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. NÃO HÁ COMO CRIAR ALGUMA COISA DO NADA, DEUS CRIOU TUDO A PARTIR DE SUA PALAVRA, DE SUA ORDEM DADA. DE JESUS QUE CRIOU TUDO. João 1.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu (Sl 33.9).
Quando se trata do homem, DEUS "fez" (asah), por­que formou do pó da terra (cf. Gn 1.26 2.7) e a mulher da costela de Adão (cf. Gn 2.21,22), mas também "criou" (bara, cf. Gn l.27), porque assoprou em seus narizes o fôlego tia vida e, assim, o homem foi leito alma vivente (cf. Gn 2.7). Em Isaías 43.7, vemos essas duas expressões: "Os que criei para a minha gló­ria; eu os formei, sim, eu os fiz".
 
3.3.   A restauração
A Terra foi restaurada em seis dias, e no sétimo DEUS descansou, isto é, a obra estava consumada e não houve necessidade de mais trabalho. Isso não significa que DEUS continuou a descansar em todo dia sétimo. Aqui é retra­tado um período de seis dias literais de 24 horas, e não de seis fases de tempo. Isso se vê em Êxodo 20.9,11. Ali encontramos o seguinte registro: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra... Porque em seis dias fez [asah] o Senhor os céus e a terra". Se fossem fases de tempo, não se poderia explicar a expressão: "Foi à tarde e a manhã: o dia primeiro" etc. (cf. Gn 1.5,8,13,19,23,31).
 
3.4. A harmonia da criação
Vemos assim, no primeiro capítulo, as coisas res­tauradas: separação entre céu e água, entre terra e mar, a produção de erva conforme a sua espécie, a restauração do sistema solar, a criação dos animais e, por fim, a criação do homem. E DEUS viu tudo quanto tinha feito, e eis que tudo era muito bom (cf. Gn 1.26).
 
4. A narração da Bíblia sobre a criação do mundo desfaz as doutrinas materialistas sobre esse assunto
 
4.1. Opiniões seculares
Existem filósofos e cientistas que têm combatido o ensino da Bíblia sobre a origem de todas as coisas.
Já na antiguidade, filósofos gregos como Heráclito, Aristóteles etc, afirmaram que o mundo apareceu por meio de uma eterna e impessoal energia. Já naquele tempo, essa semente materialista era lançada pelo inimigo.
No século passado surgiu um naturalista, Charles Darwin (morto em 1882, aos 73 anos de idade), que lançou a teoria da evolução, afirmando que as espéci­es existentes são resultado de uma gradual evolução de espécies inferiores, iniciando por um "protoplasma" até chegar ao homem.
 
4.2.   Evolucionismo
As teorias evolucionistas são totalmente falsas e sem fundamento científico.
Se, como os evolucionistas afirmam, toda vida exis­tente começou por um "protoplasma", de onde ele veio  e quem o fez? Não existem provas, somente suposi­ções infundadas.
A afirmativa de que a vida surgiu da matéria em alta rotação e movimento, é completamente infunda­da. Jamais a ciência comprovou que a vida tenha sur­gido da matéria. DEUS é o Senhor da vida e a sua única fonte (cf. At 17.25).
A afirmativa de que espécies inferiores evoluíram para espécies superiores é também inteiramente falsa. Isso jamais aconteceu. Todo ser vivo se reproduz e se desenvolve dentro da mesma espécie. Cavalos sempre geram cavalos e jamais girafas. Além disso, a afirmativa de que as espécies com o tempo venham a progredir, também não é real. Um fato conhecido é que tudo aqui­lo que for entregue à sua própria sorte, finda por dege­nerar.
 
4.3.  Ciência versus evolucionismo
As teorias evolucionistas estão sendo rejeitadas pela ciência mais avançada. Muitos cientistas atuais falam abertamente dessa teoria como uma coisa sem funda­mento. O próprio Darwin se converteu a DEUS. Ele la­mentou o grande estrago que as suas teorias infundadas causaram no meio universitário e na teologia. Ele sofreu no fim da vida de um "mal psicossomático". Seu médi­co, o Dr. Raif Colp Jr., denominou sua doença de "mal de Darwin" — uma consciência atormentada.
 
4.4.  Qual é o alvo da teoria evolucionista?
A teoria evolucionista é um combate organizado contra DEUS. Spencer afirma: "A evolução é puramen­te mecânica e anti-sobrenatural. Não existe lugar para DEUS nessa teoria". É como diz a Bíblia: "Mudaram a verdade de DEUS em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador" (Rm 1.25).
O evolucionismo procura dissolver a existência de DEUS como um ser divino e perfeito. DEUS afirmou ter feito o Céu e a Terra e a vida que nela há (cf. Is 42.5 e 45.12). Ele se chama "o Criador" (cf. Ec 12.1). DEUS tem apresentado a criação como prova da sua exis­tência (cf. Rm 1.20; Sl 8.3 e 19.1-6), e declara: "Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparece­rão" (Jr 10.11,12). Quem nega que DEUS é o Criador o faz mentiroso, e um DEUS que mente não pode existir. Mas, diz a Bíblia: "Ele fez a terra pelo seu poder" (Jr 10.12).
Essa doutrina é um ataque contra a veracidade da Bíblia. Se fosse possível provar que os primeiros capí­tulos da Escritura estão destituídos de fundamento, estaria anulado todo o valor da mesma. Vemos que os teólogos que aderiram a essa doutrina evolucionista, também não creem nas doutrinas básicas da Bíblia.
 
4.5. O crente jamais pode ficar neutro
De cabeça erguida proclamamos, em qualquer lu­gar e diante de qualquer auditório, que DEUS é o Criador. Jamais nos colocamos contra a verdadeira e bem informada ciência, mas a Bíblia diz que devemos ter horror às oposições da ciência falsificada, porque aqueles que a professam se desviam da fé (cf. 1 Tm 6.20,21). Nós estamos na mesma fileira que o apósto­lo Paulo se encontra, na "defesa e confirmação do evangelho" (Fp 1.7).
 
 
ALCORÃO, SUPOSTA ORIGEM DIVINA - Enciclopedia de Apologética - ISLAMISMOO islamismo ortodoxo e o cristianismo histórico não podem ser ambos verdadeiros. Cada religião reivindica que somente suas escrituras são a Palavra de DEUS inspirada. Também contêm reivindicações mutuamente excludentes: DEUS é três pessoas. DEUS é apenas uma pessoa. A Bíblia diz que CRISTO morreu na cruz e ressuscitou dos mortos três dias depois. 0 Alcorão nega essa informação (v. CRISTO, morte de; CRISTO, objeções morais à morte de; CRISTO, lendas substituto as da morte de; ressurreiçào, evidência da). Logo, é necessário que o apologista cristão desafie as reivindicações de autoridade divina do Alcorão.
