sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Lição 9, A Corrupção dos Últimos Dias

Lição 9, A Corrupção dos Últimos Dias
3º trimestre de 2015 - A Igreja E O Seu Testemunho - As Ordenanças De CRISTO Nas Cartas Pastorais
Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima

Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
 
TEXTO ÁUREO"Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção." (2 Pe 2.12).
 

VERDADE PRÁTICAO ensino da Palavra de DEUS, de modo cuidadoso, pode evitar que a corrupção domine os corações dos salvos.
 
 
Segunda - 1 Co 13.5 Quem tem amor "não busca seus interesses"
Terça - Rm 1.31 Homens sem DEUS, sem afeto natural
Quarta - 1 Jo 3.15 Qualquer que odeia ao seu irmão é homicida
Quinta - Mt 23.23-28 Quem ensina e não dá exemplo é hipócrita
Sexta - 1 Pe 3.15 O ensino bíblico dá segurança quanto à fé
Sábado - Fp 4.8 O crente precisa ter cuidado com aquilo que pensa
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Timóteo 3.1-4, 14-16
1 - Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; 2 - porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3 - sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, 4 - traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de DEUS, 14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido. 15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS. 16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.
 
OBJETIVO GERAL
Descrever a corrupção dos últimos dias
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apontar as características dos tempos trabalhosos.
Apresentar o apóstolo Paulo como exemplo de obreiro em tempos difíceis.
Conscientizar os alunos acerca do valor do ensino bíblico nesses tempos trabalhosos.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSORProfessor, os dias não são fáceis para quem deseja servir a JESUS com humildade, sinceridade e fidelidade ao Senhor. São tempos que requer dos líderes, sobriedade, temperança, firmeza. A lição desta semana visa munir os alunos de conhecimento sólido do Evangelho de CRISTO a fim de que eles, autonomamente, discirnam a corrupção desses últimos dias. Tal corrupção deve ser combatida por aqueles que têm a vocação ministerial para servir a Igreja de CRISTO JESUS na terra. Incentive os alunos a desenvolverem uma consciência crítica em relação a tudo o quanto se mostra claramente contra o princípio do Evangelho de CRISTO: amar a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
 
PONTO CENTRALNesses tempos trabalhosos, o valor do ensino das Escrituras deve ser reconhecido e aplicado pelos verdadeiros obreiros do Senhor.
 
Resumo da Lição 9 - A Corrupção dos Últimos Dias
I - OS TEMPOS TRABALHOSOS
1. Nos últimos dias (v. 1).
2. Falsa aparência (v. 5).
II - PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS
1. Um obreiro exemplar (v. 10).
2. Modo de viver.
3. Intenção, fé longanimidade e amor.
III - O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS
1. O valor do ensino bíblico.
2. Combatendo o "espírito do Anticristo" com a Palavra de DEUS.
a) O relativismo. b) Leis infames.
3. A Palavra de DEUS e seus referencias éticos.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - O apóstolo Paulo descreveu as características malévolas dos dias trabalhosos.
SÍNTESE DO TÓPICO II - O apóstolo Paulo é um exemplo de vida piedosa exemplar para vivermos esses dias trabalhosos.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O ensino da Palavra de DEUS tem o valor de combater o "espírito do Anticristo" e promover os referenciais éticos do Reino de DEUS.
 
CONHEÇA MAIS top1
*Tempo difíceis
"Essa passagem, a exemplo de outras, silencia a perspectiva otimista de alguns, de que a mensagem do evangelho se destina a converter a maior parte da humanidade e introduzir uma era de paz antes da volta de JESUS. O apóstolo faz contrastar essa visão com o aumento maléfico das condições morais e sociais tendentes a irem de mal a pior. O desafio cristão não é de apresentar a paz universal mas de permanecer fiel a DEUS em tempos de tribulação e promover o Evangelho da salvação de CRISTO, apesar da corrupção no interior da igreja e da perseguição externa de que é vítima". Leia mais em Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 843.
 
SUBSÍDIO DIDÁTICO top2Outro exemplo que pode auxiliá-lo a mostrar o quanto um homem de DEUS pode ser um modelo para o povo escolhido do Senhor, com o objetivo de estimular ao povo a viver na presença de DEUS, é apresentarmos o contexto do profeta Malaquias. Igualmente ao do apóstolo Paulo, o profeta Malaquias vivia num contexto hostil aos valores do Eterno. Mas a vida do profeta foi capaz de demonstrar "que DEUS sempre amou seu povo, dizia Malaquias, mas este nunca havia assimilado a profundidade deste amor, e na verdade retribuía-o com desonra e desobediência (Ml 1.6-14). Tudo isto pode ser visto na própria indiferença do povo para com as ofertas, pois enquanto se empenhavam em importar o melhor para suas próprias casas, os sacrifícios eram da pior espécie, com animais cegos e doentes. Os próprios sacerdotes se voltavam contra DEUS, violando abertamente o compromisso de levitas (Ml 2.8). Além disso, muitos judeus tinham se divorciado de suas mulheres, sinalizando assim seu descaso para com os ensinamentos das Escrituras (Ml 2.10). Como resultado, o Senhor enviaria seu mensageiro messiânico para purgar o mal enraizado no coração do povo e purificar um remanescente que andaria diante da presença do Senhor em verdade" (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.548,49). Lembre aos alunos que o nosso DEUS conta com as nossas vidas para sermos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16) numa geração hostil à vontade do Senhor.

PARA REFLETIR - A respeito das Cartas Pastorais:
Paulo inicia o capítulo três falando a respeito de qual assunto?
Paulo inicia falando a respeito da extrema corrupção dos últimos dias.
O termo "últimos dias" se refere somente aos tempos escatológicos? O termo "últimos dias" não se refere somente ao fim dos tempos escatológicos, mas faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja.
Quais as características principais dos falsos mestres?Amantes de si mesmos; avarentos; presunçosos, soberbos; blasfemos, etc.
Segundo a lição, qual era o verdadeiro propósito de Paulo? Promover o Evangelho de CRISTO.
Quais são os "instrumentos" utilizados por Satanás nesses últimos dias?O relativismo e Leis infames.
 