Origem do Alcorão. A reivindicação islâmica a favor do Alcorão é incomparável em relação a qualquer outra das principais religiões. Será que o Alcorão é um milagre? iMaomé afirmou que sim — na verdade foi o único milagre que ofereceu como prova de suas afirmações de ser profeta (surata 17.88). A evidência que os muçulmanos oferecem para tal afirmação inclui os seguintes pontos.
Argumento do estilo literário singular. A eloquência é altamente questionável como teste da inspiração divina; mas a pedra fundamental da posição islâmica é que o Alcorão possui qualidade e estilo literários que só poderíam ter vindo diretamente de DEUS. Na melhor das hipóteses a qualificação literária do Alcorão prova que Maomé era uma pessoa dotada artisticamente. Mas dons artísticos e intelectuais surpreendentes não são necessariamente sobrenaturais. Mozart escreveu sua primeira sinfonia aos seis anos de idade e produziu toda a sua obra musical antes dos 35 anos, quando morreu. Maomé só começou a ditar as revelações quando contava com 40 anos. Mas que muçulmano diria que as obras de Mozart são miraculosas? Se eloquência fosse o teste, muitos clássicos literários poderíam ser considerados divinos, desde a llíada e a Odisséia de Homero até Shakespeare.
Além disso, até alguns dos primeiros estudiosos muçulmanos admitiram que o Alcorão não era perfeito quanto à forma literária. O teólogo xiita iraniano Ali Dashti observa que:
entre os teólogos muçulmanos do período antigo, antes do fanatismo e da hipérbole prevalecerem, houve alguns como Ebrahim On-Nassam que reconheceram abertamente que a ordem e a sintaxe do Alcorão não eram miraculosas e que obras de valor igual ou maior poderíam ser produzidas por pessoas tementes a DEUS.
Apesar de alguns condenarem essa visão (baseada na interpretação da surata 17.90), On-Nassam teve muitos defensores, entre eles vários expoentes importantes da escola mutazilita (Dashti, p. 48).
O Alcorão não é único, mesmo entre obras em árabe. O estudioso islâmico C. G. Pfander indica que “nem todos os estudiosos árabes concordam que o estilo literário do Alcorão seja superior a todos os outros livros da língua árabe”. Por exemplo, “alguns duvidam que em eloquência e poesia ele supere o Muallaqat, ou o Magamat ou o Hariri, apesar de poucas pessoas em temas islâmicos serem corajosas o suficiente para expressar tal opinião” (Pfander, p. 264). Dashti afirma, no entanto, que o Alcorão contém várias irregularidade gramaticais. Ele observa que;
O Alcorão contém frases que são incompletas e não são totalmente inteligíveis sem o uso de comentários; palavras estrangeiras, palavras árabes desconhecidas e palavras usadas com sentido anormal; adjetivos e verbos flexionados sem consideração de concordância de gênero e número; pronomes aplicados ilógica e incorretamente, que às vezes não têm referente; e predicados que, em passagens rimadas, às vezes estão muito afastados dos sujeitos.
E acrescenta: “essas e outras aberrações na língua deram liberdade aos críticos que negam a eloquência do Alcorão” (Dashti, p. 48-9). Ele fornece vários exemplos (74.1; 4.160; 20.66; 2.172 etc.), um dos quais é: “No versículo 9 da surata 49 (Al hujjurat),‘E quando dois grupos de crentes combaterem entre si, reconciliai-os, então!’. O verbo para “combaterem” está no plural, mas deveria estar no dual como o sujeito,“dois grupos”. Anis A. Shorrosh descreve outras falhas no Alcorão. Por exemplo, na surata 2, versículo 177, ele indica que a palavra árabe deveria ser sabirun, e não sabirin como é encontrada por sua posição na frase. Da mesma forma sabiin na surata 5, versículo 69 é mais acertada que sabiun. Além disso, Shorrosh indica que há “um erro grosseiro no árabe”da surata 3, versículo 59. (Shorrosh, p. 199-200). Dashti conta mais de 100 aberrações das regras e estruturas normais do árabe (Dashti, p. 50). Com tais problemas, o Alcorão pode ser eloqüente, mas não é perfeito nem incomparável.
Como Pfander observou:
mesmo que provassem sem sombra de dúvida que o Alcorão é muito superior a todos os outros livros em eloqüên-cia, elegância e poesia, isso não provaria sua inspiração, assim como a força de um homem não demonstra sua sabedoria ou como a beleza de uma mulher não demonstra sua virtude (Pfander,p.267).
Não há conexão lógica entre eloquência literária e autoridade divina. O DEUS soberano (que os muçulmanos aceitam) poderia decidir falar na linguagem cotidiana, se quisesse.
Na melhor das hipóteses é possível tentar argumentar que, se DEUS falou, ele deve ter falado da forma mais eloqüente. De qualquer maneira, seria uma falácia argumentar que o simples fato de o Alcorão ser eloquente implica que DEUS teria sido o seu autor. Os seres humanos podem falar eloqüentemente, e DEUS pode falar na linguagem comum.
Outras religiões usaram o belo estilo literário de suas obras como sinal da origem divina. Os muçulmanos aceitariam a inspiração dessas obras? Por exemplo, o fundador persa do maniqueísmo, Mani, “supostamente afirmou que os homens devem crer nele como o Parácleto [“Auxiliador” que JESUS prometeu em João 14] porque ele produziu um livro chamado Artand, cheio de belas figuras”. Além disso,“ele disse que o livro lhe foi dado por DEUS, que nenhum homem vivo podería desenhar as figuras com tanta beleza e que, portanto, evidentemente viera do próprio DEUS” (Pfander, p. 264). Mas nenhum muçulmano aceitaria essa afirmação. Então por que os não-mu-çulmanos devem aceitar beleza literária como teste válido para a autoridade divina do A..cc\:o'
Argumento do analfabetismo de Maomé. Além do seu estilo, a fonte humana e o conteúdo do Alcorão são prova da sua origem divina. Eles insistem em que nenhum livro com essa mensagem poderia ter vindo de um profeta analfabeto como Maomé.
E questionável que Maomé tenha sido realmente analfabeto. Como certa autoridade observou, as palavras árabes al unmi, que querem dizer o profeta “inculto” no Alcorão (7.157), “podem [significar] ‘pagão’ em vez de analfabeto’”. Pfander prefere a tradução “o profeta gentio”, concordando que o termo não implica analfabetismo (Pfander, p. 254).
A evidência sugere que Maomé não era analfabeto. Por exemplo, “quando o Tratado de Hudaibah foi assinado, Maomé pegou a pena de Ali, riscou as palavras nas quais Ali o designara “o enviado de DEUS” e substituiu-as com a própria mão pelas palavras “filho de Abdallah”. E, “segundo a tradição, quando estava morrendo, Maomé pediu pena e tinta para escrever uma ordem designando seu sucessor, mas sua força acabou antes de o material ser trazido” (Pfander, p. 255).
W. Montgomery Watts informa que “muitos habitantes de meca sabiam ler e escrever, e portanto pressupõe-se que um comerciante eficiente como Maomé entendia um pouco das artes” (Watt, p. 40). Mesmo teólogos muçulmanos referem-se a Maomé como o “perfeito em intelecto” (Gudel, p. 72). Se Maomé não teve treinamento formal na juventude, não há razão para que uma pessoa tão inteligente não pudesse aprender sozinha mais tarde.
Em terceiro lugar, mesmo supondo que Maomé fosse analfabeto, isso não significa que o Alcorão tenha sido ditado por DEUS. Existem outras explicações possíveis. Ainda que não formalmente treinado, Maomé era uma pessoa inteligente, de grande habilidade. Seu escriba poderia ter compensado suas deficiências ao estilizar a obra. Tal prática era comum. Homero era cego; logo, provavelmente, não escreveu seus épicos sozinho. Alguns críticos argumentam que é possível que a primeira impressão de Maomé estivesse certa, que ele tivesse recebido a informação de um espírito maligno, que pode ter potencializado sua capacidade (v. Maomé, suposto chamado DP.CNO DE).
Argumento da preservação do Alcorão. A preservação perfeita do Alcorão prova sua alegada inspiração divina? Os muçulmanos dão a entender que o Alcorão existente hoje é idêntico aos manuscritos originais, o que colocaria o livro acima da Bíblia. Os críticos do Alcorão discordam disso. Primeiro, geralmente há um sério exagero com relação à preservação do Alcorão. Apesar de ser verdade que o Alcorão atual é quase uma cópia perfeita do seu original do século vii, não é verdade que seja exatamente igual ao que veio de Maomé.
O Alcorão foi originariamente ditado por Maomé e memorizado por seus seguidores devotos, a maioria dos quais foi morta logo após a morte de Maomé. Segundo a antiga tradição, os escribas de Maomé escreveram em pedaços de papel, pedras, folhas de palmeira, ossos e pedaços de couro. Os muçulmanos acreditam que durante a vida de Maomé o Alcorão já estava escrito. Mas, segundo o testemunho de Zayd, contemporâneo e seguidor de Maomé, Abu Bakr pediu-lhe para “procurar o Alcorão [diversos capítulos e versos] e reuni-lo”. Ele respondeu: “Então, pesquisei o Alcorão: eu o reuni a partir de folhas de palmeira, e pedras finas e brancas e peitos de homens...” (Pfander, p. 258-9). Na década de 650, durante o reinado de Otman ibn Affan, o terceiro califa muçulmano, relatou-se que várias comunidades islâmicas estavam usando versões diferentes do Alcorão. Mais uma vez, Zayd foi chamado para preparar a versão revisada oficial. É essa versão que permaneceu uniforme e intacta, não a versão original vinda diretamente de Maomé.
No livro Materials for the history ofthe text of the Qur’an [Materiais da história do texto do Alcorão], o arqueólogo europeu Arthur Jeffry revelou sua descoberta de uma das três cópias conhecidas de algumas obras islâmicas antigas chamadas Masahif. Esses livros relatavam o estado do texto do Alcorão antes da padronização, promovida por Otman. Isso revela, ao contrário da reivindicação dos muçulmanos, que existiram vários textos diferentes antes da revisão de
Otman. Na realidade, como Dashti indica, alguns versículos do Alcorão foram mudados por sugestão dos escribas a Maomé, e outros por causa da influência de Omar i, segundo califa do Império Muçulmano, sobre Maomé.
Jeffry conclui que a recensão de Otman “foi o toque político necessário para estabelecer o texto padrão para todo o império”. Já que havia grandes divergências entre as versões de Medina, Meca, Basra, Kufa e Damasco, “a solução de Otman foi canonizar o Códice de Medina e ordenar que todos os outros fossem destruídos”. Portanto, ele conclui: “resta pouca dúvida de que o texto canonizado por Otman foi apenas um dentre vários tipos de texto existentes na época” (Jeffry, p. 7-8).
Nem todos os muçulmanos atualmente aceitam a mesma versão do Alcorão. Os muçulmanos sunitas aceitam a tradição sahih de Masud como autoritária. Masud foi uma das poucas pessoas autorizadas por Maomé a ensinar o Alcorão. Mas o Códice de Ibn Masud do Alcorão tem um grande número de variações em relação à recensão de Otman. Só na segunda surata há quase 150 variações. Jeffry precisou de aproximadamente 94 páginas para demonstrar as variações entre os dois. Ele também destaca que as leituras variantes não são apenas questão de pequenas variações linguísticas, como muitos muçulmanos afirmam. Jeffry conclui que o texto de Otman que foi canonizado era apenas um entre vários, e“há suspeita grave de que Otman possa ter editado seriamente o texto que canonizou” (Jeffry, ix-x).
A tradição islâmica revela certas coisas que não se encontram no Alcorão atual. Uma delas é que Ayishah, uma das esposas de Maomé, disse:
Entre o que foi enviado do Alcorão estavam dez (versículos) bem conhecidos sobre amamentação, que era proibida: depois foram anulados por cinco bem conhecidos. Então o enviado de Alá faleceu, e eles são o que se recita do Alcorão (Pfander,p.256).
Outro exemplo de algo que não é encontrado no Alcorão atual é o que Omar disse:
Em verdade Alá enviou Maomé com a verdade, e fez descer para ele o Livro, e da mesma forma o Versículo do Apedrejamento era parte do que o Altíssimo enviou: o enviado de Alá apedrejava, e apedrejamos como ele, e no Livro de DEUS o apedrejamento é o castigo do adúltero” (Pfander, p.256).
Essa revelação original foi aparentemente mudada, e uma centena de chibatadas substituiu o apedrejamento como castigo pelo adultério (24.2).
Os denominados “versículos satânicos” ilustram outra mudança no texto original. Segundo uma versão desses versículos, Maomé teve uma revelação em Meca, que permitia a intercessão de certos ídolos, que dizia:
Considerastes al-Hat e al-Uzza - E al-Manat, o terceiro, o outro? - Estes são os cisnes exaltados; - Sua intercessão é esperada; - Seus desejos não são negligenciados (Watt,p. 60).
Pouco tempo depois disso Maomé recebeu outra revelação cancelando os três últimos versículos e substituindo o que encontramos agora na surata 53 versículos 21-23 que omitem a parte sobre intercessão desses deuses. Segundo Watt, ambas as versões haviam sido recitadas em público. A explicação de Maomé foi que Satanás o enganou e inseriu os versículos falsos sem que ele soubesse!