CONSULTE a Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 63, p. 40.
Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
Formando um Homem de DEUS, A Batalha pela sua mente e Neemias - Paixão pela fidelidade.
 
COMENTÁRIOS DE DIVERSOS COMENTARISTAS COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES DO Ev. HENRIQUE
O apóstolo Paulo está preso num calabouço romano, na sala de espera do martírio. A fornalha da perseguição contra a igreja está acesa. Paulo dá suas últimas recomendações a Timóteo, um pastor jovem, doente e tímido, sobre como enfrentar vitoriosamente o tempo do fim. 2 Timóteo - O testamento de Paulo à igreja - Hernandes Dias Lopes - Comentários Expositivos Hagnos
Como enfrentar o fim dos tempos vitoriosamente
Os últimos dias (3.1a)
Sabe, porém, isto: nos últimos dias... (3.1a). Os últimos dias, segundo a opinião de John N. D. Kelly, denotam o período pouco antes da parousia e do fim da era presente. Nosso entendimento, porém, é que os últimos dias não são apenas uma referência escatológica aos últimos dias que precederão imediatamente a segunda vinda de CRISTO, mas também uma referência a todo o período compreendido entre a primeira e a segunda vindas de CRISTO. A nova era chegou com JESUS CRISTO e, por sua vinda, a era antiga passou, sendo agora o amanhecer dos últimos dias (At 2. l4-17; Hb 1.1,2).
De acordo com Calvino, os últimos dias são uma refe­rência à condição universal da igreja cristã. Trata-se de uma descrição do presente, e não apenas do futuro. A história da igreja confirma que tem sido assim. Diz Stott que, quando o navio da igreja cristã foi posto no mar, não lhe foi dito que esperasse uma travessia serena e calma; ele tem sido golpeado por tormentas e tempestades e até por furacões.
Barclay é esclarecedor quando escreve:
Os judeus dividiam todo o tempo entre esta era presente e a era por vir. Esta era presente era totalmente má; e a era por vir era a idade de ouro de DEUS. Entre ambas as eras, estava o Dia do Senhor. Esse dia seria aquele no qual DEUS definiria e pessoalmente interviria para destruir este mundo a fim de refazê-lo. Esse Dia do Senhor seria precedido por uma época de terror; uma época na qual o mal se uniria para seu assalto final; uma época em que o mundo seria sacudido até seus fundamentos morais e físicos.
Tempos difíceis (3.1b)
O apóstolo é enfático quando escreve: Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis; pois os homens serão... (3.1,2a).
Paulo diz que precisamos saber duas coisas acerca desse tempo do fim.
Em primeiro lugar, esse tempo não é fácil para ser vivido. Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis (3.1). Esses dias são duros, difíceis, furiosos e violentos. Paulo emprega o termo grego chalepos, o mesmo usado para descrever os endemoninhados gadarenos que estavam furiosos (Mt 8.28). Nas palavras de Warren Wiersbe, isso indica que a violência dos últimos dias será incitada pelos demônios (lTm 4.1). No grego clássico, o termo foi empregado em referência a perigosos animais selvagens e também ao mar violento.132 Ainda se aplica à conjunção ameaçadora dos corpos celestes.133 Esse tempo do fim é uma época de terrível florescimento do mal, em que todos os alicerces morais são sacudidos. E uma confrontação com as forças do mal. E como se o mundo se tornasse ainda mais mundano. Stott diz que esse tempo é marcado por uma ativa oposição ao evangelho.
O próprio Paulo tinha sido detido, algemado e colocado na prisão, como um prisioneiro comum, por causa de sua lealdade ao evangelho (1.11,12; 2.9). Na Ásia, todos o tinham abandonado como Timóteo bem o sabia (1.15). Mas por que Paulo ordena a Timóteo saber aquilo que ele já sabe? E que ele quer enfatizar que a oposição à verdade não é uma situação passageira, mas uma característica permanente da presente era. Hendriksen está correto em dizer que esses serão tempos de impiedade crescente (Mt 24.12; Lc 18.8), que culminarão no clímax da maldade, a revelação do homem do pecado (2Ts 2.1-12).
Em segundo lugar, o caos da sociedade é resultado daquilo que os homens são. Pois os homens serão egoístas... (3.2a). O mal não está fora, mas dentro do homem. Equivocou-se Jean-Jacques Rousseau quando declarou que o ser humano é essencialmente bom. Errou John Locke quando afirmou que o homem é uma tabula rasa, uma folha em branco, produto do meio. Não é o meio que corrompe o homem; é o homem que corrompe o meio. O ser humano não está corrompido por causa do mundo ao redor; o mundo ao redor está corrompido por causa do ser humano. O mal não vem de fora; vem de dentro do próprio homem. E do coração humano que procedem todos os maus desígnios. A sociedade rendida ao pecado é apenas um reflexo do próprio homem pecador. A decadência da sociedade está relacionada com o que os homens são e consequentemente com o que os homens fazem. Vejamos a descrição do apóstolo: a sociedade está decadente porque os homens estão invertendo os valores de DEUS. Paulo diz que as pessoas direcionam seu amor para si mesmas, para o dinheiro e para o prazer: poder, dinheiro e sexo. O que está essencialmente errado com essas pessoas é que o seu amor está mal dirigido. Em vez de serem em primeiro lugar amigos de DEUS, são amantes de si mesmos, do dinheiro e do prazer. Concordo com Warren Wiersbe quando ele diz que o cerne do problema é o coração. DEUS ordena que o amemos acima de todas as coisas e que amemos ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.34-40), mas, se amarmos a nós mesmos acima de tudo, não amaremos a DEUS nem ao próximo.
No universo há DEUS, pessoas e coisas. Nós devemos adorar a DEUS, amar as pessoas e usar as coisas. Mas, se começamos adorando a nós mesmos, acabaremos ignorando DEUS, amando as coisas e usando as pessoas. Este é o triste diagnóstico da sociedade.
Conduta moral corrompida (3.2-4)
O diagnóstico que Paulo dá da sociedade é sombrio:
Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de DEUS (2Tm 3.2-4).
Qual é a descrição que Paulo faz da sociedade? Como vivem os seres humanos? Quais são suas marcas? John N. D. Kelly diz que esse tempo é marcado por um repúdio geral à lei, à decência e à afeição natural. O presente “catálogo de vícios” deve ser comparado a Romanos 1.29-32. Embora não possamos afirmar que Paulo tinha uma divisão clara em sua mente, vamos analisar algumas categorias apenas para nos ajudar no entendimento do assunto.
Em primeiro lugar, a conduta moral em relação a nós mesmos. Quatro pecados mencionados estão relacionados à relação do ser humano consigo mesmo.
1. Os homens serão egoístas. A palavra grega filautós, traduzida por egoístas, significa literalmente “amantes de si mesmos”. As pessoas são narcisistas: amam a si mesmas e só se importam com o próprio bem-estar. São como o “ouriço”: têm veludo por dentro e espinhos por fora. Essa tendência à idolatria do eu tem arrebentado com os relacionamentos na família, na igreja e na sociedade. Concordo com Barclay quando ele diz que o egoísmo é o pecado básico do qual provém os demais pecados. No momento em que a pessoa torna sua vontade e seu desejo o centro de sua vida, destrói as relações com DEUS e com o próximo. Uma vez que a pessoa se erige como DEUS, a obediência a DEUS e o amor ao próximo se tornam impossíveis. A essência do cristianismo não é o egoísmo, mas o amor ao próximo.
2. Os homens serão jactanciosos. A palavra grega alazon significa “fanfarrões, gabolas”. Refere-se às pessoas que tocam trombeta proclamando virtudes que não têm que se apresentam mais fortes, mais sábias, mais ricas do que na verdade são. São como o albatroz, que têm o papo muito grande. São como restolho que, embora chocho, jamais se curva. Plutarco usou esse termo grego para descrever o médico charlatão. Aristóteles o utilizou para a pessoa que se apresenta como melhor do que na verdade é. Xenofonte diz que essa palavra era usada em alusão àqueles que pretendem ser mais ricos do que são, mais valentes do que são, e que prometem fazer o que não podem cumprir. John N. D. Kelly diz que a descrição jactanciosos têm que ver com palavras, gestos e o comportamento externo; e arrogantes, que veremos a seguir, com sentimentos interiores.
3. Os homens serão arrogantes. A palavra grega huperefanos significa “soberbo”. E aquele que se mostra por sobre os demais, que olha para os outros empoleirado no palco da vaidade, e vive de nariz empinado e andando de tamanco alto. Arrogantes são aqueles que têm mania de grandeza e veem a si mesmos como superiores aos demais, nutrindo certo desprezo por todos, exceto por si próprios. Essas pessoas soberbas, na igreja, vestem as roupagens de Diótrefes (3Jo 9) e veem as demais como concorrentes. A essas pessoas DEUS resiste (lPe 5.5).
4. Os homens não terão domínio de si. A palavra grega akrates significa “sem domínio próprio”. São os indivíduos escravos de si mesmos. Dominados por suas paixões, desejos e vícios, são escravos da ira, da língua, do sexo, das drogas. O verbo kratein significa “controlar, ter poder sobre algo”. O homem pode chegar a um grau em que, longe de autocontrolar-se, se converte em escravo de um hábito ou de um desejo. Esse caminho é inevitavelmente o caminho da ruína, porque ninguém pode dominar nada, a não ser que em primeiro lugar domine a si mesmo Em segundo lugar, a conduta moral em relação ao próximo. Seis pecados são mencionados pelo apóstolo Paulo.
1. Os homens serão implacáveis. A palavra grega aspondos significa “sem trégua, sem acordo, sem perdão”. Logo, aspondos refere-se à pessoa irreconciliável, cujo ódio arde como fogo. Um indivíduo aspondos age como os moabitas que, não satisfeitos em nutrir ódio consumado pelos edomitas, exumaram o corpo do rei de Edom, apenas para queimar seus ossos (Am 2.1). Trata-se de uma ira que não cessa de arder. Barclay esclarece que aspondos pode significar duas coisas. Pode referir-se ao homem que abriga um ódio tão profundo e implacável que nunca chegará a um acordo com quem tem discutido. Ou pode significar que o homem tem tão pouca honra que chegará a romper e desconsiderar os termos de um acordo.