W. St. Clair-Tisdall, que trabalhou por muito tempo entre os muçulmanos, indicou que mesmo no Alcorão atual existem algumas variações.
Dentre as diversas variações podemos mencionar: 1) Na surata 28.48, alguns apresentam Sahirani em vez de Sihrani; 2) na surata 32.6, depois de ummahatuhum um texto acrescenta as palavras wahua abun lahum; 3) na surata 34.18, em vez de rabbana ba’id, algumas versões trazem rabuna bdada; 4) na surata 38.22, em vez de tisun outro texto coloca tisatun; 5) na surata 19.35, em vez de tantaruna alguns contêmyamtaruna (Clair-Tisdall, p. 60).
Apesar de os muçulmanos xiitas serem minoria, são o segundo maior grupo islâmico do mundo, com mais de cem milhões de seguidores. Eles afirmam que o califa Otman eliminou intencionalmente muitos versículos do Alcorão que mencionavam Ali.
L. Bevan Jones resumiu bem a questão no livro The people of the mosque [O povo da mesquita], quando disse:
apesar de ser verdadeiro que nenhuma outra obra permaneceu durante doze séculos com um texto tão puro, provavelmente também é verdadeiro que nenhuma outra so-freumudanças tão drásticas (Jones,p.62).
Mesmo que o Alcorão fosse cópia perfeita do original dado por Maomé, isso não provaria que o original foi inspirado por DEUS. Tudo o que demonstraria é que o Alcorão atual é uma cópia idêntica do que Maomé disse. Não diria ou provaria nada sobre a verdade do que ele disse. A afirmação muçulmana de que têm a religião verdadeira porque têm o único livro sagrado perfeitamente copiado é tão logicamente falha quanto preferir uma nota perfeitamente falsificada de mil dólares em lugar da genuína ainda que pouco imperfeita. A questão crucial em que os apologistas muçulmanos cometem uma petição de princípio, é se o original é a Palavra de DEUS, não se eles possuem uma cópia perfeita dele.
Argumento das profecias. 0 Alcorão contém profecias preditivas que provam sua origem divina? Isso é tratado em detalhes no artigo Maomé, supostos milagres df. Entre os pontos destacados estão os seguintes:
A maioria das predições são na verdade exortações de um líder militar-religioso para continuarem lutando que DEUS lhes daria a vitória. A única predição substancial foi a respeito da vitória romana sobre o exército persa em Issus (30.2-4), que não aconteceu no período de tempo dado pela profecia de “dentro de pouco anos” era esperada.
A única outra profecia digna de nota é uma referência a dez noites encontrada na surata 89.2, que é interpretada como uma predição velada dos dez anos da perseguição sofrida pelos primeiros muçulmanos. Essa é uma interpretação duvidosa, já que o versículo aparentemente fala de peregrinação (v. profecia como prova da Bíblia).
Argumento da unidade. Insistir que o Alcorão deve ser revelação divina porque é coerente e não-contra-ditório também não é convincente. Às vezes, as relações de Maomé foram mudadas, incluindo os “versículos satânicos” citados acima, em que a revelação original permitia que certa tribo adorasse deuses pagãos (53.21-23). Essa é uma questão séria para o profeta que acredita que o politeísmo é o pior pecado.
Todo o conceito de abrogação (mansukh), em que erros prévios foram corrigidos por versículos posteriores (chamados nasikh), revela a falta de unidade no Alcorão. Lê-se na surata 2.1: “Não anulamos nenhum versículo, nem fazemos com que seja esquecido (por ti), sem substituí-lo por outro melhor ou semelhante. Ignoras, por acaso, que Allah é Onipotente?”. Por exemplo, a surata 9, versículo 5 é chamada “o versículo da espada”, e supostamente anula 124 versículos que ori-ginariamente encorajavam a tolerância (cf.2.256). 0 Alcorão diz enfaticamente “Não há imposição quanto à religião” (2.256), mas em outros trechos incentiva os muçulmanos: “Combatei aqueles que não crêem em Allah” (surata 9.29) e“matai os idólatras, onde quer que os acheis (9.5).Nasikh é uma contradição porque o Alcorão afirma que “... as palavras de Allah são imutáveis...” (10.64), que, segundo eles afirmam, o Alcorão é. Pois“... Nossas decisões são inexoráveis...”(6.34).
Mas o Alcorão ensina a doutrina da abrogação pela qual revelações posteriores anulam as anteriores.
Como Gerhard Nehls observou astutamente: “Gostaríamos de descobrir como a revelação divina pode ser melhorada. Ela deveria ser perfeita e verdadeira desde o princípio” (Nehls, p. 11). Alguns muçulmanos, como Ali, afirmam que abrogação é apenas “revelação progressiva”, adaptando a mesma mensagem de Alá a pessoas diferentes que vivem em períodos diferentes. “Mas a surata 2, versículo 106 [sobre abrogação] não fala de cultura ou revelação progressiva com referência às escrituras dadas antes de Maomé, mas apenas aos versículos alcorânicos!” (Nehls, p. 2). A revelação de DEUS, progressiva, durante 1 500 anos, faz sentido, conforme ocorreu com a Bíblia (v. progressiva, revelação). Ela traz o cumprimento e amplia ensi-namentos anteriores, em vez de fazer correções, e certamente não depois de vinte anos. Isso parece particularmente verdadeiro pelo fato de os versículos corretivos estarem geralmente próximos dos que são corrigidos. Além disso, há versículos que as abrogações alcorânicas aparentemente esqueceram de redigir. A surata 7 versículo 54 diz que o mundo foi criado em 6 dias. Mas a surata 41, versículos 9-12, diz que Alá levou um total de oito dias para criar o mundo (2 + 4 + 2). Como ambos podem estar corretos?
O Alcorão também afirma que os seres humanos são responsáveis pelas próprias escolhas (18.29), e que Alá de antemão selou o destino de todos, dizendo: “E a cada homem lhe penduramos ao pescoço o seu destino e, no Dia da Ressureição, apresentar-lhe-emos um livro, que encontrará aberto” (17.13; v. tb. 10.99,100).
Mesmo que o Alcorão fosse coerente, unidade ou coerência é na melhor das hipóteses um teste negativo para a verdade, não positivo. É claro que se um livro é de DEUS, inerrante, ele não conterá qualquer contradição. Mas só porque um livro não tem contradições não significa que DEUS seja o autor. John W. Montgomery observou com perspicácia: “A geometria de Euclides é coerente, mas isso não é suficiente para denominá-la divinamente autorizada” (Montgomery, p. 9).
Coerência é o tipo de argumento que muitas pessoas (mesmo cristãos) usam para seus livros sagrados.Mas nem todos podem ser a Palavra inspirada de DEUS, já que são mutuamente contraditórios. Unidade em si não prova autenticidade divina, ou todos os livros sagrados coerentes que contraditórios seriam verdadeiros.A Bíblia é pelo menos tão coerente quanto o Alcorão, mas nenhum muçulmano admitiría que, por isso, ela seja inspirada por DEUS.