2. Os homens serão caluniadores. A palavra grega diabolos significa “caluniador”. O diabo é o padroeiro dos caluniadores e o senhor de todos eles. E o pecado de espalhar contendas, disseminar intrigas, jogar uma pessoa contra a outra, destruir pontes de contato e cavar abismos nos relacionamentos. Esse é o pecado que DEUS mais abomina (Pv 6.16,19). Um caluniador destrói o maior patrimônio que uma pessoa tem: seu nome.
3. Os homens serão cruéis. A palavra grega anemeros era aplicada mais apropriadamente a uma fera selvagem que a um ser humano. Portanto, seu significado aqui é o de um indivíduo tão selvagem que não tem nenhuma sensibilidade nem simpatia. Suas palavras machucam, suas ações ferem e suas reações são intempestivas e avassaladoras.
4. Os homens serão traidores. A palavra grega prodotes significa “delator”. E a pessoa entreguista, em quem não se pode confiar. São os informantes traiçoeiros. Agem como Alexandre, o latoeiro (2Tm 4.14), que delatou o apóstolo Paulo, culminando em sua segunda prisão e consequente martírio. Os traidores comportam-se traiçoeiramente como Judas Iscariotes. São víboras peçonhentas, lobos vorazes, rochas submersas, perigos implacáveis.
5. Os homens serão atrevidos. A palavra grega propetes significa “uma pessoa levada pela paixão”. E usada para descrever aquele indivíduo que não para de falar ou agir movido completamente por sua paixão, incapaz de pensar de forma prudente e sensível. E o ser humano que não se detém diante de nada para obter seus propósitos.
6. Os homens serão inimigos do bem. A palavra grega afilagathos significa “aquele que não gosta de boas amizades”. Esses são como urubus preferem a podridão. Seu paladar moral perdeu completamente a sensibilidade. Essas pessoas têm uma atração mórbida por aquilo que está podre.
Em terceiro lugar, a conduta moral em relação a DEUS. Quatro pecados são descritos na relação do homem com DEUS.
1. Os homens serão blasfemadores. A palavra grega blasfêmia significa “insulto a DEUS e aos homens”. Descreve aqueles indivíduos que desandam a boca para falar contra DEUS e contra o próximo, zombam de DEUS e escarnecem do próximo com suas palavras carregadas de veneno. E a crítica cruel a DEUS e aos homens.
2. Os homens serão ingratos. A palavra grega akaristos significa “sem graça, sem gratidão”. Refere-se às pessoas que se negam a reconhecer sua dívida com DEUS e com o próximo. Barclay diz que esse é o pecado que mais fere porque é o mais cego de todos. O termo se refere às pessoas que, mesmo recebendo tudo, não retribuem nada. São como os nove leprosos curados que não voltaram para agradecer. São como Brutus, que, mesmo arrancado da sarjeta pelo imperador Júlio César, foi o algoz que o apunhalou pelas costas.
3. Os homens serão irreverentes. A palavra grega anosios significa “indecente”, ou seja, o indivíduo que vive abertamente no pecado sem qualquer recato ou pudor. Trata-se daquela pessoa que já perdeu a vergonha e cujo único objetivo de vida é satisfazer seus desejos pervertidos.
4. Os homens serão mais amigos dos prazeres que de DEUS. Essas pessoas adoram a si mesmas em vez de adorar a DEUS. São ególatras e narcisistas. Estão embriagadas de amor por si mesmas. Vivem para satisfazer os próprios desejos. Fazem da vida uma corrida desenfreada em busca do prazer imediato. São consumados hedonistas.
O lazer, a diversão, o culto ao corpo e o culto ao estômago estão tomando o lugar de DEUS na sociedade contemporânea. A televisão, o cinema, o futebol, os salões de jogos, os jogos de internet estão ocupando a mente e o tempo dos crentes. Em média, os cristãos passam 25 horas/semana diante da televisão e apenas 1 hora/semana estudando a Bíblia na Escola Dominical. Muitas pessoas que frequentam a igreja ainda vão a boates, clubes noturnos e casas de shows. O mundo as está apanhando em sua rede. Hans Burki diz que a raiz do problema dessas pessoas é que elas colocam a si mesmas e seus deleites acima de DEUS. Buscar ser igual a DEUS significa colocar a si mesmo no lugar de DEUS, transformando-se em DEUS e destituindo o Senhor.
Em quarto lugar, a conduta moral em relação à família. Dois pecados são mencionados.
1. Os homens serão desobedientes aos pais. Este é o maior sinal de decadência de um povo. Quando os filhos não respeitam mais os pais, perderam por completo qualquer respeito à autoridade. E o que se espera daí é a anarquia e a confusão.
2. Os homens serão desafeiçoados. A palavra astorgos significa “sem amor familiar”. Sem o amor entre pais e filhos e sem a afeição no lar, não pode existir famílias saudáveis. Os filhos precisam se converter aos pais, e os pais, aos filhos.
Em quinto lugar, a conduta moral em relação ao dinheiro.
Isso porque os homens serão avarentos. A palavra grega filarguros, traduzida por avarentos, significa literalmente “amantes da prata”. Éfeso era a casa do tesouro da Ásia Menor. Muitas pessoas ali se perderam não por causa da pobreza, mas da riqueza. Mais pessoas perdem sua alma na fartura do que na escassez. O dinheiro é o deus mais adorado deste século. As pessoas matam, morrem, casam-se e divorciam-se por amor ao dinheiro.
 
1 Timóteo 3.14-16
A firmeza dos fiéis (3.14). A ordem de Paulo a Timóteo para permanecer firme nas Escrituras nunca foi tão oportuna quanto em nossa geração, pois, como diz Stott, “os homens se orgulham de inventar um novo cristianismo com uma nova teologia e uma nova moral, tudo isso dando sinais de uma nova reforma”, Paulo ordena que Timóteo permaneça firme nas Escrituras, e isso porque ele não as aprendeu de nenhum aventureiro espiritual, mas, desde a infância, de sua avó e de sua mãe (1.15; 3.15) e mais tarde do próprio apóstolo Paulo, a quem JESUS confiara esse sagrado depósito (1.2; 1.6; 1.11,12; 3.10).
Em segundo lugar, a superioridade da Palavra de DEUS em relação ao engano dos impostores (3.15-17). As Escrituras são sagradas, confiáveis e úteis. A Bíblia é o Livro dos livros: inspirada por DEUS, escrita por homens santos, concebida no céu, nascida na terra, odiada pelo inferno, pregada pela igreja, perseguida pelo mundo e crida pelos fiéis. A Palavra de DEUS é infalível, inerrante e suficiente. E vencedora invicta em todas as batalhas. Tem saído ilesa do ataque implacável dos críticos e das fogueiras da intolerância. A Palavra de DEUS é a bigorna que tem quebrado todos os martelos dos céticos. Homens perversos se esforçam para destruí-la, queimá-la, escondê-la ou atacá-la, mas ela tem saído incólume de todas essas investidas. E viva e poderosa. E atual e oportuna. E a divina semente. Por meio dela somos gerados de novo. Por meio dela cremos em CRISTO. Por meio dela somos fortalecidos. A Palavra de DEUS é água para os sedentos, pão para os famintos e luz para os errantes. Por meio dela somos santificados e através dela recebemos poder. Ela é a arma de combate e o escudo que nos protege. E mais preciosa que o ouro e mais doce que o mel.
Duas verdades devem ser aqui destacadas em relação à Palavra:
Primeiro, a origem das Escrituras. Toda a Escritura é inspirada por DEUS... (3.16a). As Escrituras não são fruto da lucubração humana, mas da revelação divina. Elas não provêm da descoberta humana, mas do sopro divino. Toda a autoridade das Escrituras depende exclusivamente da sua origem divina. A palavra grega theopneustos significa literalmente “soprada por DEUS”. Isso não quer dizer, porém, que DEUS anulou a personalidade, o estilo ou a preparação de seus escritores, uma vez que esses homens santos falaram movidos pelo ESPÍRITO SANTO (2 Pe 1.21). Significa, porém, que as Escrituras surgiram na mente de DEUS e foram comunicadas pela boca de DEUS, pelo sopro de DEUS ou pelo seu ESPÍRITO. As Escrituras são, pois, no verdadeiro sentido do termo, a Palavra de DEUS, porque DEUS as disse. E como os profetas costumavam anunciar: a boca do SENHOR o disse E importante destacar que toda a Escritura, e não apenas parte dela, é inspirada por DEUS. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos compõem as Escrituras (3.14; 2 Tm 5.18; ICo 2.13; 2 Co 2.17; 13.3; Gl 4.14; Cl 4.16; l Ts 2.13; 5.27; 2 Pe 3.16). Muitos liberais aproximam-se das Escrituras carregados de ceticismo e contestando toda inspiração, inerrância e infalibilidade. Há aqueles que, enganosamente, afirmam que as Escrituras apenas contêm a Palavra de DEUS, mas não são a Palavra de DEUS. Outros negam sua historicidade e tentam, jeitosamente, explicar seus registros históricos e seus milagres de forma metafórica. Permanece a verdade inabalável de que toda a Escritura é inspirada por DEUS. Sobre esse sólido fundamento, devemos erigir nossa fé. João Wesley usou uma forte lógica para provar a origem divina das Escrituras:
A Bíblia foi concebida por uma das três fontes: 1) por homens bons ou anjos; 2) por homens maus ou demônios; 3) ou por DEUS.
Primeiro, a Bíblia não poderia ter sido concebida por homens bons nem por anjos, porque ambos não poderiam escrever um livro em que mentissem em cada página escrita em que houvesse as palavras: Assim diz o SENHOR, sabendo perfeitamente que o Senhor nada dissera e que todas as coisas tivessem sido inventadas por eles. Segundo, a Bíblia não poderia ter sido concebida por homens maus ou demônios, porque não poderiam escrever um livro que ordena a prática de todos os bons conselhos, proíbe pecados e descreve o castigo eterno de todos os incrédulos. Portanto, concluo que a Bíblia foi concebida por DEUS e revelada aos homens.
Segundo, o propósito das Escrituras (3.15-17). Se a origem das Escrituras nos fala de onde ela provém, seu propósito trata do que ela pretende. Vejamos três faces desse propósito.
1. As Escrituras conduzem as pessoas à salvação. "E que desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação..." (3.15). A Bíblia é essencialmente um manual de salvação. Seu propósito mais alto não é ensinar fatos da ciência que o homem pode descobrir por sua investigação experimental, mas ensinar fatos da salvação que nenhuma exploração humana pode descobrir e somente DEUS pode revelar. As Escrituras falam sobre a criação e a queda. Ensinam sobre o juízo de DEUS e também de seu amor redentor.
2. As Escrituras anunciam a salvação por intermédio de CRISTO. ... pela fé em CRISTO JESUS (3.15b). A salvação é por meio de CRISTO. No Antigo Testamento, as pessoas eram salvas pelo CRISTO da promessa; no Novo Testamento, elas são salvas pelo CRISTO da história. No Antigo Testamento, as pessoas olhavam para a frente, para o CRISTO que haveria de vir; no Novo Testamento, elas olham para trás, para o CRISTO que já veio. No Antigo Testamento, as pessoas creram no CRISTO da promessa; no Novo Testamento, as pessoas creram no CRISTO da história. O Antigo Testamento anuncia a promessa e a preparação para a chegada de CRISTO. Os Evangelhos expõem o nascimento, a vida, o ensino, os milagres, a morte, a ressurreição e a ascensão de CRISTO. O livro de Atos relata a propagação do evangelho de CRISTO desde Jerusalém até Roma. As epístolas apresentam a ilimitada glória da pessoa e da obra de CRISTO, aplicando-a a vida do cristão e da Igreja. O Apocalipse traz a consumada vitória de CRISTO e da sua igreja. CRISTO é o centro da eternidade, da história e das Escrituras. Ele é o Salvador do mundo, o único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12).
3. As Escrituras tratam tanto da doutrina quanto da conduta ... "é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (3.16b, 17). Pressupõe-se ensino ou doutrina (o que é certo); repreensão (o que não é certo); correção (como se tornar certo); educação na justiça (como permanecer certo). John N. D. Kelly explica essa passagem da seguinte forma:
A Escritura é pastoralmente útil para o ensino, isto é, como fonte positiva de doutrina cristã; para repreensão, isto é, para refutar o erro e para repreender o pecado; para a correção, isto é, para convencer os mal-orientados dos seus erros e colocá-los no caminho certo outra vez; e para a educação na justiça, isto é, para a educação construtiva na vida cristã.
2 Timóteo - O testamento de Paulo à igreja - Hernandes Dias Lopes - Comentários Expositivos Hagnos
 