Argumento da precisão científica. Esse argumento conquistou popularidade recentemente, principalmente por causa do livro de Maurice Bucaille A Bíblia, o Alcorão e a ciência, no qual o cristianismo é atacado por impedir o progresso da ciência, e o Alcorão é exaltado por promovê-la. Na verdade, ele insiste que o Alcorão previu maravilhosamente a ciência moderna em várias de suas afirmações, confirmando assim de forma miraculosa sua origem divina.
Mas o cristianismo, não o islamismo, foi o pai da ciência moderna. M. B. Foster, ao escrever para o reconhecido jornal inglês de filosofia Mind [Mente] observou que a doutrina cristã da Criação é a origem da ciência moderna (v. Foster, Whitehead, p. 3-4). Os fundadores de quase todas as áreas da ciência moderna foram cristãos trabalhando com base na sua cosmovisão. Isso inclui homens como Nicolau Copérnico, Johannes Kepler, William Kelvin, Isaac Newton, Blaise Pascal, Robert Bovle, James Clark Maxwell e Louis Agassiz (v. ciência das origens).
Portanto, apesar de o monoteísmo islâmico ter feito muitas contribuições para a cultura moderna, é exagero reivindicar-lhe crédito para a origem da ciência moderna. Os exércitos islâmicos destruíram vastas fontes de conhecimento. Pfander, por exemplo, menciona que, sob o califa Ornar, os soldados muçulmanos destruíram vastas bibliotecas em Alexandria e na Pérsia. Quando o general perguntou a Ornar o que devia fazer com os livros, acredita-se que ele respondeu: “Lance-os nos rios. Pois, se nesses livros há sabedoria, temos sabedoria ainda melhor no Livro de DEUS. Se, pelo contrário, há neles algo que causará desvio, DEUS nos proteja deles” (Pfander, p. 365).
É um erro supor que um livro é inspirado só porque se conforma à ciência moderna (v. ciência e a Bíblia). Apologistas muçulmanos e cristãos cometeram o erro de supor a verdade de um sistema de conhecimento científico específico. O conhecimento científico muda. Assim, o que parecia ser “harmonia” pode desaparecer. Ao tentar ver teorias científicas modernas em seus “livros sagrados”, erros embaraçosos foram cometidos por seus defensores.
Mesmo que se pudesse demonstrar perfeita harmonia entre o Alcorão e os fatos científicos, isso não provaria sua inspiração divina. Simplesmente provaria que o Alcorão não cometeu nenhum erro científico. Na melhor das hipóteses, a precisão científica é um teste negativo da verdade. Se erros fossem encontrados, isso provaria que ele não é a Palavra de DEUS. O mesmo se aplica à Bíblia ou a qualquer outro livro religioso. É claro que, se um livro antecipasse de maneira constante e precisa, com séculos de antecedência, o que só viria a ser descoberto mais tarde, isso poderia ser usado num contexto teísta para indicar uma fonte sobrenatural.
Mas o Alcorão não demonstra nenhuma evidência de predições sobrenaturais como a Bíblia.
Alguns críticos questionam quão cientificamente preciso o Alcorão é. Por exemplo, a afirmação altamente controversa do Alcorão de que os seres humanos são formados a partir de um coágulo de sangue. A surata 23, versículo 14 diz:
Então, convertemos a gota de esperma em algo que se agarra (coágulo), transformamos esse algo em pequeno pedaço de carne e convertemos o pequeno pedaço de carne em ossos; depois, revestimos os ossos de carne....
Essa dificilmente é uma descrição científica do desenvolvimento embriônico. Para evitar o problema, Bucaille reinterpreta o versículo, traduzindo a palavra árabe ’alak [coágulo] por “qualquer coisa que se agarra” (Bucaille, p. 204). No entanto, isso é questionável. É contrário à obra de autoridades islâmicas reconhecidas que fizeram as principais traduções para o inglês. E o próprio Bucaille reconheceu que“...‘pasta de sangue’, que figura comumente nas traduções, é uma inexatidão...”(p.233). Isso dá a impressão de que sua tradução caseira foi gerada para resolver o problema, já que reconhece que “uma afirmação desse tipo é totalmente inaceitável para cientistas especializados no assunto” (ibid.).
Da mesma forma, outros críticos observam que na surata 18 versículo 86 o Alcorão fala de alguém viajando para o ocidente “Até que, chegando ao poente do sol, viu-o pôr-se numa fonte fervente”. Mas até na tentativa de explicar esse problema,Yusuf Ali admite que isso tem “intrigado os comentaristas”. E ele não explica realmente o problema, apenas afirma que isso não pode ser “o extremo oeste, pois tal coisa não existe” (Ali, p. 754, n. 2430). Na realidade, não há extremo oeste, e ninguém que viaja para o oeste chega ao lugar onde o sol se põe. Mas é isso que o texto diz, por menos científico que seja.
Outros notaram que a suposta antevisão científica do Alcorão é altamente questionável. Kenneth Cragg observa:
Alguns exegetas do Alcorão afirmavam freqüentemente que invenções modernas e dados científicos, até fissão nuclear, foram previstos ali e agora podem ser detectados em passagens não reconhecidas até agora em sua presciência. Significados anteriormente desconhecidos se revelam à medida que a ciência progride.
Essa conclusão, no entanto, “é altamente repudiada por outros como o tipo de corroboração de que o Alcorão, como escritura espiritual’, não precisa nem aprova” (Cragg, p. 42).
Mesmo se provassem que o Alcorão é cientificamente preciso, ele não seria divinamente autorizado. Tudo que a precisão prova é que o Alcorão não cometeu erros científicos. Isso não seria inédito. Alguns teólogos judeus afirmam o mesmo a respeito da Torá e muitos cristãos afirmam exatamente a mesma coisa a respeito da Bíblia, usando argumentos bem semelhantes. Alas Bucaille não concordaria que isso prova que o at e o xt são a Palavra de DEUS.
Argumento da estrutura matemática. Uma prova popular da origem divina do Alcorão é sua suposta base milagrosa no número 19. Dezenove é a soma do valor numérico das letras da palavra “um” (com base na crença básica de que DEUS é um). Tal método apologético não é bem aceito nos círculos científicos por boas razões. Nenhum muçulmano aceitaria uma mensagem que afirma ser de DEUS se ensinasse idolatria ou imoralidade. Certamente nenhuma mensagem contendo tais afirmações seria aceita apenas por motivos matemáticos. Portanto, mesmo se o Alcorão fosse um “milagre” matemático, isso não seria suficiente para provar que era de DEUS, mesmo para muçulmanos inteligentes.