Comentários extras do Ev. Henrique
Corrupção para mim é o apodrecimento do corpo, é a putrefação, a decomposição, a adulteração das características originais. O corpo de JESUS não viu corrupção, quer dizer, não apodreceu no sepulcro. At 2. Assim a corrupção da igreja nos últimos dias é a falta do verdadeiro alimento e a inanição espiritual. Falta de doutrinas bíblicas explicadas sistematicamente e falta da presença visível de DEUS com sinais, prodígios e maravilhas. O horário para ensino da bíblia foi absolvido pelas músicas, danças, avisos e apresentações teatrais.
Avarentos - literalmente, “amor do dinheiro”, é traduzido em Lc 16.14 e 2 Tm 3.2 por “avarento”, sendo o significado mais amplo e devido a “amantes de dinheiro”.
E tu. dentre todo o povo, procura homens capazes, tementes a DEUS. homens de verdade. que aborreçam a avareza: e põe-nos sobre eles por maiorais de mil. maiorais de cem. maiorais de cinquenta e maiorais de dez" (Ex 18.21).
Soberbos - arrogantes - “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra" (Pv 29.23).
huperephanos significa “mostrar-se a si mesmo acima dos outros” (formado de huper. “muito acima de”, e phainomai, “aparecer, ser manifesto”), embora muitas vezes denote “preeminente”, sempre é usado no Novo Testamento no mau sentido de “arrogante, desdenhoso, orgulhoso, altivo. soberbo” (Lc 1.51; Rm 1.30; 2 Tm 3.2; Tg 4.6 e 1 Pe 5.5). Nos dois últimos textos, e posto em contraste com o termo tapeinos, “humilde, humildemente”. Contraste com o substantivo huperephania, que ocorre em Mc 7.22 (“soberba”).
Presunçosos - Presunção, s.f. Pretensão; opinião excessivamente boa acerca de si mesmo; demonstração dessa opinião em público; expressão de vaidade, afetação. Segurança ou confiança que se tem em si mesmo.
Blasfemo:
A. Substantivo. blasphemia, formado ou de blax, “indolente, estúpido", ou, provavelmente, de blapto, F “ferir, magoar, injuriar**, pheme. "linguagem** (em português, “blasfêmia”) ocorre muitas vezes (por exemplo, em Mt 15.19; Mc 7.22; Ef 4.31; Cl 3.8: 1 I Tm 6.4: Jd 9). A palavra “blasfêmia” esta praticamente limitada à linguagem difamatória acerca da Majestade Divina. (LINGUAGEM MÁ, ULTRAJAR).
B. Verbo. blasphemeo. “blasfemar, vituperar. zangar-se com ou ultrajar”, é usado:
(a) de modo geral, acerca de qualquer linguajar insultante, ultra, calunia vitupério, etc., como os que se zangaram com CRISTO (por exemplo, Mt 27.39; Mc 15.29; Lc. 65: 23.39);
(b) a respeito daqueles que falam denhosamente de DEUS ou das coisas sagradas por exemplo. Mt 9.3; 26.65; Mc 3.28: Rm 2.24; 14.16; 1 Co 4.13; 10.30; 1 Tm 1.20; 6.1; Tt 3; 2 Pe 4.4; 2 Pc 2 .2 .1 0 ,1 2 : Jd 8.1 0 : Ap 13.6;
16.9,11,21). O verbo (na forma do particípio preme) significa “blasfemador. falar blasfêmias” (At 9.37; Mc 2.7).
No original, não há substantivo que represente femador em nosso idioma. Tal termo é expresso pelo verbo blasphemeo ou pelo adjetivo blasphemas.(CALUNIAR. INJURIAR EM RELATÓRIO ULTRAJAR.
C. Adjetivo. blasphemos “linguagem abusiva, iciosa” (At 6.11,13: 1 Tm 1.13; 2 Tm 3.2; 2 Pe 1).
O longânimo tem pavio longo. Seria como se alguém acendesse o pavio de uma banana de dinamite com vários metros de distância. Até que o o fogo chegasse à dinamite daria tempo de se pensar, analisar todas as possibilidades de não se ter que explodir a dinamite, ai então se apagava o pavio. Já o que que tem pavio curto, não é longânimo, explode rapidamente sem dar tempo de analisar a situação.
Nós, os obreiros, somos o exemplo para o rebanho. Quando JESUS mandou João escrever cartas às igrejas, mesmo sabendo do pecado da maioria, endereçou suas cartas aos anjos das igrejas, aos pastores. Nós obreiros devemos andar na frente das ovelhas mostrando o caminho correto.
Exemplo de corrupção na Igreja:
Quem quer a todo custo um cargo ou posição na igreja, por exemplo, levanta a mão nas reuniões apoiando qualquer posição tomada pela liderança, mesmo que seja contrária à bíblia ou ao seu julgamento interno. O que lhe importa é agradar àqueles que podem lhe dar a posição ou cargo ou salário desejado.
Quando um pastor faz vista grossa para o pecado de alguém que dá um bom dízimo. ou que seu parente próximo dá um bom dizimo.
Quando o pastor promete conseguir na igreja muitos votos para um candidato que lhe prometeu um cargo para seu filho ou telhas e tijolos para a construção da igreja.
O povo diz que vai a igreja adorar a DEUS, para ver JESUS, mas quando ele chega e começa a fazer milagres o povo vai embora assistir TV ou comer uma pizza e deixa JESUS lá só com os doentes. Geralmente quando termino de orar pelos doentes e enfermos só tem 20 pessoas na igreja, o restante tinha coisa mais importante para fazer lá fora. Na maioria das vezes procuro o pastor e ele já foi também, o que é mais triste.
Ev. Henrique
 