Mesmo que a probabilidade for muito alta contra o Alcorão ter todas essas combinações incríveis do número 19, isso não prova nada além de que há uma ordem matemática por trás da linguagem do Alcorão. Como a linguagem é uma expressão da ordem do pensamento humano e como essa ordem pode ser reduzida à expressão matemática, não é anormal que uma ordem matemática possa ser encontrada por trás da linguagem de um documento. Na verdade, não há nada de tão anormal sobre sentenças que têm dezenove letras.
Além disso, o mesmo tipo de argumento (baseado no número 7) foi usado para “provar” a inspiração da Bíblia. Pegue o primeiro versículo da Bíblia “No princípio criou DEUS os céus e a terra”. G. Nehls indica que:
O versículo consiste em 7 palavras hebraicas e 28 letras (7 x 4). Há três substantivos: “DEUS, céus, terra”. Seu valor numérico [...] é 777 (7x 11). O verbo “criou” tem o valor 203 (7 x 29). O objeto está contido nas três primeiras palavras — com 14 letras (7 x 2). As outras quatro letras contêm o sujeito — também com 14 letras (7x2) [e assim por diante].
Mas nenhum muçulmano permitiría que isso valesse como argumento a favor da inspiração divina da Bíblia. No máximo o argumento é esotérico e não convincente. A maioria dos estudiosos muçulmanos inclusive evita usá-lo.
Argumento das vidas transformadas. Apologistas indicam a transformação das vidas e da cultura pelo Alcorão como prova da sua origem divina. Tais transformações são esperadas. Quando alguém acredita em algo fervorosamente, vive segundo essa crença. Mas isso ainda não responde à questão se essa é a Palavra de DEUS.
Qualquer grupo de idéias cridas e aplicadas fervorosamente transformará os seguidores e sua cultura. Isso é verdadeiro sejam eles budistas (v. budismo), cristãos, muçulmanos ou judeus. Que muçulmano aceitaria o argumento de que O capital, de Karl Marx, é inspirado porque transformou milhões de vidas e muitas culturas?
Os críticos não se surpreendem pelo fato de tantos terem se convertido ao islamismo quando lembram o que foi prometido como recompensa para os que se convertessem e a ameaça de castigo para os que não se convertessem. Os que se “submetessem” receberíam a promessa do paraíso com belas mulheres (2.25; 4.57).
O castigo para aqueles que lutam contra Allah e contra o Seu Mensageiro, e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé de lados apostos, ou banidos (5.33).
A tradição islâmica relata que Maomé deu a seguinte exortação para seus seguidores:
A espada é a chave do paraíso e do inferno; uma gota de sangue derramado pela causa de DEUS, uma noite na luta, vale mais que dois meses de jejum e oração. Quem cai na batalha terá seus pecados perdoados no dia do julgamento” (Gibbon,p. 3).
A ganância humana teve influência: “Guerreiros árabes tinham direito a 4/5 de todo saque que juntavam na forma de bens móveis e escravos” (Noss, p. 711). Era muito vantajoso submeter-se ao inimigo. Os politeístas tinham duas escolhas: submeter-se ou morrer. Os cristãos e judeus tinham outra alternativa: pagar altos impostos (9.5,29). E as conquistas islâmicas foram bem-sucedidas porque, em algumas das terras conquistadas, o povo estava cansado dos maus tratos dos governantes romanos e aceitaram voluntariamente a ênfase do islamismo à igualdade e fraternidade.
Além disso, o cristão ou judeu poderia argumentar a favor da verdade das suas religiões pelo mesmo fundamento.Não seria surpreendente se a crença sincera em DEUS, em sua lei moral e no dia final do juízo mudasse a vida de uma pessoa — coisas em que todos os monoteístas morais acreditam. Mas não se pode concluir com isso que Maomé seja o último profeta de DEUS.
Se é possível provar que vidas mudadas numa religião são evidência de sua origem divina singular, à luz do poder transformador do evangelho (Rm 1.16), o cristianismo é igual, se não superior, ao islamismo. No livro Evidences of christianity [Evidências do cristianismo], William Paley observa:
Pois o que estamos comparando? Um camponês galileu acompanhado por alguns pescadores com um conquistador à frente de um exército. Comparamos JESUS, sem força, sem poder, sem apoio, sem nenhum atrativo ou influência externa, prevalecendo contra os preconceitos, a erudição, a hierarquia de seu país, contra as antigas opiniões religiosas, os ritos religiosos pomposos, a filosofia, a sabedoria, a autoridade do Império Romano no período mais civilizado e iluminado de sua existência — com Maomé fazendo suas jornadas entre os árabes; captando seguidores em meio a conquistas e triunfos, na era e nos países mais em trevas do mundo,e quando o sucesso militar não só operava por esse controle das vontades dos homens e pessoas que buscam feitos prósperos, como também era considerado o testemunho certo da aprovação divina. 0 fato de multidões, persuadidas por esse argumento, se ajuntarem ao séquito do líder vitorioso; o fato de multidões ainda maiores se prostrarem, sem protesto, perante poder irresistível — é uma conduta em que não podemos ver nada surpreendente; em que não podemos ver nada que se assemelhe às causas pelas quais o estabelecimento do cristianismo foi efetuado (Paley, p. 257).
Argumento da difusão rápida do islamismo. Alguns estudiosos islâmico indicam a rápida difusão do islamismo como prova de sua origem divina. De acordo com um apologista muçulmano: “a difusão rápida do islamismo mostra que o Altíssimo o enviou como revelação final para o homem” (Pfander, p. 226). O islamismo ensina que está destinado a ser a religião universal. Há vários problemas sérios com esse raciocínio. Primeiro, pode-se questionar o tamanho e o crescimento rápido como testes definitivos da verdade. A maioria nem sempre está certa. Na verdade, a história tem demonstrado que geralmente a maioria está errada.
De acordo com o próprio teste o islamismo não é a religião verdadeira, já que o cristianismo tem sido e ainda é a maior religião do mundo em número de adeptos — fato embaraçoso para os muçulmanos. Além disso, mesmo que o crescimento rápido fosse usado como teste da verdade de um sistema, o cristianismo, não o islamismo, provaria ser a religião verdadeira. Pois ele cresceu mais rápido no princípio, com sua mensagem simples e sob forte perseguição romana, que o islamismo pela força militar. Na verdade, não só conquistou a partir de suas raízes judaicas milhares de convertidos em poucos dias e semanas (At 2.41; 4.4; 5.14), mas alcançou o Império Romano pela força espiritual nos seus primeiros séculos.
Certamente, as cruzadas cristãs (séc. xn a xiv) também usaram a espada, proibida por JESUS para espalhar sua mensagem (Mt 26.52). Mas isso foi bem depois de o cristianismo ter conquistado o mundo sem ela. Em comparação, o islamismo não cresceu pela mera força da sua mensagem, mas apenas depois, quando usou a espada. Na realidade, o cristianismo primitivo cresceu mais quando o governo romano estava usando a espada contra os cristãos durante os três primeiros séculos.
Há razões perfeitamente naturais para a difusão rápida do islamismo, diz Shorrosh. O islamismo glorificava o povo, os costumes e a língua árabes. Incentivava a conquista e o saque de outras terras. Utilizava a habilidade de lutar no deserto. Oferecia uma recompensa celestial pela morte e absorvia muitas práticas pré-islâmicas na cultura árabe. Mesmo se indicarem razões mais positivas, como melhorias morais, políticas e culturais, parece não haver razão para supor qualquer coisa além de causas naturais para a difusão do islamismo. Finalmente,-houve incentivos naturais para muitos convertidos. Os soldados receberam a promessa do paraíso prometido como recompensa por morrer na difusão do islamismo. E o povo que não se submetesse era ameaçado de morte, escravidão, ou com impostos. Não há necessidade de apelar ao sobrenatural para explicar o crescimento do islamismo sob essas condições.
O estudioso Wilfred Cantwell Smith especifica o dilema islâmico. Os muçulmanos acreditam que o islâ é a vontade de DEUS e é destinado a dominar o mundo, então seu fracasso deve ser indicação de que a vontade soberana de DEUS está sendo frustrada. Mas os muçulmanos negam que a vontade de DEUS possa ser frustrada. Portanto, logicamente eles devem concluir que tal domínio não é a vontade de DEUS. O biógrafo de Maomé, M. H. Haykal, erra quando responde que os seres humanos são livres, e qualquer derrota ou retrocesso devem ser atribuídos a eles (Haykal, p. 605). Se DEUS realmente quisesse a supremacia do islamismo, sua vontade divina teria sido frustrada, por meio da liberdade humana ou sem ela. Pois o islamismo não é e jamais foi, desde a época da sua criação, a religião mundial dominante numérica, espiritual ou culturalmente. Mesmo que o islamismo tivesse um surto repentino de sucesso e ultrapassasse todas as outras religiões, isso não provaria que é de DEUS. Logicamente, todo esse sucesso demonstra que foi bem-sucedido, não necessariamente que é verdadeiro. Pois mesmo depois que algo é bem-sucedido, ainda podemos perguntar: É verdadeiro ou falso?
Argumento que DEUS fala na primeira pessoa. Os muçulmanos apelam para o fato de que Alá fala na primeira pessoa como evidência de que o Alcorão é a Palavra de DEUS. Na Bíblia, DEUS geralmente é mencionado na segunda ou terceira pessoa, do ponto de vista humano. No entanto, nem todo o Alcorão fala de Alá na primeira pessoa, de forma que por essa lógica apenas as partes na primeira pessoa seriam inspiradas. Nenhum muçulmano diria isso voluntariamente. Além disso, em grande parte da Bíblia DEUS fala na primeira pessoa, mas os muçulmanos não admitem que essas passagens sejam palavras de DEUS, principalmente quando DEUS abençoa Israel, dando a eles a terra da Palestina como herança.
A verdade é que tanto o Alcorão quanto a Bíblia têm passagens que falam de DEUS na primeira e na terceira pessoas. Assim, os muçulmanos não podem usar isso como prova singular da origem divina do Alcorão.
Evidência de um Alcorão humanamente inspirado. Além de não existir evidência da origem divina do Alcorão, há fortes indicações de que sua origem não é divina.
Falibilidade. DEUS não pode cometer erros ou mudar de idéia. Porém, como visto acima, o Alcorão reflete tal falibilidade em várias ocasiões.
Fontes puramente humanas. Conforme descobertas de estudiosos reconhecidos pelo islamismo, o conteúdo do Alcorão pode ser rastreado em sua origem até obras judaicas ou cristãs (geralmente dos apócrifos judaicos ou cristãos) ou fontes pagãs. Arthur Jeffry, no livro técnico e erudito The foreign vocabulary of the Quran [O vocabulário estrangeiro do Alcorão], demonstra com habilidade que “não só grande parte do vocabulário religioso, mas também a maior parte do vocabulário cultural do Alcorão não são de origem árabe” (Jeffry, p. 2). Algumas das fontes de vocabulário são as línguas etíope, persa, grega, siríaca, hebraica e copta (ibid., 2-32).
St. Clair-Tisdall, em The sources oflslam [As fontes do Islã], também revela que certas histórias alcorânicas sobre o at dependem do Talmude. A influência do Talmude pode ser vista nas histórias alcorânicas de Caim e Abel, Abraão e os ídolos, e a Rainha de Sabá. A influência direta dos apócrifos cristãos pode ser vista na história dos sete adormecidos e nos milagres da infância de JESUS, e doutrinas zoroastristas aparecem em descrições das huris (virgens) no paraíso e no sirat (a ponte entre o inferno e o paraíso; Tisdall, p. 49-59, 74-91). Práticas como a de visitar a Caaba, os vários detalhes da peregrinação à Meca, incluindo visitas aos montes Safa e Marwa, e o lançamento de pedras contra uma coluna que simboliza Satanás, eram práticas pré-islâmicas da Arábia pagã (Dashti, p. 55,93-4,164).
O brilhantismo deMaomé. Como mencionado acima, Maomé pode não ter sido analfabeto, e mesmo que não tivesse treinamento formal, foi uma pessoa inteligente e talentosa. Não há razão que impeça que uma mente criativa seja a fonte dos ensinamentos do Alcorão que não têm antecedentes humanos conhecidos.
O biógrafo de Maomé, Haykal, identifica uma possível fonte das “revelações” de Maomé na sua descrição da imaginação fértil dos árabes; “Vivendo como ele sob o vazio do céu e movendo-se constantemente à procura de pasto ou comércio, e sendo constantemente forçado a excessos, exageros, e até mentiras que a vida do comércio geralmente implica, o árabe é dado ao exercício da sua imaginação e a cultiva sempre para o bem ou para o mal, para paz ou para guerra” (ibid., p. 319).
Possíveis fontes satânicas do Alcorão. Também é possível que Maomé tenha recebido suas revelações de um espírito maligno. Ele mesmo a princípio acreditava que suas “revelações” vinham de um demônio, mas foi encorajado por sua esposa Khadija e pela prima dela, Waraqah, a acreditar que a revelação vinha de DEUS. Isso é contado em mais detalhes no artigo Maomé, suposto chamado divino de. Seja pelo próprio brilhantismo, por outras fontes humanas ou por espíritos malignos finitos, não há nada no Alcorão que não possa ser explicado sem a revelação divina.