DESGRAÇAS DOS ÚLTIMOS DIAS. 3:1-9
1. Como em 1 Tm 4:1 ss, Paulo agora relembra a Timóteo (Sabe, porém, isto) acerca da convicção cristã primitiva de que o período que antecederia a volta de CRISTO seria de crise agonizante, envolvendo um colapso de padrões morais. Visto que está fazendo uso de matéria profética corrente na igreja, naturalmente emprega o tempo do futuro, mas logo se toma aparente que sua atenção está fixa no presente, quando aquelas predições estão sendo por demais exatamente cumpridas. Sua lição é que Timóteo, longe de ficar desanimado, deve ficar de sobreaviso, e, em certo sentido, até mesmo estimulado, pelas evidências ao seu redor da má conduta e da fé religiosa insatisfatória, que o Apóstolo classifica juntas, visto que todas fazem parte do padrão dos eventos que foi profetizado. Para a expressão Nos últimos dias, cf. At 2:17; Tg 5:3; 2 Pe. 3:3; Jd 18. Não é achada nas Paulinas reconhecidas (mas cf. 1 Tm 4:1: “nos últimos tempos”), denota o período pouco antes da Parousia e do fim da era presente. A igreja apostólica acreditava que o próprio CRISTO predissera que estes eventos seriam introduzidos por uma crise do mal, inclusive a emergência, de impostores religiosos e uma apostasia geral (Mt 24; Mc 13; Lc 21), e a apocalíptica judaica previu um colapso total da moralidade diante da vinda do Messias. Paulo, portanto, pode aceitar como verdade estabelecida (cf. 2 Ts 2:3-12) de que sobrevirão tempos difíceis, i.é, penosos e perigosos para os servos verdadeiros de DEUS, e a situação deplorável em Éfeso parece fornecer confirmação empírica do fato. A fim de descrever o colapso moral dos últimos dias Paulo introduz (w. 2-5) um catálogo de vícios do tipo que ocorre freqüentemente nas suas cartas reconhecidas: ver sobre 1 Tm 1:9. Esta lista específica tem uma semelhança notável, no conteúdo bem como na construção retórica e o uso de assonância, àquela em Rm 1:29-31, mas também há diferenças que tomam implausível a hipótese de empréstimo direto. O fato de que os paralelos mais notáveis de estilo e de vocabulário acham-se em Filo (ver C. Spicq, págs. 381-2) sugere que a origem documentária ulterior da matéria incluída na lista é ensino tradicional judaico ao invés de ser a diátribe helenística.
 2. Paulo começa com uma declaração generalizante de que os homens serão vis de várias maneiras. Não está pensando primeiramente de grupos específicos, mas, sim, está. dando expressão aos prenúncios apocalípticos de um repúdio, geral à lei, à decência, ç à afeição natural. Os epítetos que se seguem parecem estar agrupados em pares, sendo que em vários casos são ligados por assonância. Destarte, os adjetivos egoístas e avarentos (lit. “amantes de si mesmos” e “amantes do dinheiro”) têm, igualmente, o prefixo phil- em Grego. Pode ser notado que o catálogo é encerrado com um par construído de modo semelhante: amigos dos prazeres e amigos de DEUS. Estes pares fornecem a chave dos demais, visto que a corrupção moral completa tende a ser o resultado quando os homens abandonam a DEUS para ficarem ocupados com o próprio eu e a satisfação material. Para o conceito do dinheiro como uma causa radical do mal, cf. 1 Tm 6:10. O segundo par, jactanciosos, arrogantes, expressam aspectos diferentes, porém correlatos, do orgulho que brota do egocentrismo. Jactanciosos tem a ver com palavras, gestos, e o comportamento externo, e arrogantes, com sentimentos interiores. Os dois adjetivos aparecem juntos em Rm 1:30. O terceiro par, blasfemadores, desobedientes aos pais, abrangem conduta desnaturada com relação a outras pessoas e à própria família, respectivamente. O último destes vícios figura também em Rm 1:30.
3,4. Os dois membros do quarto par, ingratos, irreverentes, têm o prefixo adversativo a- no original, assim como têm desafeiçoados, implacáveis. O adjetivo desafeiçoado (Gr. astorgos) conota a falta de toda a afeição natural; é achado somente aqui e em Rm 1:31 no N.T. A palavra grega traduzida implacável (aspondos) deriva de spondè (= “trégua”), e assim denota um homem que não consegue entender-se com outras pessoas. Os epítetos seguintes, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, pintam um quadro terrível dos homens que, embora tenham se afundado até ao nível dos instintos animais, permanecem suficientemente humanos para reconhecerem a verdade e a bondade e para serem animados pelo ódio para com elas. As duas últimas expressões têm o prefixo adversativo em Grego, e assim formam um par, Assim acontece também com traidores, atrevidos, sendo que as duas palavras têm o mesmo prefixo grego, pro-. É possível que traidores dê um indício da disposição dos sectários para trair seus irmãos, e até mesmo dar informações contra eles; mas não ficamos sabendo noutros lugares de problemas entre a igreja e a autoridade civil, e não é necessário que cada item no catálogo, que em grande parte é convencional, deva ter uma referência exata. O homem que é atrevido não se detém diante de nada para obter seus propósitos.
 