Conclusão. Apesar das evidências acima contra qualquer origem divina do Alcorão, é interessante que autores muçulmanos tenham se negado a abordar a questão das origens humanas do Alcorão, mas simplesmente repitam afirmações dogmáticas sobre sua fonte divina. Na verdade, raramente encontra-se reconhecimento de problemas, muito menos uma apologia, entre os estudiosos muçulmanos.
Fontes
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VOCÊ SABE O QUE É TEORIA DA LACUNA? - http://assembleia.org.br/voce-sabe-o-que-e-teoria-da-lacuna-2/
Devido às últimas descobertas arqueológicas e o crescente interesse pela ciência nas últimas décadas, vem ganhando força em nosso meio e nos círculos teológicos, a chamada Teoria da Lacuna. Essa teoria foi defendida em 1876 por C. H. Pember em sua obra As Idades Mais Remotas da Terra e a Conexão delas com o Espiritualismo Moderno e a Teosofia. Outro defensor foi o Dr. Artur Custance, autor do livro Sem Forma e Vazia. Chambers a tornou popular utilizando-se das notas da Bíblia de Referência Scofield (1917). No Brasil, tornou-se conhecida através da obra de N. Lawrence Olson, O Plano Divino Através dos Séculos. Também conhecida como Teoria do Caos, Teoria do Intervalo ou Teoria da Ruína-Restauração, representa uma aproximação entre criacionismo bíblico, darwinismo, cosmogonias (mitologia) e cosmologias modernas. É contestada por boa parte dos estudiosos em teologia pelo fato de tentar harmonizar a revelação da criação com as descobertas de outra teoria: a da evolução – embora Pember não fosse um evolucionista. Não é por menos que a teoria em discussão seja contestada pelos teólogos, visto que está repleta de erros, bíblica e teologicamente falando. Os defensores da teoria da ruína-restauração ensinam acerca de um pré-mundo habitado pelos anjos e por uma raça pré-adâmica, que esses teriam se rebelado com satanás e por isso teriam recebido o juízo de Deus através de uma grande inundação, conhecida como "o dilúvio de lúcifer" - onde raça pré-adâmica, leia-se homens pré-históricos e era dos dinossauros. Como se não bastasse, ainda tentam explicar a origem dos demônios, como uma classe diferente dos anjos, ao afirmarem que a raça anterior a Adão seria os espíritos desincorporados dos homens que se uniram à rebelião luciferiana. Todos sabem que a teoria da evolução é uma visão naturalista que pretende excluir a idéia de um Deus Criador Pessoal, explicando a origem de todas as coisas através de acontecimentos que teriam levado bilhões de anos. Ou seja, para eles, as coisas aconteceram naturalmente. Muitos cristãos, mesmo alguns fundamentalistas, se deixaram levar por essa associação equivocada entre criação e evolução para defenderem a proposta de que Deus apenas teria dado o toque inicial e daí em diante passou a ser um supervisor da ordem evolutiva – isso mais parece deísmo. Mas a Bíblia afirma em Gn. 1.1: “No Princípio Criou Deus os Céus e a Terra” e os versículos seguintes mostram Deus como o sujeito em toda a obra criadora do universo. De acordo com os defensores dessa teoria, a terra teria sido criada perfeita para ser habitada, mas devido ao juízo de Deus sobre a civilização anterior a Adão, o mundo veio a se tornar caótico e desabitado. Então, dizem eles, isso explica o fato de haver desordem e caos em Gn. 1.2. Todavia, o texto de Gênesis está nos ensinando que Deus criou todas as coisas e que o escritor está fazendo alusão ao primeiro estado da matéria. Se “bara” (verbo criar no hebraico) e “kitzo” (no grego) estão associados aos atos criativos de Deus ou ao que somente Deus pode fazer, visto que são ações impossíveis aos agentes humanos (Gn. 1.21, 27; 2.3,4; Dt. 4.32; Jó 38.7; Sl.51.10; Is. 40.26, 28; 42.5), temos por outro lado no latim a expressão creatio ex nihilo que, igualmente, nos conduz à noção do criado a partir do nada. Não é demais lembrarmos aqui as palavras do autor do livro aos Hebreus: “Pela fé entendemos que os mundos pela Palavra de Deus foram criados, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb. 11.3). Portanto, o mundo foi criado pela Palavra a partir do nada e Deus não se valeu de matéria pré-existente ou modelos anteriores, nem mesmo no mundo espiritual como pretendem alguns, mas a Bíblia revela que a primeira matéria era informe e que o Espírito de Deus movia-se sobre a matéria recém-criada dando forma ao informe, enchimento ao vazio e ordenando o caótico. Os lacunistas dizem que a expressão de Gn. 1.2 contendo “waw”, que corresponde à nossa conjunção “e”, permite a mudança do verbo do perfeito para o imperfeito. Assim, “era” pode ser traduzido por “tornou-se” ou “veio a ser” – alguns estudiosos do hebraico negam essa possibilidade, entre eles, Frederick Ross e Bernard Northrup, mas outros afirmam positivamente. Citam ainda, os defensores da teoria do caos, Is. 45.18 “... o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada...”. Para mostrarem que a terra foi habitada anteriormente, apresentam citação isolada, tirada de seu contexto e, portanto, nada podem provar. O contexto aponta para a devastação da terra na região onde Ciro ampliava suas conquistas (1) e os teóricos da matéria em questão intencionalmente esquecem ou evitam o que está escrito no versículo 12a: “Eu fiz a terra e criei nela o homem”. Igualmente, uma análise sintática da gramática da língua hebraica não permite, nessa estrutura frasal, que haja intervalo algum entre essas expressões do capítulo primeiro de Genesis. Ora, a suma é que a terra em seu estado primeiro, a primeira substância, era sem forma (heb. “bohu”) e vazia (heb. “wabohu”), e isso dá uma dimensão da obra criadora de um Deus Pessoal, que tem intelecto, sentimento e vontade, e por isso ordenou todas as coisas com inteligência, beleza e amor. Outro fator importante no relato da criação é a posição do escritor do Gênesis em sua confrontação com as narrativas existentes, negando as concepções mitológicas de seu tempo ou anteriores a ele. A Bíblia revela que houve um princípio, quando a matéria era ainda um caos, e o Deus Criador, por sua Palavra deu forma ao informe e encheu o vazio de vida e beleza, ordenando todas as coisas em seu lugar e estabelecendo leis perpétuas. Uma das definições que encontramos de Deus é: "Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo" (2). O adorno do Espírito Santo qual ave-mãe chocando um ovo (essa é a idéia no original) diz muito acerca do labor afetivo da Trindade para criar o universo e o homem. (1) Ridderbos, J. - Isaías, Introdução e Comentário, p. 378. (2) Langston, B. - Esboço em Teologia Sistemática, p. 33. Fontes: Derek Kidner - Genesis Intr. e Comentário. Esdras Bento - Teologia e Graça. Rev. Walter Lang - Criacionism.org.
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
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