2 Timóteo 3.14-16
14. Paulo agora receita o remédio soberano contra serem enganados por tais charlatães, viz, a adesão leal à mensagem do evangelho em contraste com as novidades imaginativas (cf. 2:16) que vão mercadejando.Tu, porém, diz ele, contrastando Timóteo com os enganadores especiosos que acaba de mencionar, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado. Sua confiança nestas verdades devia ter uma base dupla. Primeiramente, sabe de quem (o pronome está no plural no Grego) o aprendeste. Estas verdades da tradição cristã foram transmitidas a ele, não por aventureiros individualistas sagazes, para os quais ninguém pode ser fiador a não ser eles mesmos, mas, sim, por sua mãe e avó (cf. 1:5), o próprio Apóstolo, e outras testemunhas de fidedignidade comprovada; e deu seu assentimento firme a elas.
15. O segundo motivo para sua confiança deve ser a sólida base que recebeu na Escritura; desde a infância, conforme muito bem sabe, tem tido familiaridade com as sagradas letras. Esperava-se dos pais judeus que ensinassem aos seus filhos a Lei desde a idade de cinco anos. A expressão as sagradas letras (Gr. hiera grammatà) é achada somente aqui na Bíblia, onde o substantivo que denota a Escritura é normalmente graphè (singular ou plural). Os comentaristas têm feito esforços desnecessários para excogitar as razões para sua escolha na presente passagem, e a teoria menos plausível é que o plural abrange especificamente os escritos cristãos, inclusive as cartas do próprio Paulo, bem como o A.T. Aqueles que adotam este ponto de vista acreditam que o escritor pertencia à segunda quarta parte do século II, e que, portanto, deve-se esperar uma referência à literatura cristã autorizada. Mesmo com esta pressuposição, no entanto, (a) nada há na frase que dê a mínima sugestão dos escritos cristãos, e (b) é incrível, que o escritor, que, segundo se supõe, está fazendo o melhor que pode para representar o Apóstolo lembrando Timóteo da educação que recebeu na sua juventude, caísse num anacronismo tão desajeitado. Realmente, por sagradas letras Paulo quer dizer, é lógico, o A.T.; há evidência abundante de que esta era uma designação clássica para ele no judaísmo de fala grega (cf. Filo e Josefo). A ausência do artigo definido no Grego confirma que é usado de modo técnico. Seu uso da frase, no lugar da palavra mais usual graphê, está de acordo com sua predileção (ou a do seu amanuense) nestas cartas por uma linguagem idiomática mais rabínica. O A.T. era a única Escritura canônica para os cristãos bem como para os judeus na era apostólica, e por várias gerações depois. Irineu (c. de 180) foi o primeiro escritor a falar inequivocamente de um “Novo Testamento”; mas em data tão recuada quanto 2 Pe 3:15-16, as cartas de Paulo estavam sendo classificadas com “as demais Escrituras,” ao passo que para Inácio (c. de 110) “o evangelho” era uma autoridade ao passo que para Inácio (c. de 110) “o evangelho” era uma autoridade equivalente a “os profetas” (e.g. Smym. v.l; vii. 2). A razão porque os livros do A.T. são tão preciosos é porque podem tomar-te sábio para a salvação pela fé em CRISTO JESUS. Noutras palavras, transmitem, não simples fatos nem mesmo história sagrada, mas, sim, uma revelação do propósito salvífico de DEUS. A “sabedoria” referida (o Grego tem o verbo: tomar-te sábio) é o profundo entendimento ou domínio que o crente normalmente possui, e é contrastada com a insensatez dos mestres do erro, estigmatizada no v. 9. E esta apreensão vem pela fé em CRISTO JESUS. A chave à Escritura é CRISTO, e esta nada pode dizer aos homens até que O tenham recebido como Salvador e Senhor. Este, no cômputo geral, é o sentido mais provável das palavras finais, embora muitos prefiram entendê-las mais estreitamente com salvação. Segundo este ponto de vista, Paulo está enfatizando que a salvação sobre a qual o A.T. instrui os homens somente pode ser obtida mediante uma fé viva em CRISTO.
16. Paulo desenvolve sua doutrina do valor do A.T. numa frase que os comentaristas têm achado ambígua e frustradora. Toda Escritura, declara ele, é inspirada por DEUS e útil. . . Não precisa haver hesitação acerca do substantivo (Gr. graphê), pelo menos no que diz respeito à sua referência geral. Embora literalmente signifique “escrito” ou “livro” e possa concebivelmente abranger escritos ou livros em geral, tanto o contexto quanto o uso no N.T. requerem que tenha o sentido mais restrito de Escritura, i.é, o A.T. Muito mais difícil é a expressão total (Gr. pasa graphê), traduzida aqui Toda Escritura. No singular, graphê pode denotar (a) um livro da Escritura, (b) a Escritura na sua totalidade (e.g. G1 3:8, 22; Rm 11:1; cf. também 1 Tm 5:18), ou (c) uma passagem específica da Escritura (e.g. Mc 12:10; Jo 19:37; 20:9; At 8:35). O primeiro uso, frequente no judaísmo helenístico, falta inteiramente no N.T., e provavelmente estamos justificados em excluí-lo aqui. Muitos preferem o segundo, e traduzem Toda Escritura, e a favor disto há o fato de que o Apóstolo está claramente pensando do A.T. na sua inteireza. Do outro lado, não há artigo definido no Grego aqui, e onde pas (= “todo” ou “cada”) é empregado com um substantivo no singular sem o artigo, usualmente significa “cada” ao invés de “totalidade” ou “todo.”    O problema é complicado pelo fato de que não podemos ter certeza quão rigorosamente este dogma foi observado no koiné no século I, mas o equilíbrio do argumento parece favorecer Toda Escritura. Tendo falado de modo geral das sagradas letras, Paulo talvez agora esteja ansioso para enfatizar a importância delas em todas as passagens individuais que perfazem a totalidade. Tem havido, também, muita discussão acerca da construção da frase, pois não há verbo que corresponde a é no original. Visto que a partícula traduzida e tem o significado alternativo de “também,” inspirada por DEUS pode ser interpretado ou como predicado conforme supra, ou como um adjetivo qualificador (“Toda Escritura inspirada, é também útil. . .”). Os comentaristas que favorecem esta última interpretação argumentam que uma afirmação direta da inspiração da Escritura está fora de lugar aqui, visto que Timóteo presumivelmente nunca a duvidara e o objetivo de Paulo é ressaltar a utilidade do A.T. Mesmo assim, uma lembrança da sua origem divina é perfeitamente apropriada numa passagem que visa impressionar sobre seu discípulo o valor dela, tanto como a autenticação da mensagem cristã quanto como um instrumento pastoral. Uma decisão não é fácil, mas como apoio para a versão adotada pode ser argumentado que (a) parece natural, na ausência de um verbo, analisar os dois adjetivos da mesma maneira; (b) que a construção da frase é exatamente paralela com a de 1 Tm 4:4, onde os dois adjetivos são predicativos; (c) que se inspirada por DEUS fosse atributivo, deveríamos, nas circunstâncias, esperar que fosse colocado antes de Escritura, e, além do mais, “também” não teria razão de ser; e (d) que “Toda Escritura inspirada” parece conter uma insinuação que certas passagens da Escritura não são inspiradas. O adjetivo traduzido inspirada por DEUS (Gr. theopneutos) não ocorre em qualquer outra parte da Bíblia Grega, mas é achado quatro vezes na literatura grega pré-cristã e nos Oráculos Sibilinos. Significa literalmente “soprado para dentro por DEUS,” e expressa com exatidão o conceito da inspiração do A.T. que prevalecia entre os judeus do século I (cf. Josefo, C. Ap.' i. 37 ss.; Filo, Spec. leg. i. 65; iv. 49; Quis rer, div. 263 ss.). Á igreja o adotou na sua inteireza, conforme vemos na declaração em 2 Pe 1:21 de que, na profecia, “homens santos falaram da parte de DEUS movidos pelo ESPÍRITO SANTO,” Porque o próprio DEUS fala através dele, o A.T. é pastoralmente útil para o ensino, i.é, como fonte positiva de doutrina cristã (cf. o hábito de Paulo de constantemente reforçar sua mensagem com citações bíblicas); para a repreensão, i.é para refutar o erro e para repreender o pecado; para a correção, i.é, para convencer os mal-orientados dos seus erros e de colocá-los no caminho certo outra vez; e para a educação na justiça, i.é, para a educação construtiva na vida cristã. A palavra traduzida justiça (Gr. dikaiosunê) também significa “retidão;” para este sentido, cf. 2:22; 1 Tm 6:11 - também Rm 14:17; 2 Co 6:14; 11:15.
A PRIMEIRA EPÍSTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
 
Referências Bibliográficas (outras estão acima) Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006.
Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
www.ebdweb.com.br
www.escoladominical.net
www.gospelbook.net
www.portalebd.org.br/
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm
A PRIMEIRA EPÍSTOLA A TIMÓTEO - J. N. D. Kelly - Novo Testamento - Vida Nova - Série Cultura Cristã.
William Hendriksen, 1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito, São Paulo: Cultura Cristã, 2001, p. 191-6 (Comentário do Novo Testamento) 
2 Timóteo - O testamento de Paulo à igreja - Hernandes Dias Lopes - Comentários Expositivos Hagnos